Blog do Mauricio Stycer

Nudez em “Amor & Sexo” mostra vontade da Globo de discutir limites

Mauricio Stycer

 Na estreia de sua sétima e última temporada, “Amor & Sexo” foi além da discussão dos temas importantes e picantes que marcaram a história do programa e fez um gesto ousado, com a intenção deliberada de chocar: colocou um grupo de dançarinos totalmente nus no palco.

Ainda que rápida, a cena vista na abertura do programa surpreende e mostra a intenção da emissora de discutir e flexibilizar os limites entre o que pode e não ser exibido na televisão.

Ao longo de seis temporadas, apresentado por Fernanda Lima, o programa dirigido por Ricardo Waddington abordou vários temas polêmicos, sem constrangimento e com humor.

Falando sobre nudez nesta quinta-feira (03), pareceu totalmente dentro do contexto e do horário (meia-noite) a cena exibida na abertura, assim como o strip-tease posterior de um desinibido Otaviano Costa.

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Atualizado às 14h:Em entrevista ao “Video Show”, programa que também dirige, Ricardo Waddington classificou como “ato político” o gesto de exibir dançarinos pelados na abertura de “Amor & Sexo”. “Foi um ato político no sentido de as pessoas se assumirem como são. Não interessa se é um pouquinho mais barrigudo, menos barrigudo”, disse. “Acabou a era do tanquinho!”, acrescentou.  Por causa horário, possivelmente, a reportagem do “Video Show” falou do assunto, mas não exibiu a cena de abertura do programa comandado por Fernanda Lima.

Sobre o autor

Jornalista, nascido no Rio de Janeiro em 1961, mora em São Paulo há 29 anos. É repórter especial e crítico do UOL. Assina, aos domingos, uma coluna sobre televisão na “Folha de S.Paulo''. Começou a carreira no “Jornal do Brasil'', em 1986, passou pelo “Estadão'', ficou dez anos na “Folha'' (onde foi editor, repórter especial e correspondente internacional), participou das equipes que criaram o “Lance!'' e a “Época'', foi redator-chefe da “CartaCapital'', diretor editorial da Glamurama Editora e repórter especial do iG. É autor dos livros “Adeus, Controle Remoto'' (editora Arquipélago, 2016), “História do Lance! – Projeto e Prática do Jornalismo Esportivo” (Alameda, 2009) e “O Dia em que Me Tornei Botafoguense'' (Panda Books, 2011).

Sobre o blog

Um espaço para reflexões e troca de informações sobre os assuntos que interessam a este blogueiro, da alta à baixa cultura, do esporte à vida nas grandes cidades, sempre que possível com humor.

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