Blog do Mauricio Stycer

A cena da semana: Galvão Bueno perde a linha no ar

Mauricio Stycer

Galvão Bueno é reconhecidamente um dos maiores craques nas transmissões ao vivo. Não treme. Administra bem o incômodo ponto eletrônico, tem jogo de cintura, pensa rápido, domina como poucos a situação, seja narrando uma partida de futebol, seja comandando um programa de debates. É a prova, como gosta de dizer Faustão, que quem sabe faz ao vivo.

Por isso, causou tanta surpresa o seu descontrole durante a apresentação do “Conexão SporTV” na última quarta-feira (01). Sua briga com o jornalista Renato Mauricio Prado, assim como o pedido de desculpas, mostraram o narrador fora de seu eixo tradicional.  Veja no vídeo abaixo.

[uolmais type=”video” ]http://mais.uol.com.br/view/13140762[/uolmais]

 

Escrevi um texto a respeito, publicado no UOL Olimpíadas, que reproduzo abaixo:

Galvão Bueno não está feliz em Londres

Ao final do “Conexão SporTV”, depois de discutir ao vivo com Renato Mauricio Prado por causa de uma piada, Galvão Bueno dirigiu-se ao espectador e disse: “Desculpe um certo mau humor fora de hora, na hora errada”.

Uma semana antes, comentando a cerimônia de abertura de um estúdio, Galvão já havia dado vários sinais de mau humor. No momento mais legal de toda a festa, quando Daniel Craig, atual intérprete de James Bond no cinema, convidou a rainha Elizabeth a ir ao estádio, o narrador reclamou. Sean Connery é que deveria ter feito a cena, disse.

Ranzinza, Galvão também criticou a cerimônia como um todo: “Tá bonito, mas um pouquinho frio”. Direto do estádio, empolgados, os narradores Milton Leite e Luiz Carlos Jr. passavam uma impressão totalmente oposta.

Na estreia do “Conexão SporTV”, na noite de quarta-feira (25), Galvão fez questão de sublinhar qual seria o seu papel na cobertura do canal pago da Globo: “Vou ver a Olimpíada pela televisão”. Não parecia feliz ao dizer isso.

Galvão foi anunciado, uma semana antes dos Jogos, como um reforço do SporTV, um nome capaz de fazer frente à Record, dona dos direitos de transmissão na TV aberta.

Na realidade, o narrador está tendo um papel de coadjuvante dentro do canal. Sem credencial, não entra nos estádios e se limita, do estúdio, a comentar e dar palpites. Diferentemente do que está habituado, não é o centro das atenções nas transmissões importantes.

Ao se desculpar pela discussão com Prado, Galvão também falou que temia a “repercussão desmesurada” que poderia ter a tal piada sobre a medalha da seleção de vôlei de 1984. Desde quando o narrador se preocupa com a repercussão das bobagens que fala? Eis mais um sinal de que Galvão não está feliz em Londres.

Sobre o autor

Jornalista, nascido no Rio de Janeiro em 1961, mora em São Paulo há 29 anos. É repórter especial e crítico do UOL. Assina, aos domingos, uma coluna sobre televisão na “Folha de S.Paulo''. Começou a carreira no “Jornal do Brasil'', em 1986, passou pelo “Estadão'', ficou dez anos na “Folha'' (onde foi editor, repórter especial e correspondente internacional), participou das equipes que criaram o “Lance!'' e a “Época'', foi redator-chefe da “CartaCapital'', diretor editorial da Glamurama Editora e repórter especial do iG. É autor dos livros “Adeus, Controle Remoto'' (editora Arquipélago, 2016), “História do Lance! – Projeto e Prática do Jornalismo Esportivo” (Alameda, 2009) e “O Dia em que Me Tornei Botafoguense'' (Panda Books, 2011).

Sobre o blog

Um espaço para reflexões e troca de informações sobre os assuntos que interessam a este blogueiro, da alta à baixa cultura, do esporte à vida nas grandes cidades, sempre que possível com humor.

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