Blog do Mauricio Stycer

Furo no roteiro ajuda a elevar o suspense em “Avenida Brasil”

Mauricio Stycer

No badalado capítulo 100 de “Avenida Brasil”, Carminha descobre que Betânia não é Rita, como pensava até então. Ao invadir sua casa com a ajuda do capanga Lucio, acha a carteira de trabalho da moça e vê o nome “Betânia Almeida” estampado no documento.

Betânia chega em casa com Valdo e dá de cara com a dupla. Depois de levar um soco de Lucio, o rapaz diz: “Acaba com isso, Betânia! Para de proteger a outra!”. “Então, você não é mesmo a Rita?”, pergunta Carminha. Betânia corre, chamando a polícia, enquanto a vilã e Lúcio vão embora.

Depois desta cena, Carminha e Lucio invadem o apartamento de Nilo, que também leva uma surra. A vilã encontra uma bolsa de Nina no lugar, tendo então certeza de que a sua empregada é a verdadeira Rita.

Ao longo de todo o 101º capítulo, exibido nesta sexta-feira, Betânia não deu as caras. Pela relação dela com Nina, logicamente, ela teria avisado à amiga imediatamente sobre o que aconteceu. Nilo, igualmente, não tomou esta iniciativa. Só depois de mais de 24 horas, alertada pelo velho, Lucinda tenta falar com Nina, mas não consegue.

Brinquei no Twitter: “O autor pediu pra Betânia não avisar a Nina que a casa caiu senão ia estragar o capitulo de hoje”. O jornalista Artur Xexeo também se perguntou: “Por que é que 24 horas depois Bethânia ainda não avisou Nina que Carminha sabe de tudo?” A atriz Bianca Comparato, que interpreta Betânia, respondeu com humor: “Avisei a mãe Lucinda. Ela ficou de dar o recado…”

O silêncio dos dois personagens ajudou João Emanuel Carneiro a elevar o suspense da trama. Enquanto o público sabia que Carminha já havia descoberto o segredo, Nina seguia sua rotina alheia a tudo. Um buraco enorme numa trama tão bem costurada.

Sobre o autor

Jornalista, nascido no Rio de Janeiro em 1961, mora em São Paulo há 29 anos. É repórter especial e crítico do UOL. Assina, aos domingos, uma coluna sobre televisão na “Folha de S.Paulo''. Começou a carreira no “Jornal do Brasil'', em 1986, passou pelo “Estadão'', ficou dez anos na “Folha'' (onde foi editor, repórter especial e correspondente internacional), participou das equipes que criaram o “Lance!'' e a “Época'', foi redator-chefe da “CartaCapital'', diretor editorial da Glamurama Editora e repórter especial do iG. É autor dos livros “Adeus, Controle Remoto'' (editora Arquipélago, 2016), “História do Lance! – Projeto e Prática do Jornalismo Esportivo” (Alameda, 2009) e “O Dia em que Me Tornei Botafoguense'' (Panda Books, 2011).

Sobre o blog

Um espaço para reflexões e troca de informações sobre os assuntos que interessam a este blogueiro, da alta à baixa cultura, do esporte à vida nas grandes cidades, sempre que possível com humor.

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