Blog do Mauricio Stycer

“É preciso renovar mais e copiar menos”, diz diretor de “Meu Pedacinho”
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Mauricio Stycer


Na reta final de “Meu Pedacinho de Chão”, o diretor da novela, Luiz Fernando Carvalho, avalia que o trabalho mostrou a possibilidade de pensar um velho formato, como a novela, de forma original.

Como tantos outros trabalhos seus, “Meu Pedacinho de Chão” fugiu totalmente do óbvio e surpreendeu os espectadores do horário das 18h da Globo. Escrita por Benedito Ruy Barbosa nos anos 70, a novela foi transformada num conto de fadas. Ou, como diz Carvalho, em “uma espécie de sonho”.

Em entrevista ao UOL, o diretor fala da necessidade de “renovar mais e copiar menos” na televisão. Acha que o modelo de novela está velho e burocratizado.

Carvalho também fala do seu método de trabalho com os atores (“ou se cria uma nova expressão, um novo ser, ou não faz o menor sentido estarmos ali”), e da alegria que teve de ver como Juliana Paes se reinventou (“tive a alegria de ver nascer uma nova atriz”) no seu papel na novela.

A entrevista foi publicada no UOL Televisão e pode ser lida na íntegra AQUI


Silvio Santos elogia líder da Igreja Universal, mas não o dono da Record
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Mauricio Stycer

Silvio Santos dedicou dez minutos de seu programa, neste domingo (27), para elogiar Edir Macedo pela ideia “brilhante” de construir uma réplica do templo de Salomão em São Paulo. Depois de mostrar o convite recebido para a inauguração, enviado em nome de Senor Abravanel, o dono do SBT observou que o custo da obra, oficialmente de R$ 680 milhões, “não é importante”. O que importa, ressaltou, é a ideia. “Não sei como ninguém pensou nisso em outra parte do mundo. Parabéns, Edir Macedo” (veja trechos no vídeo acima).

edirmacedoNão é a primeira vez que Silvio Santos elogia Macedo este ano. Em fevereiro, em entrevista à revista “Veja São Paulo”, ele disse: “O Edir Macedo me chama a atenção pela forma como fala. Esse novo empreendimento dele é uma grande ideia (o Templo de Salomão, então ainda em obras). Vai ser um ponto turístico de São Paulo.”

Questionado se é amigo do líder da Igreja Universal, Silvio Santos respondeu: “Não. Mas eu li os três livros sobre ele, a biografia e os dois últimos. Acho que o Edir fez uma bela obra. Ele ajudou mesmo, tirou muita gente do álcool e das drogas. Pode ter defeitos, mas as qualidades dele são mais importantes.”

É interessante observar que os elogios de Silvio Santos são sempre ao líder da Universal, não ao dono da Record. Este ano, por exemplo, o dono do SBT reclamou publicamente de Macedo pela tentativa de contratação do ator Jean Paulo Campos, o Cirilo de “Carrossel”. “Seu Edir, isso não é coisa que se faça”,  protestou Silvio em seu programa. Dias depois, ele conseguiu cancelar o negócio e manter o ator no elenco do SBT.

Os dois se conhecem desde 1989, pelo menos, quando Macedo comprou a Record, que tinha entre os seus sócios o dono do SBT. Como já detalhei no blog, as versões que ambos apresentam para o desenrolar do negócio são bem diferentes.

silviosantos2014Sempre orgulhoso e satisfeito em ser vice-líder de mercado (“Liderança absoluta do segundo lugar”, foi um slogan da emissora por muitos anos), Silvio Santos perdeu esta posição para a Record em 2007. Nos últimos anos, incomodado, fez referências pouco elogiosas, quase sempre irônicas, à emissora de Edir Macedo.

Em 2011, por exemplo, disse que o esforço da Record em superar um dia a Globo era ilusório. “Nós de televisão estamos vendo que por mais que a Record queira se aproximar da Globo, em todos esses anos ela não passou de onze pontos e ultimamente ela tem caído para dez, nove, oito pontos. O que significa que o público, dificilmente, vai deixar a Globo. A Globo é um muro”, disse Silvio.

No ano seguinte, em maio, ao lançar a novela “Carrossel”, que se revelou um grande sucesso, o dono do SBT previu: “Essa novela tem que dar 15. pontos A Record também não está indo lá essas coisas. Tá capengando (…) Se der 15 é um banho. A Record não vai dormir dez dias seguidos…”. A novela foi, de fato, um sucesso, mas não alcançou o índice sonhado por Silvio Santos.

