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A praga da distração: 10 erros grosseiros em novelas e séries de TV
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Mauricio Stycer

dezmandamentosextintor1. Além das dez pragas enviadas por Deus ao Egito, a novela “Os Dez Mandamentos” foi vítima esta semana de uma outra praga muito comum em estúdios de televisão – a distração: um extintor de incêndio foi esquecido em cena. Mais aqui. Veja abaixo outros vacilos clássicos registrados pelos detetives que acompanham a programação da TV, no Brasil e no exterior.

BabiloniaCassiopapel
2. Em “Babilônia, enquanto Beatriz (Gloria Pires) e Evandro (Cassio Gabus Mendes) conversavam na sala da casa do empresário, um pequeno detalhe chamou a atenção de alguns espectadores: uma folha de papel esquecida no vão do sofá (à esq. abaixo da mão do ator). Muito provavelmente era o texto com os diálogos da cena que os atores estavam gravando naquele momento. Mais aqui.

ILoveSemChroma
3. Gravada no Projac, no Rio, mas ambientada em São Paulo, “I Love Paraisópolis” frequentemente recorre a fundos falsos, feitos por computação gráfica, para dar realismo à trama. O recurso, conhecido como “chroma key”, deixou de ser usado, por engano, em uma cena na qual Gabo (Henri Castelli) conversa com seu assistente, Raul “Paletó” (Andre Loddi), no escritório da empresa que dirigia. Mais aqui.

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4. Outra de Babilônia. Um operador de câmera que gravava uma cena da novela foi ao ar, junto com Inês (Adriana Esteves) e sua filha Alice (Sophie Charlotte). Mais aqui.

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5. Outro operador de câmera esquecido, desta vez no finado “Teste de Fidelidade”, da RedeTV. Cercado de suspeitas sobre a veracidade das cenas que mostrava, o programa apresentado por João Kleber sofreu mais um arranhão com este vacilo. A certa altura, quando um homem está sendo seduzido por duas mulheres, um operador de câmera foi visto no fundo da tela (no alto à direita). Mais aqui.

downtonabbeyerro6.  Reconstituição histórica dá trabalho, como bem sabem os produtores da série “Downton Abbey”. Famosa por seu rigor histórico, a produção divulgou algumas imagens para promover a quinta temporada, que se passa na década de 20 do século passado, e esqueceu uma garrafa plástica atrás de dois dos principais personagens, o conde de Grantham (Hugh Bonneville) e sua filha Edith Crawley (Laura Carmichael). O objeto foi esquecido sobre o móvel, ao fundo, entre o vaso e a jarra. Mais aqui.

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7. Cancelada pela Editora Globo em março de 2012, a revista “Criativa” voltou a circular, ao menos na realidade paralela da novela “Em Família”, dois anos depois. Uma capa da publicação apareceu com destaque na estante de uma livraria, durante uma cena. Leitores se espantaram com a presença de uma revista velha num cenário onde, em tese, deveriam estar expostas apenas novidades. Mais aqui.

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8. Na cena sobre a morte da médica Glauce (Leona Cavalli), em “Amor à Vida”, leitores notaram a presença de um homem dentro do túnel, escondido atrás da pilastra. Era, possivelmente, um cinegrafista “esquecido”. Mais aqui.

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9. Sem avisar os espectadores, o SBT trocou a raça do cachorrinho Pipoca, personagem da novela. Crianças levaram um susto quando a adorável cadelinha da raça Golden Retriever foi substituída por outra. A emissora alegou “dificuldades técnicas” para encontrar um cão da mesma raça para viver o personagem um pouco mais velho. Mais aqui.

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10. O responsáveis pelo visual de “Sangue Bom” e “Amor à Vida” tiveram uma mesma ideia ao vestir dois personagens bem diferentes. O rico Mauricio (Jayme Matarazzo), da trama das 19h, e o ex-hippie Ninho (Juliano Cazarré), agora um artista bem-sucedido, da novela das 21h, aparecerem em cena no mesmo dia usando a mesma blusa. Mais aqui.

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Cartas dos leitores: os erros de “Salve Jorge”
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Mauricio Stycer

[uolmais type=”video” ]http://mais.uol.com.br/view/14359252[/uolmais]
Dediquei esta edição do “UOL Vê TV” à leitura de e-mails de espectadores irritados com erros e furos recentes em “Salve Jorge”. Eles falam dos penteados diferentes de Irina (Vera Fischer) numaa mesma sequência, da visita de Lucimar (Dira Paes) a Théo (Rodrigo Lombardi) durante a madrugada e do encolhimento da barriga de Morena (Nanda Costa), entre outras queixas.


‘Pobre de quem não consegue voar’, diz Gloria Perez sobre críticas a furos em ‘Salve Jorge’
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Mauricio Stycer

Há alguns dias, no Twitter, um fã de “Salve Jorge” escreveu: “As pessoas vêem novela pra criticar, achar problema e defeito, não por entretenimento! Uma pena, né?” Gloria Perez acrescentou ao comentário: “Pobre de quem não consegue voar!”

A autora tem razão, em parte. Creio que todo mundo assiste novela para se divertir e “voar”. Mas há, entre estes, aqueles que esperam lógica e coerência na fantasia. Diante de uma trama realista, escorada em “fatos reais”, não me parece um desejo despropositado querer se divertir, mas ao mesmo tempo não aceitar ser ludibriado pela falta de sentido de algumas passagens da novela.

Faço esta introdução para dizer que mais uma vez recebo e-mails e mensagens de leitores irritados com cenas de “Salve Jorge” que desafiam a lógica.

