Entenda o que deu errado em “Amor e Revolução”
Cercada de muita expectativa à época do lançamento, “Amor e Revolução” decepcionou tanto que constitui um ótimo caso para estudo de quem se interessa por novelas. O que deu errado?
O “UOL Vê TV” desta semana, que contou com a participação dos atores Gustavo Haddad e Elcio Monteze, além do colunista Flavio Ricco, levantou algumas boas hipóteses.
Em primeiro lugar, é preciso dizer que o SBT não tem uma política clara em matéria de teledramaturgia, como, aliás, não tem para quase nada. “O problema é que o dono da emissora não gosta de novelas, ele faz porque a mulher dele gosta”, disse Ricco.
Como já fez com outras novelas, o SBT não dá a devida importância a uma característica fundamental do gênero, o de ser uma obra aberta. “Amor e Revolução” estreou com 40 capítulos prontos, o que dificultou ajustes na trama nos primeiros dois meses.
Na fase final, o problema vai se repetir. As gravações se encerraram no final de agosto, mas a novela será exibida até novembro ou dezembro. Ou seja, daqui até o fim, não é possível mais alterar nada na trama.
Para compensar, Haddad contou, o SBT vai oferecer ao público a possibilidade, nos últimos quatro capítulos, de decidir o destino da trama. Os principais atores gravaram três finais diferentes para os seus personagens. Assim, em clima de “Você decide”, o espectador vai resolver o que Tiago Santiago preparou durante nove meses.
A confusão no SBT se reflete também no fato de não haver oficialmente, até agora, uma data determinada para o final da novela. Isso significa que todo o material gravado provavelmente não seguirá a lógica dos capítulos escritos por Tiago Santiago, mas será adequado ao tempo que a emissora quiser.
A promessa de “Amor e Revolução” era fazer um mergulho num período dramático da história brasileira, a ditadura militar instaurada no país a partir de 1964. Aos primeiros sinais de que a novela não estava indo bem de audiência, o autor optou por promover a trama explorando um caso de amor entre duas mulheres.
O impactante “beijo gay” chamou a atenção para “Amor e Revolução” pelos motivos errados e teve péssimas conseqüências. A emissora se assustou com a repercussão e mandou Santiago cancelar não apenas a trama entre as duas mulheres, como uma outra, entre dois homens, que já havia sido gravada. Tudo engavetado.
O SBT alegou que o público não gostou de ver duas mulheres se beijando em cena. Gustavo Haddad apresentou uma outra hipótese no programa exibido no UOL: “Os anunciantes têm mais pudor do beijo gay que o público”, disse.
Problemas de produção também atrapalham o SBT. Flavio Ricco lembrou que “existe muita briga entre autores e diretores”, o que se refletiu de forma visível em “Amor e Revolução”. Já Haddad observou: “A equipe é a mesma para dois núcleos diferentes.”
Selecionei abaixo o trecho da entrevista em que Haddad comenta a polêmica em torno do beijo gay. O programa pode ser visto na íntegra aqui.
Espero que alcance dois digitos até o final, diz o autor
Tiago Santiago publicou um comentário no blog, questionando algumas críticas e destacando aspectos da novela, que reproduzo abaixo:
A novela ainda tem alguns meses no ar. Entrou agora em julho de 1967. Começa agora a parte mais emocionante: a guerrilha urbana, os assaltos, expropriações, bomba no consulado americano, na Paulista, confronto entre polícia e estudantes, morte de Edson Luis, sequestros de embaixadores etc. Vamos até 1970, com epílogo em 1984. Começamos a pontuar 6, 20% a mais que a média de 5, até agora. Espero que alcance dois digitos até o final. Ainda outro dia, teve pico de 10. Os comentários acima não procedem. Temos gente que trabalha: jornalistas, artistas, professores, médicos, enfermeiros, estudantes, o pessoal da cantina, e gente boa também no Exército e na polícia. A novela custou 30 milhões, na ponta do lápis. Não há qualquer relação entre a temática escolhida por mim e o evento do banco. Atenciosamente, Tiago Santiago
(Atualizado às 16h)
Em tempo: Mais informações sobre “Amor e Revolução” podem ser lidas aqui, no UOL Televisão.

