Blog do Mauricio Stycer

Férias (e propaganda do livro)
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Mauricio Stycer

Faço uma pausa para descanso e volto a atualizar o blog em 29 de junho. Aproveito para informar aos leitores que lanço “Adeus, controle remoto – Uma crônica do fim da TV como a conhecemos” no próximo dia 20, no Rio, na Livraria Travessa, em Ipanema. Deixo aqui, para quem quiser conhecer melhor o livro, a entrevista que foi ao ar nesta quarta-feira (08) no programa de Amaury Jr., na RedeTV!.

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“Monopólio atrapalha; não poder convidar artistas da Globo é uma limitação”
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Primeiro filme do Porta dos Fundos, talk show na Record, peça no Rio, terceira temporada de programa de humor no Multishow, esquetes na Fox, talk show de turismo no You Tube… Perto de completar 33 anos, em julho, Fábio Porchat exibe não apenas grande fôlego, como enorme talento.

Nesta entrevista ao “UOL Vê TV”, o comediante fala sobre todos os seus trabalhos atuais e os que estão próximos de chegar ao público, em especial o longa-metragem “Contrato Vitalício”, que estreia em 30 de junho, e o seu talk show diário, na Record, ainda não batizado, em 22 de agosto.

Porchat revela vários detalhes inéditos do programa que apresentará, de segunda a quinta, em São Paulo, na Record. Ele reconhece que enfrentará dificuldades com o elenco de convidados, uma vez que a Globo veta os seus contratados, mas tem esperanças de que a situação mude. Também fala sobre restrições para falar de religião na emissora, da busca desenfreada pela audiência e promete lutar por qualidade no talk show.

O ator também trata na entrevista de um tema espinhoso, a Lei Rouanet. Porchat reclama da falta de conteúdo no debate, mas reconhece a necessidade de mudanças nas leis de incentivo à cultura.

Outro assunto surpreendente é o balanço que faz dos vídeos do Porta dos Fundos. Nem religião nem política: os vídeos que causam mais polêmica são sobre futebol, conta.

A entrevista está muito boa. Recomendo fortemente. Abaixo, 11 trechos selecionados. Ao fim, a íntegra da conversa.

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Na nona semana, Ibope de “Dez Mandamentos” supera o recorde da estreia
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DezMandamentosgrafico9semanas
Apesar de toda a hesitação e improvisação da Record, “Os Dez Mandamentos – Nova Temporada” pode ser considerado um projeto bem-sucedido. Faltando três semanas para terminar, a continuação do maior sucesso da emissora em muitos anos mostra uma curva ascendente em São Paulo, segundo dados do Ibope.

Nesta última semana (entre 30 de maio e 3 de junho), a novela alcançou o seu melhor resultado, com média de 16,32 pontos, superior mesmo ao da semana de estreia, quando registrou média de 16,12.

Os números mostram que ao longo destas nove semanas de exibição a novela registrou audiência relativamente estável, em torno de 15 pontos. Apenas em uma semana, por conta do feriado de Tiradentes numa quinta-feira, o folhetim marcou média inferior a 14 pontos.

Nestas próximas três semanas, tudo leva a crer, o Ibope deve subir mais. Dois embates importantes estão previstos para esta reta final. No mais esperado deles, a terra se abrirá e engolirá o vilão Corá (Victor Hugo) e seus seguidores.

Uma última observação sobre estes números. “Dez Mandamentos” estreou em março de 2015 e terminou em novembro. Começou com média semanal de 12 pontos e acabou com média de 20 pontos. É um desempenho espetacular. No início de abril de 2016, estreou “Dez Mandamentos – Nova Temporada”. Quem acompanha sabe que este título é um golpe de marketing. Porque não se trata de uma nova temporada, mas de uma simples continuação, cronológica, da história, com os mesmos personagens.

Tenho argumentado, por este motivo, que considero errado comparar o início da primeira “temporada” com o início da segunda. O correto, na minha opinião, é comparar o final da novela com o seu reinício. Ou seja, por este ponto de vista, caiu de uma média de 20 para 15.

Este é um caso novo, sem muitos precedentes no Brasil. Atualmente, a situação mais próxima disso é “Malhação”. Mas no caso da novela adolescente da Globo, de fato, trata-se de nova temporada, com novo elenco e novos autores.

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Eliana elogia cantor acusado de assédio e apoia campanha contra estupro
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elianabielO “Programa Eliana”, no SBT, mostrou neste domingo (05) a rotina do cantor Biel. Primeiro em seu apartamento no Rio, depois na academia de ginástica e, por fim, encontrando-se com uma fã, o músico mereceu os maiores elogios: “Muito querido. Foi muito simpático, fofo, tem uma história muito bacana”, disse Eliana.

