Blog do Mauricio Stycer

Cinco provas de que Chico Pinheiro nasceu para narrar desfile de Carnaval

Mauricio Stycer

O esforço da Globo para tornar os seus telejornais mais leves e informais esbarra, frequentemente, na falta de jeito de muitos apresentadores e repórteres. Poucos conseguem transmitir naturalidade ao improvisar e fazer graça. Chico Pinheiro está neste time restrito – esbanja simpatia e carisma sem fazer muita força.

Não à toa, o apresentador do “Bom Dia Brasil” é também, já há alguns anos, apresentador do desfile das escolas de samba de São Paulo. Nesta função, ao lado de Monalisa Perrone, Pinheiro mostra que nasceu para narrar desfile de Carnaval.

Abaixo, cinco momentos do jornalista mais boa praça da Globo.

“Na outra encadernação vou ser piloto”

Em um vídeo divulgado neste sábado (25) nas redes sociais, Chico e Monalisa estão em um helicóptero, que os leva do aeroporto de Congonhas para o Sambódromo paulistano. Enquanto ela está morrendo de medo, ele diz que adora voar e, brincando, conta que “na outra encadernação” vai ser piloto (veja o vídeo acima).

Produz os próprios memes

Chico Pinheiro adora as redes sociais e sabe que, hoje em dia, mais vale uma piada muito compartilhada do que a seriedade que provoca indiferença. “Muita gente fica assistindo Carnaval para pegar uma derrapada e tentar converter isso num meme”, disse ele à repórter Natalia Guaratto. A foto acima, divulgada pela Globo na noite deste sábado, é a prova de que o jornalista assumiu ser um personagem de sua própria história na internet.

Parece o “tio do pavê”

Animado, mas bem desajeitado, Chico Pinheiro costuma ensaiar passos de dança no estúdio da Globo no Sambódromo (imagem acima). Também se arrisca em trocadilhos e piadas sem graça, como esta, dedicada a um dos comentaristas da equipe: “Ailton Graça, toda a graça do Carnaval de São Paulo”. E passa a noite inteira tentando convencer Monalisa a sambar. “Já tem até hashtag aqui: samba Monalisa”.

Tem cultura musical


Chico Pinheiro não comanda o desfile da Globo em São Paulo porque tem voz potente ou “vende” emoções. O maior patrimônio do jornalista é a sua cultura musical e a familiaridade com o universo do samba. “Zé da Zilda, que eu citei hoje, é autor de ‘Saca-rolha’, uma antiga marchinha de Carnaval”, ensinou neste sábado. Também tem boas lembranças do rádio. Como já fez em outros anos, recorreu a um bordão de Waldir Amaral (1926-1997), célebre narrador esportivo, para falar do tempo de desfile: “O re-ló-gio mar-ca”.

Torce e sofre pelas escolas


O narrador claramente se envolve com o desfile das escolas. Sofre quando um carro tem dificuldades de entrar na avenida. Fica aflito se o tempo vai estourar. Preocupa-se se uma passista passa mal. Aliás, toda a equipe, Monalisa Perrone, Ailton Graça, Celso Viafora e Alemão do Cavaco, transmite admiração, respeito e carinho pelas escolas, mas consegue evitar os exageros da adulação.

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Sobre o autor

Jornalista, nascido no Rio de Janeiro em 1961, mora em São Paulo há 29 anos. É repórter especial e crítico do UOL. Assina, aos domingos, uma coluna sobre televisão na “Folha de S.Paulo''. Começou a carreira no “Jornal do Brasil'', em 1986, passou pelo “Estadão'', ficou dez anos na “Folha'' (onde foi editor, repórter especial e correspondente internacional), participou das equipes que criaram o “Lance!'' e a “Época'', foi redator-chefe da “CartaCapital'', diretor editorial da Glamurama Editora e repórter especial do iG. É autor dos livros “Adeus, Controle Remoto'' (editora Arquipélago, 2016), “História do Lance! – Projeto e Prática do Jornalismo Esportivo” (Alameda, 2009) e “O Dia em que Me Tornei Botafoguense'' (Panda Books, 2011).

Sobre o blog

Um espaço para reflexões e troca de informações sobre os assuntos que interessam a este blogueiro, da alta à baixa cultura, do esporte à vida nas grandes cidades, sempre que possível com humor.

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