Blog do Mauricio Stycer

Um olhar delicado sobre o agitado ano de 1971

Mauricio Stycer

Aproveito o sábado para uma dica de cinema: “Cara ou Coroa”, de Ugo Giorgetti. O filme se passa em 1971 e conta, de um jeito muito carinhoso, histórias de pessoas comuns, afetadas pelo clima de repressão política, efervescência cultural e revolução de costumes que o Brasil vivia naquele momento.

Como em todos os filmes de Giorgetti (“Boleiros”, “Sábado”, “Festa”, “O Príncipe”), o cenário é São Paulo. Outra marca do cineasta, admirável, é o elenco escolhido a dedo, nem sempre entre os rostos conhecidos da televisão, mas inevitavelmente perfeitos para os papéis.

O de “Cara ou Coroa” inclui Octavio Augusto como um taxista conservador, Emilio de Mello como diretor de teatro, Julia Ianina e José Geraldo Rodrigues vivendo um casal de estudantes apaixonados (na foto do alto), além de Walmor Chagas no papel de um general aposentado.

Não custa repetir que “Cara ou Coroa” não é um filme violento, não mostra cenas de tortura ou repete clichês sobre a ditadura militar. Procura contar histórias de pequenos gestos, de gente que viveu e tentou entender aqueles dias. “São momentos tão incompreensíveis que parecem inventados”, diz um personagem.

Fiz uma entrevista com Giorgetti, publicada esta semana no UOL. Ele explica muito bem o filme, a sua intenção e o seu olhar sobre aquele período. O cineasta também fala do mercado distribuidor, incapaz de encontrar espaço adequado para filmes adultos, como o dele. É um desabafo forte, que merece, na minha opinião, a sua atenção.

Veja aqui: O público inteligente que resta não quer mais saber de cinema”, diz cineasta Ugo Giorgetti.

Uma crítica ao filme pode ser lida aqui. Fotos de cenas podem ser vistas neste álbum. E abaixo, o trailer:

[uolmais type=”video” ]http://mais.uol.com.br/view/13006471 [/uolmais]

Sobre o autor

Jornalista, nascido no Rio de Janeiro em 1961, mora em São Paulo há 29 anos. É repórter especial e crítico do UOL. Assina, aos domingos, uma coluna sobre televisão na “Folha de S.Paulo''. Começou a carreira no “Jornal do Brasil'', em 1986, passou pelo “Estadão'', ficou dez anos na “Folha'' (onde foi editor, repórter especial e correspondente internacional), participou das equipes que criaram o “Lance!'' e a “Época'', foi redator-chefe da “CartaCapital'', diretor editorial da Glamurama Editora e repórter especial do iG. É autor dos livros “Adeus, Controle Remoto'' (editora Arquipélago, 2016), “História do Lance! – Projeto e Prática do Jornalismo Esportivo” (Alameda, 2009) e “O Dia em que Me Tornei Botafoguense'' (Panda Books, 2011).

Sobre o blog

Um espaço para reflexões e troca de informações sobre os assuntos que interessam a este blogueiro, da alta à baixa cultura, do esporte à vida nas grandes cidades, sempre que possível com humor.

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