No capítulo do dia 21/2, Rosângela foi enviada por Russo ao necrotério para reconhecer o corpo de Morena, desaparecida depois de um atentado em Istambul. Chegando lá, a moça viu o corpo, mas não o reconheceu e informou ao legista que não era o de sua amiga. De volta à boate, mentiu para Russo e Irina, dizendo que, sim, o corpo era de Morena.

Uma semana depois, na quinta-feira, 28, Russo diz a Irina: “A gente conseguiu descobrir onde a Morena foi enterrada.” Em segunda, telefona para Lívia e ouvimos a vilã dizer: “Localizaram? O registro só tem o nome de Morena? Sem sobrenome? Não, claro. Rosangela, quando reconheceu o corpo, só sabia que ela se chamava Morena. Não, mas é o suficiente pra mim. Agora tenho que fazer essa notícia chegar até a imprensa.”

Como Russo pode ter descoberto onde foi enterrada uma “Morena” se Rosângela não reconheceu o corpo diante do legista? Essa é a pergunta que me fazem os leitores Tiago André e Beth Depolli.

Vários leitores também reclamam que no capítulo de quinta-feira, 28, Morena apareceu em uma cena sem barriga e, instantes depois, com barriga. A personagem está grávida. O mesmo tipo de problema de continuidade já havia sido notado em relação ao penteado da personagem, que surgiu diferente num mesmo dia.

A explicação é que Nanda Costa gravou cenas in loco, na Turquia, antes do início da novela, e estas cenas tem sido exibidas em meio a outras, gravadas atualmente, em estúdio.


Dois erros ainda frequentes no uso do Twitter
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Mauricio Stycer

O Twitter funda-se na ideia de que seus usuários seguem e são seguidos de acordo com suas afinidades, critérios, interesses, objetivos, gostos pessoais, idiossincrasias… Tudo isso funciona na hora de eleger as pessoas que você deseja seguir.

Não importa o motivo da sua escolha, a graça do Twitter é justamente a liberdade total de seguir quem você quiser. E também de ser seguido por quem você bem entender (basta bloquear o usuário indesejado).

Vejo muitos usuários que ainda não entenderam isso. São aqueles que cometem dois erros frequentes na rede social.

1. “Me segue que eu te sigo de volta”. Este pedido, por mais singelo que seja, revela ignorância em relação a este princípio elementar. Você só será seguido de volta se as suas postagens no Twitter forem do interesse de alguém.

2. “Se gostar, dê um RT”. Pedir que a sua mensagem seja difundida é outro erro elementar. O Twitter baseia-se justamente na ideia da difusão espontânea – só do que interessa ao usuário.

Pedir, mesmo que educadamente, para alguém te seguir ou dar um “RT” é quase como esmolar dinheiro na rua. Revela necessidade, o que pode provocar pena.


Globo reconhece erros em documentário sobre Roberto Marinho
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Mauricio Stycer

Com direção geral de Rozane Braga, a produtora FBL acaba de lançar, em formato de DVD, o documentário “Roberto Marinho – O senhor do seu tempo”.

A pedido da “Folha”, fiz uma resenha, publicada neste domingo na “Ilustrada” (disponível para assinantes do UOL e do jornal). Observei que o filme não apresenta novidades significativas sobre o personagem, mas reforça um movimento recente das Organizações Globo de discutir em público alguns dos “pecados” que celebrizaram os veículos do grupo.

O documentário tem o mérito de tratar francamente de assuntos espinhosos para a Globo, como o governismo explícito da emissora por décadas, o escândalo Proconsult, em 1982, a omissão na cobertura da campanha das Diretas, em 1984, e a edição do debate entre Collor e Lula, em 1989.

Ainda assim, trata destes problemas unicamente pela ótica dos filhos de Roberto Marinho e de funcionários e assessores do grupo. Observo, ainda, no texto que o documentário apresenta a trajetória do empresário de forma didática, mas pouco imaginativa e sem profundidade.

Por limitações de espaço deixei de fora do texto observações sobre duas imprecisões que vi no documentário. A primeira ocorre ao tratar do famoso acordo com o grupo Time-Life, que injetou cerca de US$ 6 milhões na nascente TV Globo. O caso foi objeto de uma barulhenta CPI no Congresso e, depois, de uma avaliação do governo militar, que terminou por avalizar o acordo.

Roberto Irineu Marinho diz que a Globo foi “condenada” no caso e, em função disso, decidiu comprar a parte do grupo americano. Os principais relatos sobre o caso, inclusive de Joe Wallach, que acaba de publicar um livro, indicam que foi o Time-Life que perdeu o interesse no negócio em função dos seguidos prejuízos acumulados nos primeiros seis anos de vida da emissora.

Outro ponto discutível é a afirmação de Boni de que Roberto Marinho concebeu a TV Globo, inicialmente, como “uma cópia em vídeo do jornal ‘O Globo’, uma emissora de informação”. Basta ver a programação dos primeiros anos da TV, que incluía humor popular, novelas e programas sensacionalistas, para constatar que esta tese não se sustenta.


O Jogo dos 7 Erros no último capítulo de “Insensato Coração”
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Mauricio Stycer

Com a ajuda dos “leitores-detetives”, que enviaram inúmeras colaborações, escrevi um texto sobre os erros do último capítulo de “Insensato Coração”. Depois de publicado, outros problemas e equívocos foram apontados pelos espectadores, em comentários publicados no blog. Uma seleção destes erros foi reunida por mim no vídeo abaixo. Espero que se divirtam:

[uolmais type=”video” ]http://mais.uol.com.br/view/11994092[/uolmais]

 


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