Pra mim ali tudo errou:direção,cenario, texto que é fraquissimoooo, além da pessima Graziela.Sinceramente essa moça botou tudo a perder com sua falta de carisma e de talento.Ele devia ter feito há tempos o que o Silvio de abreu fez em Passione, qdo matou a mocinha a dickman.
Sinto pena é desse moço, o Gustavo Haddad, que fez um trabalho tão bonito em canavial das paixões(minhas filhas suspiravam pelo Paulo Giacomo) e agora se mete nessa enrascada.Uma pena, mesmo.
Eu amo o Gustavo Haddad desde Canavial Das Paixões, ele era tudo de bom,aliás, ainda é apesar de estar mais velho e mais magro.E bem que rede globo podia chamá-lo de volta, porque eu já estou de saco cheio do bocudo do cauã e do anão de jardim do glagliasso se revezando no papel de galã.
GUSTAVO MEU REI TOMA UM BANHO COM SAL GROSSO DEPOIS DESSA NOVELA, QUE A COISA TÁ FEIA PRO SEU LADO.EU E AS GUSTAVETES FIZEMOS CAMPANHA PRA VOCÊ VOLTAR,REALMENTE,VC VOLTOU MAS NÃO ERA PRA VC NUMA BARCA FURADA DO TS E SS. DA PROXIMA VEZ TENTA A GLOBO OU A RECORD TÁ?BJOS,DE SUA FAZONA,RAVENNA
Gustavo cadê você
Entrei aqui só pra te ver!
Eu te amo vc é lindo!
A novela tem sim muitos pontos fracos, especialmente, como bem ressaltou o colunista, em razão do desprestígio da teledramaturgia por parte do dono da emissora.
Mas, ainda assim, acredito que amor e revolução tem um roteiro bonito, ótimas intenções e bons atores.
Assisto à novela diariamente e me encanto com a coragem do autor que introduziu um debate sobre o periodo obscuro da ditadura.
Algumas cenas são chocantes, e é assim mesmo que devem ser, em alguns momentos os diálogos são fracos.. mas a novela, num todo, tem muito a dizer!
Diante do atual cenário novelesco em que tudo é igual e voltado para a vida falsa e medíocre da classe média e dos ricos, roteiros sem objetivo, ou melhor, ao que parece o objetivo tangencia à exploração da beleza dos atores, que muito se agarram, se amam e história alguma exploram… Amor e revolução, se trata de um exemplo que deveria ser seguido pelos renomados autores.
Defendo essa novela, haja vista que, ainda que com tantos problemas, supera muito a mesmice de sempre das novelas da globo e record.
[...] um beijo gay entre duas mulheres, foi ao ar, mas depois o SBT vetou a continuação da trama. Houve problemas de produção de sobra e pouco público para testemunhar o [...]
gosto das novelas é diferente das mesmices da globo, É legal outras emissoras tentarem dramaturgia, É facil so atirarem pedras, façam um roteiro e mandem, devem assistir sem comparar as as demais, pois o SBT, é ruim segundo vcs, porem, é a que mas facilita “ganhos” e na hora vcs não mostram duas caras, Ela não obriga ninguem assistir, admito que as novelas não são o forte do SBT, não devem generalizar a emissora,GOSTO de ter novidades todos os dias, gosto de todas. A globo devia tirar a porcaria do faustão, Ana Maria, Xuxa, enfim nada pessoal, esses programas colaram e nao sai mas, big brother é so pras mulheres posar nua, deveriam ir direito nas revistas, vcs falam de inveja e despeito pois o SBT é uma emissora humana, so uma coisa Assistir o Ratinho não é nenhum sacrificio, Amo ele, o Seu Silvio … todos de la.