Blog do Mauricio Stycer

“Morte do anão” eleva a audiência do “Pânico”

Mauricio Stycer


Espécie de guindaste da audiência do “Programa do Gugu”, na Record, o anão Marquinhos está ajudando também a concorrência. Neste domingo (21), o “Pânico na Band” explorou o assunto ao longo de todo o programa, conseguindo, ao final, a sua melhor audiência no ano: 8 pontos de média e pico de 10.

A turma do “Pânico” escalou o anão Pedrinho para a tarefa de entrevistar Marquinhos e, ainda, numa paródia do “Programa do Gugu”, ganhar um carro. O encontro dos dois anões, como é possível imaginar, foi um evento surreal, com direito a perseguição de carro pelas ruas de São Paulo e diálogos dignos desta onda atual de comédias do cinema brasileiro.

“Você está se achando o anão mais rico do Brasil ou é o Nelson Ned”?, mandou Pedrinho. “Eu só sou um cara humilde”, respondeu Marquinhos. Outra pergunta: “Por que você acha que os anões hoje estão tão valorizados?” Resposta: “Antigamente, os anões eram muito valorizados. O pessoal fazia muita figuração. Hoje, eu abri a porta para os anões de todo o Brasil. Inclusive, tem vários programas imitando”.

Para ganhar um carro, tal como ocorreu com Marquinhos no “Programa do Gugu”, Pedrinho teria que enfrentar uma gincana. A sua obrigação era atravessar uma passarela estreita, sem cair. No chão, dois Rottweiler latiam, ameaçadoramente. Os humoristas Bolinha (como Gugu) e Bola (como o assistente de palco Liminha) estimulavam o anão a fazer a travessia. Uma anã, apresentada como mulher de Pedrinho, rezava. E duas panicats dançavam.

Como de hábito, o “Pânico” enrolou até o final para mostrar a “prova”. Finalmente, prestes a completar o percurso, Pedrinho caiu do alto da passarela e foi devorado pelos cães. Tudo de brincadeira, é claro. As panicats e os humoristas festejaram a “morte do anão” com uma chuva de papel picado.

Só faltou o enterro. Quem sabe no próximo domingo.

Sobre o autor

Jornalista, nascido no Rio de Janeiro em 1961, mora em São Paulo há 29 anos. É repórter especial e crítico do UOL. Assina, aos domingos, uma coluna sobre televisão na “Folha de S.Paulo''. Começou a carreira no “Jornal do Brasil'', em 1986, passou pelo “Estadão'', ficou dez anos na “Folha'' (onde foi editor, repórter especial e correspondente internacional), participou das equipes que criaram o “Lance!'' e a “Época'', foi redator-chefe da “CartaCapital'', diretor editorial da Glamurama Editora e repórter especial do iG. É autor dos livros “Adeus, Controle Remoto'' (editora Arquipélago, 2016), “História do Lance! – Projeto e Prática do Jornalismo Esportivo” (Alameda, 2009) e “O Dia em que Me Tornei Botafoguense'' (Panda Books, 2011).

Sobre o blog

Um espaço para reflexões e troca de informações sobre os assuntos que interessam a este blogueiro, da alta à baixa cultura, do esporte à vida nas grandes cidades, sempre que possível com humor.

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