Nesses últimos anos, a diferença entre Record e SBT diminuiu e as duas emissoras têm disputado o segundo lugar ponto a ponto em todos os horários.


O que Aguinaldo Silva pensa sobre beijo gay em novela? Não dá para saber
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Mauricio Stycer

imperioleonardoclaudio
Mal estreou e “Império” já provoca discussão por conta de uma cena que envolveria um beijo entre dois homens. Aguinaldo Silva teria escrito a cena, mas ele mesmo e o diretor, Rogério Gomes, teriam optado por não gravá-la, disse a Globo ao site Noticias da TV.

A cena envolve os personagens Cláudio (José Mayer) e seu amante, Leonardo (Klebber Toledo), e seria exibida no capítulo que vai ao ar na próxima segunda-feira (4). Casado com Beatriz (Suzy Rego) e pai de Enrico (Joaquim Lopes), Claudio está apavorado com a perspectiva de que seu romance com Leonardo seja divulgado pelo blogueiro Téo Pereira (Paulo Betti).

É difícil saber se Aguinaldo Silva planeja mesmo exibir este beijo logo no início de “Império” ou se está apenas provocando mais uma polêmica destinada a manter a novela na mídia. Suas opiniões sobre o assunto têm mudado de acordo com a ocasião e muitas vezes aparentam incoerência. Veja alguns exemplos abaixo:

Na quarta-feira, 16 de julho, a cinco dias da estreia de “Império”, Aguinaldo Silva foi questionado no Twitter pela usuária @monicegabrielly: “Qual capítulo vai ser o beijo gay nessa novela?'' A resposta do autor foi: “Comprei um spray de pimenta. Ele vai ser minha resposta direta a quem perguntar se vai ter beijo gay na minha novela.”

aguinaldosilvamaisvc2Duas semanas antes, em encontro com jornalistas para tratar do assunto, a questão havia sido feita, igualmente, e a sua resposta foi: “Acho que como autor, eu tenho que escrever o que a maioria quer assistir. E a maioria do público é hétero. São 90% dos telespectadores que querem ver beijo hétero, não querem beijo gay. Eu adoraria ver um beijo entre esses dois homens maravilhosos, mas não é o meu gosto pessoal que importa”,

Em junho, em entrevista à revista “Marie Claire”, Aguinaldo deu uma resposta mais ambígua à questão: “Brinquei com o Zé Mayer e disse para ele agarrar o Klebber (Toledo) e beijá-lo na primeira cena e acabar logo com isso. Falando sério, nunca descrevo uma cena – hétero ou gay. Escrevo: começam a se amar. Isso vai da sensibilidade dos atores e do diretor. Mas, se tiver, vou adorar''.

Em fevereiro, depois que “Amor à Vida” terminou com um beijo entre os personagens de Mateus Solano e Thiago Fragoso, Aguinaldo observou no Twitter: “Continuo mantendo o que sempre disse: nada de beijo gay nas minhas novelas, beijo gay só se for aqui em casa”.

A frase havia sido dita originalmente em 2011, em uma entrevista ao UOL antes da estreia de “Fina Estampa”: “Beijo gay só lá em casa. Não é uma questão da emissora. Fiz uma enquete e 75% das pessoas disseram não querer ver beijo gay na televisão. Então acho que esse assunto deve ficar em banho-maria por uns 25 anos”.

Meses depois, com “Fina Estampa'' já no ar,  Aguinaldo Silva colocou na boca de uma das personagens da novela, a vilã Teresa Cristina (Christiane Torloni), uma frase sobre o assunto (“Beijo gay ta proibido mesmo…”), mas ela não foi ao ar.

O pensamento do autor evoluiu, de qualquer forma, em relação ao que pensava antes. Em 2010, por exemplo, escreveu: “Digam o que disserem meus colegas tolinhos eu reafirmo, porque sei de fonte fidedigna: nunca haverá um beijo gay no horário nobre da tevê.”

Em 2009, em uma entrevista publicada no livro “A Seguir, Cenas do Próximo Capítulo'', observou: “Há telespectador da Globo que nem sabe que homossexualismo existe''. E acrescentou, então: “A Globo é muito responsável para deixar passar esse tipo de coisa. E acho que ela está certa ao agir assim. Não se trata de censura, trata-se de responsabilidade''.


