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O tombo humaniza, mostra que o apresentador é gente como a gente

Mauricio Stycer

16/12/2014 05h01

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Uma coisa é o tombo ao vivo, inesperado. Outra coisa bem diferente é o tombo que ocorre durante a gravação de um programa e, de caso pensado, vai ao ar dias ou semanas depois.

Acidentes do primeiro tipo, como o atropelamento que vitimou Ana Maria Braga no "Mais Você", em 2013, as queimaduras sofridas por Luis Ricardo no "Programa do Ratinho", este ano ou, mesmo, a queda de Ticiane Pinheiro no "Programa da Tarde", são imprevisíveis. Em alguns casos, até provocam risos, mas assustam e podem ter sérias consequências.

GloriaMariaJá os do segundo tipo, como o tombo sofrido por Gloria Maria em uma reportagem do "Globo Repórter", exibido em 2013, ou a queda da apresentadora Christina Rocha, mostrada nesta segunda-feira (15), podem até ser graves, mas a decisão de levá-los ao ar esconde um cálculo que me incomoda.

Por que mostrar algo que poderia ser removido sem dificuldades da edição? Porque a queda humaniza, mostra que o apresentador é gente como a gente: cai, se machuca, paga mico e sofre como todo mundo. A queda, igualmente, ajuda a chamar a atenção, a dar audiência.

silviosantoscalcas2Silvio Santos, mestre maior entre os apresentadores, já recorreu a este efeito várias vezes. Muitos do seus tombos ocorreram durante gravações de programas. Até o momento em que perdeu as calças, ocorrido em uma gravação, mereceu ir ao ar dias depois.

Christina Rocha fraturou o tornozelo ao cair em meio a um tradicional barraco do "Casos de Família", cujo tema era "Abra a sua mente, gay também é gente!". O acidente ocorreu em gravação na última semana de novembro e foi exibida nesta segunda-feira (15). Ela já está melhor.

Veja a queda da apresentadora:

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Sobre o autor

Mauricio Stycer, jornalista, nascido no Rio de Janeiro em 1961, mora em São Paulo há 30 anos. É repórter especial e crítico do UOL. Assina, aos domingos, uma coluna sobre televisão na "Folha de S.Paulo". Começou a carreira no "Jornal do Brasil", em 1986, passou pelo "Estadão", ficou dez anos na "Folha" (onde foi editor, repórter especial e correspondente internacional), participou das equipes que criaram o diário esportivo "Lance!" e a revista "Época", foi redator-chefe da "CartaCapital", diretor editorial da Glamurama Editora e repórter especial do iG. É autor dos livros "Topa Tudo por Dinheiro - As muitas faces do empresário Silvio Santos" (editora Todavia, 2018), "Adeus, Controle Remoto" (Arquipélago, 2016), “História do Lance! – Projeto e Prática do Jornalismo Esportivo” (Alameda, 2009) e "O Dia em que Me Tornei Botafoguense" (Panda Books, 2011).

Contato: mauriciostycer@uol.com.br

Sobre o blog

Um espaço para reflexões e troca de informações sobre os assuntos que interessam a este blogueiro, da alta à baixa cultura, do esporte à vida nas grandes cidades, sempre que possível com humor.