Blog do Mauricio Stycer

No bom “Fábrica de Casamentos”, equipe de produção brilha mais que os noivos

Mauricio Stycer

05/03/2017 00h09

Organizar um casamento em sete dias não é uma situação natural. E esta é justamente a graça de “Fábrica de Casamentos”, programa que o SBT estreou em sua faixa noturna dos sábados. Mais do que a felicidade dos noivos, ao espectador interessa ver a atribulada produção de uma festa feita às pressas, sem muito planejamento.

O casamento deste sábado (04) foi de Alexandre e Kátia, um casal de dançarinos de tango. Mas o programa, comandado por Chris Flores e Carlos Bertolazzi, foi protagonizado, na verdade, pela equipe (imagem no alto) escalada para viabilizar a festa tal como sonhada pelos noivos.

Os principais personagens da estreia foram a organizadora Elisa Tavares, o cozinheiro Hugo Grassi e o estilista Lucas Anderi. Também participaram a chef confeiteira Beca Milano, o maquiador Júnior Mendes e o cabeleireiro Robson Jassa. Provocados por Chris e Bertolazzi, eles precisam se virar — e suas reações à pressão dos apresentadores são muito divertidas para quem assiste.

Elisa se atrapalhou toda para produzir a cerimônia e acabou sendo, involuntariamente, a maior atração da “Fábrica de Casamentos”. Não conseguiu cumprir um pedido de Bertolazzi (achar uma churrasqueira), bateu os pés na chuva num momento de irritação (vídeo abaixo) e ainda atrapalhou o trabalho do estilista, convencendo a noiva a usar um arranjo de flores diferente do programado.

Lucas Anderi também mostrou talento para este tipo de programa. Ficou escandalizado quando a noiva pediu que o seu vestido tivesse uma fenda, para que ela dançasse um tango ao final da cerimônia. E teve a ideia ousada de levar uma tesoura para a festa e cortar o vestido na hora da dança.

Já Hugo Grassi penou para realizar o desejo dos noivos de servirem uma parrillada aos convidados. Com a mão toda queimada, ainda ouviu uma bronca forte do sádico Bertolazzi, ex-apresentador do “Cozinha Sob Pressão”.

Foi, enfim, uma boa estreia. E um alívio temático na grade de sábado à noite do SBT, que vinha emendando uma competição de gastronomia atrás da outra (“Cozinha Sob Pressão”, “Bake Off Brasil”, “BBQ Brasil).

A edição, aliás, lembra muito a dos realities de disputa culinária – a cada situação mais complexa, corta-se para o depoimento de algum dos protagonistas sobre a experiência vivida. É um modelo já mecânico de edição destes programas, que dá um ar de déjà vu ao espectador.

E existe, de fato, semelhança com o quadro “Felizes para Sempre”, que o “Caldeirão do Huck” estreou no final de 2016. Mas o “Fábrica de Casamentos” me pareceu mais ambicioso e complexo.

Audiência: “Fábrica de Casamentos” marcou 6,9 pontos em São Paulo, estreando em terceiro lugar, atrás da Globo e da Record. No confronto com o “Programa da Sabrina”, a nova atração do SBT perdeu com grande diferença: 9,5 pontos contra 6,8.

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Sobre o autor

Jornalista, nascido no Rio de Janeiro em 1961, mora em São Paulo há 29 anos. É repórter especial e crítico do UOL. Assina, aos domingos, uma coluna sobre televisão na “Folha de S.Paulo''. Começou a carreira no “Jornal do Brasil'', em 1986, passou pelo “Estadão'', ficou dez anos na “Folha'' (onde foi editor, repórter especial e correspondente internacional), participou das equipes que criaram o “Lance!'' e a “Época'', foi redator-chefe da “CartaCapital'', diretor editorial da Glamurama Editora e repórter especial do iG. É autor dos livros “Adeus, Controle Remoto'' (editora Arquipélago, 2016), “História do Lance! – Projeto e Prática do Jornalismo Esportivo” (Alameda, 2009) e “O Dia em que Me Tornei Botafoguense'' (Panda Books, 2011).
Contato: mauriciostycer@uol.com.br

Sobre o blog

Um espaço para reflexões e troca de informações sobre os assuntos que interessam a este blogueiro, da alta à baixa cultura, do esporte à vida nas grandes cidades, sempre que possível com humor.

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