Qual personagem de “Meu Pedacinho de Chão” vai deixar mais saudade?
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Mauricio Stycer

Esta semana termina “Meu Pedacinho de Chão''. Vou tratar do assunto aqui no blog. Para começar, reproduzo esta enquete do UOL Televisão. São tantos personagens legais que é difícil responder…

Atualizado às 17h: Computados os votos nos comentários aqui no blog e nos meus perfis no Twitter e no Facebook, o personagem mais querido é Zelão (Irandhir Santos), seguido por Gina (Paula Barbosa) e Ferdinando (Johnny Massaro). Já na votação feita dentro da enquete do UOLPituquinha (Geytsa Garcia) está ganhando fácil, seguida por Zelão e Pedro Falcão (Rodrigo Lombardi).


Recorde? Em cinco dias, Chay Suede faz seis aparições na grade da Globo
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Mauricio Stycer

chaysuedefatimaVai ser difícil para Chay Suede esquecer esta última semana. O ator e cantor saiu-se muito bem em sua estreia na Globo, vivendo o protagonista de “Império” na primeira fase da novela. Foram apenas quatro capítulos, entre segunda (21) e quinta-feira (24), mas o suficiente para a chadysuedeanamariaemissora acreditar que tem uma pedra preciosa em mãos.

O impacto da passagem de Suede por “Império” pode ser medido pelo “tour” que ele fez nesta mesma semana por outros programas da Globo. Entre quarta-chaysuedevideoshowfeira (23) e domingo (27), o ator esteve em cinco atrações da emissora – numa delas, em dois dias. Deve ser um recorde interno.

Na quarta-feira (23), Suede apareceu no “Encontro com Fátima Bernardes”. Deu entrevista e cantou. Na quinta (24), começou o dia chaysuedevideoshow2dando entrevista para Ana Maria Braga , no “Mais Você”. À tarde, no
“Video Show”, tocou violão e cantou para a repórter Pathy Dejesus. Na sexta-feira (25), o ator voltou ao “Video Show”, para ser entrevistado, ao lado de Adriana Birolli, por Zeca Camargo. chayserginho2Sábado (26), Suede marcou presença no “Altas Horas”, onde foi alvo de pegadinha de Serginho Groisman e contracenou com Anitta. A chayfantasticosemana se concluiu com uma aparição no domingo (27) no “Fantástico”, que o levou para um shopping center para experimentar a fama.

Se a semana foi inesquecível para Chay Suede, para quem acompanha a programação da Globo será difícil esquecer desta overdose.

Atualizado em 28 de julho: Nesta segunda-feira, Suede voltou a ser atração do “Vídeo Show'', mostrando a gravação de uma cena de ação vista no terceiro capítulo de “Império''. Com essa, o ator completa sete aparições em seis dias na grade da emissora.


Método Galvão Bueno de narração proíbe mentir, mas aceita exagero e omissão
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galvaobueno1Há anos, Galvão Bueno vem repetindo a mesma definição sobre o seu método de trabalho. “Sou um vendedor de emoções”, explica a quem dá a honra de entrevistá-lo. O que isso quer dizer exatamente? Na conversa que teve com o comentarista Bob Faria, incluída no livro “Grito de Gol”, ele esclarece:

“Não adianta eu me esgoelar e dizer ‘que maravilha!!!’ se o jogo não presta. Mas também não posso dizer que o jogo não presta porque não posso convidar o telespectador a desligar a televisão”.

Ou seja, Galvão entende claramente que não pode mentir para o espectador, mas admite que a omissão é uma ferramenta de trabalho. No mesmo livro, o narrador desenvolve a ideia:

“Onde é que você arranja energia para manter o cara ligado duas horas? No fim das contas, você é um chef de cozinha. Está faltando um pouco mais de pimenta, você vai colocar pimenta; está faltando um pouco de sal, você vai colocar sal; a comida está fria, você dá uma aquecida nela”.

Não chega a surpreender, por isso, um comentário feito por Galvão antes de começar uma transmissão de Fórmula 1 neste final de semana e vazado ao público sem que ele soubesse que era ouvido “Não vamos especificar tempo, porque na verdade ele está tomando meio segundo desde ontem”.

