Blog do Mauricio Stycer

Ana Maria Braga ignora lição de Boni e tortura o público com “barriga tanquinho”

Mauricio Stycer

A visita de José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, o Boni, ao “Mais Você”, de Ana Maria Braga, rendeu muitos comentários por causa de uma piada que fez com o filho (“se eu estivesse na TV Globo ainda, naturalmente colocaria Boninho no meu lugar”).

Pouco se falou, porém, de uma observação que Boni fez sobre o futuro da televisão:

Cada vez mais temos que ir para a programação ao vivo. Essa geração que vem da internet quer coisas rápidas, com outra velocidade, com muita diversificação. A tecnologia traz algumas mudanças importantes. Mas a coisa fundamental continua sendo o conteúdo. A TV aberta indo para os eventos, para programação ao vivo, para informação rápida, para um tipo de entretenimento que seja cada vez mais parecido com a cultura da internet, ela vai existir o tempo todo. Acredito no futuro da TV aberta.

Pelo que se viu nesta terça-feira, apenas dez dias depois da entrevista, Ana Maria Braga e sua equipe não prestaram atenção no que Boni falou. Só isso pode explicar o “Mais Você” ter dedicado 30 intermináveis minutos para falar sobre “barriga tanquinho”.

Ao vivo, três homens exibiram suas barrigas para Ana Maria e o Louro José. Em reportagens gravadas, atores da Globo passaram pelo constrangimento de levantar a camisa para mostrar os seus atributos físicos. Um repórter ainda foi à praia em busca de depoimentos engraçados sobre o tema. Por fim, a apresentadora trouxe um professor para dar lições aos interessados no assunto.

Em resumo, o oposto do que Boni recomendou.

Sobre o autor

Jornalista, nascido no Rio de Janeiro em 1961, mora em São Paulo há 29 anos. É repórter especial e crítico do UOL. Assina, aos domingos, uma coluna sobre televisão na “Folha de S.Paulo''. Começou a carreira no “Jornal do Brasil'', em 1986, passou pelo “Estadão'', ficou dez anos na “Folha'' (onde foi editor, repórter especial e correspondente internacional), participou das equipes que criaram o “Lance!'' e a “Época'', foi redator-chefe da “CartaCapital'', diretor editorial da Glamurama Editora e repórter especial do iG. É autor dos livros “Adeus, Controle Remoto'' (editora Arquipélago, 2016), “História do Lance! – Projeto e Prática do Jornalismo Esportivo” (Alameda, 2009) e “O Dia em que Me Tornei Botafoguense'' (Panda Books, 2011).

Sobre o blog

Um espaço para reflexões e troca de informações sobre os assuntos que interessam a este blogueiro, da alta à baixa cultura, do esporte à vida nas grandes cidades, sempre que possível com humor.

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