Blog do Mauricio Stycer

"Desliga a internet"... Em que mundo vivia Carolina Dieckmann?

Mauricio Stycer

Confirmando-se as informações até o momento disponíveis, Carolina Dieckmann foi vítima de um golpe clássico na internet: cedeu seus dados pessoais em resposta a um e-mail mal intencionado.

Muita gente já perdeu dinheiro por conta de golpes deste tipo. Carolina perdeu outro bem de valor, a privacidade. Fotos suas caíram na rede e se espalharam como vírus, com a típica velocidade que o meio propicia.

Nesta segunda-feira, ela concedeu uma primeira entrevista sobre o caso, ao “Jornal Nacional”. “Encontrei uma Carolina mais tranqüila esta tarde no Rio, aliviada, depois de dias de exposição da intimidade, constrangimento e chantagens”, narrou Patrícia Poeta, enquanto a câmera ia direto aos olhos da atriz, que brilhavam, como se estivesse chorando.

Como se sabe, Carolina não é uma celebridade típica, daquelas que fazem qualquer negócio para aparecer na mídia. Não por acaso, ao se referir a esta entrevista, o “Jornal da Globo”, mais tarde, sublinhou a dificuldade de falar com a atriz: “Carolina Dieckmann aceitou conversar com Patrícia Poeta”.

É verdade que o fato de ser representada por um advogado criminalista muito famoso acabou dando uma dimensão ainda mais espalhafatosa ao episódio. Mas Carolina não parece ter conseguido avaliar exatamente o que ocorreu, nem a proporção que o caso tomou.

Veja, por exemplo, o que ela fez ao ficar sabendo do vazamento das fotos: “Liguei para a Ana, que trabalha na minha casa, e falei: ‘Desliga a internet’. Davi, meu filho de 13 anos, estava em casa. Tinha muito medo de ele ver aquelas fotos e não estar lá para explicar. Minha preocupação era só falar para desligar a internet, que eu não queria que ele tivesse acesso àquilo.”

Este pedido, “desliga a internet”, é de uma ingenuidade comovente. Confirma que Carolina não segue o modelo-padrão de conduta dos famosos, mas acrescenta um dado a mais ao episódio: até aquele momento a atriz não fazia ideia do mundo em que está vivendo. Como se desligar a conexão caseira fosse impedir o filho de ver ou saber do que estava acontecendo.

Sobre o autor

Jornalista, nascido no Rio de Janeiro em 1961, mora em São Paulo há 29 anos. É repórter especial e crítico do UOL. Assina, aos domingos, uma coluna sobre televisão na “Folha de S.Paulo''. Começou a carreira no “Jornal do Brasil'', em 1986, passou pelo “Estadão'', ficou dez anos na “Folha'' (onde foi editor, repórter especial e correspondente internacional), participou das equipes que criaram o “Lance!'' e a “Época'', foi redator-chefe da “CartaCapital'', diretor editorial da Glamurama Editora e repórter especial do iG. É autor dos livros “Adeus, Controle Remoto'' (editora Arquipélago, 2016), “História do Lance! – Projeto e Prática do Jornalismo Esportivo” (Alameda, 2009) e “O Dia em que Me Tornei Botafoguense'' (Panda Books, 2011).

Sobre o blog

Um espaço para reflexões e troca de informações sobre os assuntos que interessam a este blogueiro, da alta à baixa cultura, do esporte à vida nas grandes cidades, sempre que possível com humor.

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