Quem acompanha F-1 entendeu na hora que era uma referência ao piloto brasileiro Felipe Massa, cujos resultados nas sessões anteriores de treino para o GP da Hungria o deixaram atrás do seu companheiro de Williams, o finlandês Valtteri Bottas, por uma diferença em torno, justamente, de meio segundo.

A orientação do narrador à equipe, portanto, era para não enfatizar a distância, grande para os padrões de F-1, que separava o brasileiro do finlandês. “Vendedor de emoções”, Galvão deve ter entendido que essa informação poderia desanimar o espectador brasileiro.

Massa largou em sexto lugar e chegou em quinto no GP. Bottas, que saiu em terceiro, chegou em oitavo. Um resultado não mais que razoável, mas festejado com muita emoção pelo vendedor Galvão. É o Brasil na F-1.


“Arena SBT” não consegue patrocínio e sai do ar sem direito a despedida
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arenasbtequipe

O SBT anunciou esta semana o fim do seu programa de esportes, lançado em março. Para surpresa geral, a emissora tirou do ar o “Arena SBT'' sem que tenha ocorrido uma despedida no último sábado (19).

Acho uma pena que Silvio Santos esteja abrindo mão do projeto – uma mistura de esporte, jornalismo e humor – para colocar no lugar “Caso Encerrado”, um programa estrangeiro dedicado a barracos entre os convidados. Neste sábado (26), às 23h45, já vai ao ar este verdadeiro campeão da baixaria.

Critiquei o “Arena SBT” na estreia, mas lamento pela decisão da emissora. Em nota de “esclarecimento”, o SBT disse que o fim do programa uma semana depois do término da Copa do Mundo obedece ao “planejamento inicial”.

É estranho, mas nem o diretor-geral do “Arena SBT”, Marcio Esquilo, nem sua equipe, pareciam estar totalmente a par deste planejamento. Depois da exibição do último programa, Esquilo escreveu em sua conta no Twitter: “Gostaria de agradecer a todos pela audiência do @arenasbt. Valeu amigos. Obrigado. Semana que vem tem mais.” Lívia Andrade também manifestou surpresa, mas riu da situação: “Arena SBT agora é literalmente ‘Caso Encerrado’ … kkkkkkkk”

Na verdade, o SBT buscava encontrar patrocínio para prosseguir com o programa depois da Copa. Não houve despedida no último sábado simplesmente porque toda a equipe contava ainda em fazer mais dois episódios.


“Retratos Brasileiros” acompanha 11 eleitores indecisos de 2010 por 4 anos
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retratosbrasileirosA GloboNews está exibindo desde o início desta semana uma série original, na qual tenta mostrar como grandes questões  estruturais do país, como segurança, educação, previdência e saúde, afetam o cotidiano de diferentes pessoas.

Jornalistas da Globo acompanharam por quatro anos 11 eleitores que, na condição de indecisos, participaram do último debate presidencial de 2010, entre Dilma Rousseff e José Serra, exibido pela emissora.

Entre o final de 2010 e o primeiro semestre de 2014, cada um destes 11 eleitores recebeu oito visitas de equipes da Globo, uma média de duas por ano. Trata-se de um esforço jornalístico, até onde eu sei, inédito no Brasil.

Os repórteres tentam mostrar como as preocupações que os eleitores tinham em 2010, expostas nas perguntas que fizeram, se refletiram em suas vidas e nas de suas famílias nos anos seguintes.

Como o título da série já diz, “Retratos Brasileiros” não se propõe a fazer um exercício sociológico, buscando apontar tendências ou sugerir conclusões de maior alcance. O programa se limita – e é daí que extrai o seu maior interesse – a exibir perfis pessoais, mesclados com dados reais sobre os problemas que enfrentam.

Exibidos os cinco primeiros programas, o resultado é muito impressionante. O caso mais dramático é o da costureira de Fortaleza, que vive em um bairro extremamente violento da cidade e não consegue, nestes quatro anos, melhorar de vida para deixar o local.

As outras histórias, em sua maioria, são mais edificantes. Há o pequeno comerciante de Recife, que progride a ponto de tirar os seus funcionários da informalidade. Ou o funcionário público em Porto Alegre, que não seguiu o trabalho agrícola do pai e quitou o imóvel próprio. Ou, ainda, o vendedor de Curitiba, que viu a vida melhorar significativamente nos últimos anos.

Ao mesmo tempo, “Retratos Brasileiros” mostra como alguns problemas relatados nas perguntas feitas no debate presidencial de 2010 não se modificaram, ou evoluíram pouco. Certamente, serão temas da eleição de 2014.