Em vários momentos, ao vivo, a apresentadora lembrou que a reportagem com Biel já estava gravada há duas semanas, antes que fosse conhecida a denúncia de uma jornalista, que acusa o cantor de assédio (leia mais aqui).

elianaestuproAo final, Eliana exibiu uma mensagem de Biel, na qual ele diz que “o assunto é muito negativo”, se diz “abismado” e “triste” com a situação e afirma esperar que o caso “suma o quanto antes” da mídia. Procurada pelo SBT, a jornalista que acusa Biel não quis se pronunciar.

O cantor ganhou mais de 60 minutos de exposição positiva no programa de Eliana. Depois, por cinco minutos, a apresentadora exibiu um vídeo de uma campanha contra o estupro e se disse engajada, junto com outras mulheres, na denúncia de casos de violência contra a mulher.

elianabiel3Eliana está correta ao tratar com cautela a acusação. É um caso que está sendo investigado em âmbito policial e, possivelmente, terá repercussão judicial. Mas não creio que tenha sido apropriado manter no programa uma reportagem tão simpática a Biel justamente na semana em que o cantor foi alvo de uma denuncia tão grave.

O programa, ao contrário, explorou o caso, prometendo exibir os comentários de Biel ao final. Fez mistério com a situação enquanto mostrava o lado “fofo” do cantor.

Em resumo, Eliana passou a mão na cabeça de Biel e fez um afago às mulheres. Equilibrando-se nesta corda bamba, corre o risco de tomar um tombo.

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“Remake” com cara velha, “Haja Coração” parece avó de “Totalmente Demais”
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“Remakes” de novelas não são novidade, mas nos últimos anos ganharam um impulso forte. Com a estreia de “Haja Coração”, já são oito os folhetins refeitos desde 2010. Acho natural perguntar: o que está levando a Globo a optar por rever tramas antigas? Não é uma resposta simples.

A primeira coisa que vem a cabeça é que faltam boas ideias e é mais fácil recorrer a sucessos do passado. Há alguma verdade neste argumento, mas não é qualquer novela que foi bem há 20 ou 30 anos que será bem-sucedida nos dias de hoje.

orebuUm fator determinante costuma ser a percepção de que há alguma atualidade na novela a ser refeita. Foi o que aconteceu, creio, com “Saramandaia” (2013), de Dias Gomes (1922-1999), e “O Rebu” (2014), de Bráulio Pedroso (1931-1990). Cada uma à sua maneira, estas duas novelas discutiam temas que o espectador de hoje seria capaz não apenas de identificar como de se envolver.

Outra razão que pode motivar um remake é o desejo de homenagear um autor. Tenho a impressão que esta foi uma das intenções por trás da ideia de refazer “O Astro” (2011), uma trama que expõe o melhor e o pior de Janete Clair (1925-1983). O resultado foi excelente.

tititiultimo5“Ti-Ti-Ti” (2010) pode ter nascido deste mesmo desejo, o de reverenciar Cassiano Gabus Mendes (1929-1993), mas Maria Adelaide Amaral conseguiu ir além. A autora criou uma história original ao misturar outras tramas de Gabus Mendes à novela que serviu de base para o remake.

Refazer uma novela com base apenas na sua popularidade do passado, como ocorreu com “Gabriela” (2012), é um risco. Walcyr Carrasco não conseguiu ir muito além do texto de Walter George Durst (1922-1997) e o resultado foi morno.

Das oito novelas refeitas nestes últimos sete anos, três são de autores vivos. “Meu Pedacinho de Chão'' (1971), uma novela com intenção educativa escrita por Benedito Ruy Barbosa em 1971, foi transformada em um conto de fadas deslumbrante pelo diretor Luiz Fernando Carvalho em 2014.

As outras duas foram escritas por Silvio de Abreu. Coube a ele mesmo escrever o remake de “Guerra dos Sexos” (2012) e a um colaborador seu, Daniel Ortiz, o de “Sassaricando”, rebatizada como “Haja Coração”.

A novela das 19h30 que acaba de estrear me passa a mesma impressão que o remake de “Guerra dos Sexos”: é uma novela velha, sem pontos de contato com os dias de hoje.

guerradossexoscafeAmbas as tramas exploram uma mesma visão de São Paulo, muito popular na década de 70 do século passado: o da cidade em que a elite é formada por quatrocentões semifalidos e imigrantes novos ricos, em contraste com uma classe de trabalhadores de origem italiana, valentes e engraçados.

Não que estes elementos sociais tenham desaparecido, mas São Paulo na segunda década do século 21 é muito mais que isso. “Guerra dos Sexos” padeceu, ainda, por explorar, de forma anacrônica, a questão de gênero, um tema que ganhou muitas nuances nos últimos anos.

O contraste entre “Haja Coração” e “Totalmente Demais”, a novela que a antecedeu, é gritante. É como se uma novela fosse avó da outra. Tudo ressente a naftalina na trama de Ortiz – do casarão cafona dos Abdala ao jeito de Tancinha (Mariana Ximenes) falar errado.

O esforço de atualizar a trama, incluindo uma personagem que é ex-BBB (Ellen Roche), soa canhestro. As piadas são velhas. O pastelão, bobo. A interpretação exagerada de alguns atores (vou poupá-los de citação) é constrangedora.

