Blog do Mauricio Stycer

A cena da semana: “A fé é um alento”, diz a vilã Magnólia antes de matar

Mauricio Stycer

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“Sagrada Família”, o titulo original, expressava muito melhor do que “A Lei do Amor” o tema principal da novela de Maria Adelaide Amaral e Vincent Villari. Seria um título irônico, claro, pois não há nada de sagrado na família Leitão, em torno do qual gira toda a história.

O patriarca Fausto (Tarcísio Meira) tem um passado da pior espécie, envolvido em falcatruas e corrupção. Sua segunda mulher, Magnólia (Vera Holtz), é igualmente ardilosa, sem escrúpulos (tornou-se amante do genro) e suspeita de vários crimes. Hércules (Danilo Graghéia), um dos filhos do casal, é um idiota. Vitória (Camila Morgado), a outra filha, nunca teve equilíbrio emocional, além de desconhecer que a mãe tem um caso com seu marido. Pedro (Reynaldo Gianecchini) é o filho pródigo (de Fausto), que retorna para tentar encerrar o caos familiar.

Magnólia, desde o primeiro capítulo, deixa claro para o espectador que é uma pessoa da pior espécie. Além de todos os seus pecados, é hipócrita, pois tenta passar a imagem de beata e vive falando de Deus.

leidoamormagnoliavariasNo capítulo de terça-feira (10), o público testemunhou a vilã em ação, eliminando uma mulher, Beth (Regiane Alves), por quem seu amante se apaixonou. Foi uma das cenas mais fortes da novela até agora, com enquadramentos caprichados e um texto ousado, que expôs a hipocrisia da vilã.

Apontando a arma para Beth, que se desespera, Magnólia ensina: “Dignidade. Dignidade. A pior coisa é a pessoa que perde a dignidade antes de desencarnar. Mas, se você quiser, nós podemos fazer uma oração juntas.” Sublinhando cada palavra, Beth responde: “Eu não acredito em Deus”. Ao que a vilã diz antes de, finalmente, apertar o gatilho: “Que pena. A fé é um alento. Principalmente nestas horas.”

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Sobre o autor

Jornalista, nascido no Rio de Janeiro em 1961, mora em São Paulo há 29 anos. É repórter especial e crítico do UOL. Assina, aos domingos, uma coluna sobre televisão na “Folha de S.Paulo''. Começou a carreira no “Jornal do Brasil'', em 1986, passou pelo “Estadão'', ficou dez anos na “Folha'' (onde foi editor, repórter especial e correspondente internacional), participou das equipes que criaram o “Lance!'' e a “Época'', foi redator-chefe da “CartaCapital'', diretor editorial da Glamurama Editora e repórter especial do iG. É autor dos livros “Adeus, Controle Remoto'' (editora Arquipélago, 2016), “História do Lance! – Projeto e Prática do Jornalismo Esportivo” (Alameda, 2009) e “O Dia em que Me Tornei Botafoguense'' (Panda Books, 2011).

Sobre o blog

Um espaço para reflexões e troca de informações sobre os assuntos que interessam a este blogueiro, da alta à baixa cultura, do esporte à vida nas grandes cidades, sempre que possível com humor.

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