Cada documentário tem 23 minutos. Vai ao ar de segunda a sexta, às 19h30, na GloboNews. Merecia um lugar na TV aberta.


Escalação de elenco do prólogo de “Império” corrige erro de “Em Família”
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Aguinaldo Silva prometeu “ritmo alucinante” e nada de “conversa mole” em “Império”. Encerrados os primeiros quatro capítulos, ambas as promessas foram cumpridas com louvor.

A nova trama das 21h não está deixando espaço para o público respirar. O contraste com “Em Família”, a trama de Manoel Carlos que a antecedeu no horário, é gritante. Compare, por exemplo, um mesmo recurso utilizado pelos dois autores, o prólogo ambientado no passado, destinado a dar o contexto de suas histórias no presente.

Programada para durar dez capítulos, a introdução de “Em Família” foi abreviada para sete no meio do caminho, depois que se constatou uma rejeição do público. Gostei muito deste prólogo, mas um dos problemas que enfrentou foi a sua duração – a novela demorou para “começar”, de fato.

O outro problema foi o elenco escalado para esta primeira etapa. A Globo optou, na ocasião, por atores pouco conhecidos ou não tão em evidência no momento em que a novela foi ao ar. Bruna Marquezine como a jovem Helena e Oscar Magrini como seu pai eram os atores mais famosos.

“Império” também começou com uma introdução no passado, mas a primeira cena foi no presente, apresentando o ator que protagoniza a novela, Alexandre Nero. Depois, Aguinaldo Silva resumiu os antecedentes da trama em menos de quatro capítulos. Nesta quinta-feira (24), no segundo bloco, a novela das 21h já entrou no tempo atual.

Por fim, e mais importante, houve uma preocupação muito maior com a seleção do elenco para atuar nestes primeiros capítulos. Cito os nomes escolhidos: Reginaldo Faria, Regina Duarte, Vanessa Giácomo e Marjorie Estiano. Mesmo Chay Suede, ainda que nunca tenha trabalhado na Globo, já era um rosto bem conhecido de parte do público, sobretudo adolescentes.

imperiotuiteaguinaldomarjorieNesta quinta-feira, horas antes de ir ao ar o último capítulo da introdução de “Império”, Aguinaldo Silva fez um justo reconhecimento a Marjorie Estiano, uma das boas atrizes da sua geração. O autor prometeu que, se depender dele, ela será a protagonista da série, “Doctor Pri”, um papel antes reservado a Gloria Pires.

A série, em 14 episódios, já está escrita e seria produzida este ano, mas a desistência de Gloria, escalada para a próxima novela das 21h, de Gilberto Braga, levou à suspensão do projeto.


Detetive Vê TV: créditos na abertura de “Império” têm três erros
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imperioerroaberturaUm erro bobo, nos créditos de abertura de “Império”, virou assunto nas redes sociais. A grafia do sobrenome de Marina Ruy Barbosa, depois de três capítulos, segue aparecendo com uma letra errada (veja à direita). Com bom humor, a própria atriz riu da situação, postando no Twitter uma imagem de Ney Latorraca caracterizado com o personagem Barbosa, de “Fogo no Rabo”, a genial paródia de novela feita pelo saudoso “TV Pirata”.

O leitor Leonardo Montino me alerta que um outro erro de grafia alterou ligeiramente o nome da atriz-mirim Julia Belmont (nos créditos ela aparece como “Julia Belmonte'').

Um terceiro erro, não tão bobo, chamou menos atenção. O nome de Chay Suede, que vive o protagonista da trama na fase inicial, aparece nos créditos abaixo da palavra “apresentando”. Este é um crédito que se dá, tanto na televisão quanto no cinema, para estreantes – uma forma de informar ao público que se trata de alguém que nunca trabalhou antes como ator.

Chay Suede não é um estreante. Em 2011, depois de ter participado do show de talentos “Ídolos”, ele foi escalado pela Record como um dos protagonistas da novela “Rebelde”. Em fevereiro deste ano, também apareceu em um episódio da série “Milagres de Jesus”, da mesma emissora.

Vários leitores observaram nos comentários que a Globo já fez isso antes e tratou como estreantes atores que já tinham feito trabalhos em outras emissoras. Lembro que a repetição de um erro, mesmo que como um padrão, não o diminui.

Atualizado às 14h48.