Em resumo, não enxergo um bom motivo para refazer (ou “reler”, como quer a Globo) “Sassaricando”, uma comédia que fez muito sucesso em seu tempo (1987-88). A novela pode até alcançar boa audiência, mas duvido que venha a ser lembrada por algum motivo especial.

Atualizado em 05/06

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Vice-líder nacional, SBT tem o melhor mês no Ibope desde agosto de 2008
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silviosantostrofeu2imprensa2016
Com média de 5,6 pontos em maio, o SBT ficou em segundo lugar pelo sexto mês seguido no PNT (Painel Nacional de Televisão), que reúne a audiência coletada pelo Ibope em 15 grandes centros urbanos (cada ponto equivale a 241 mil residências). A Globo liderou com média de 13,4 pontos. A Record, terceira colocada, registrou 5,2 pontos e a Band fechou o período com 1,6 ponto.

O resultado do SBT chama a atenção por dois motivos. Primeiro, porque a emissora cresceu 5% em relação ao mês de abril – o maior crescimento entre todas as emissoras. E segundo, porque este é o seu melhor resultado desde agosto de 2008, quando alcançou média de 5,8 pontos.

O que explica este ótimo resultado? Difícil responder. A emissora de Silvio Santos não apresentou nenhuma novidade de maior expressão no período.

Na luta pela vice-liderança com a Record, o SBT supera a rival em três faixas (manhã, tarde e madrugada), mas perde no horário nobre, o mais disputado e com maior faturamento publicitário. Nesta faixa, em maio, a Globo teve média de 25,4 pontos, contra 8,6 da emissora de Edir Macedo e 8,4 do canal de Silvio Santos.

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Mariana Godoy vê machismo na TV: “nota de corte” da mulher é 45 anos, diz
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À frente de um programa de entrevistas na RedeTV! desde maio de 2015, Mariana Godoy foi a convidada do “UOL Vê TV” esta semana. Com muita sinceridade, falou da dificuldade que as mulheres enfrentam para seguir apresentando programas depois dos 45 anos. “Saí da Globo para antecipar a nota de corte”, contou.

Marina enxerga haver muito machismo no meio – homens permanecem à frente das câmeras com cabelos brancos, mas mulheres mais velhas têm dificuldade de encontrar espaço, diz.

A apresentadora também falou das mudanças que o “Mariana Godoy Entrevista'' sofreu desde a estreia, elogiou muito a liberdade que tem na RedeTV! e contou dos apuros que já passou por fazer a atração ao vivo. Fernando Henrique Cardoso, Eduardo Suplicy e Adriane Galisteu erraram o caminho da RedeTV! e quase perderam o programa, disse.

Abaixo, trechos selecionados da conversa e, no fim, um vídeo com a íntegra da entrevista.

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Depois de estreia gelada, “TV Mulher” muda para incluir notícias quentes
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tvmulher2016Totalmente gravado, o especial “TV Mulher”, com dez episódios, vai passar por uma reedição. Depois da estreia na última terça-feira (31) sem menção alguma ao estupro coletivo ocorrido no Rio, o canal Viva programa para o segundo episódio a inclusão de entrevistas sobre o assunto.

As novas gravações estão programadas para esta sexta-feira (03), a tempo de inclusão no próximo programa. Com isso, segundo a assessoria de imprensa do canal, haverá um remanejamento de temas dos próximos episódios.

Segundo o Viva, a decisão de incluir um tema “quente” no programa foi tomada antes da estreia. A notícia foi antecipada nesta quinta-feira (02) pela colunista Cristina Padiglione, no Estadão. Não teria havido tempo e condições técnicas para tratar do assunto no primeiro episódio.

Em entrevista à imprensa, em momento algum o Viva informou que havia a possibilidade de reeditar os programas já gravados.

O especial é apresentado por Marília Gabriela, que também esteve à frente da primeira versão do programa, na Globo, na década de 80.

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Até agora, “Velho Chico” tem Ibope melhor que “Babilônia” e “Regra do Jogo”
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Mauricio Stycer

Veja cenas de “Velho Chico''

Veja cenas de “Velho Chico''

Com números de audiências apenas medianos, “Velho Chico” ficou frequentemente atrás de “Totalmente Demais” e do “SPTV” nos últimos meses. Até de “Êta Mundo Bom” a novela das 21h já perdeu no Ibope.

Por conta destes resultados, e a julgar pelos comentários nas redes sociais e em notícias publicadas em sites e jornais, “Velho Chico” parece ser um grande fracasso. Outros números do Ibope, porém, sugerem que a situação não está tão ruim assim.

Até o último sábado (28 de maio), exibidas as primeiras 11 semanas da trama, “Velho Chico” registra média de 29 pontos no PNT (Painel Nacional de Televisão), que reúne a audiência coletada pelo Ibope em 15 grandes centros urbanos (cada ponto equivale a 241 mil residências). No mesmo período, as duas novelas anteriores, “A Regra do Jogo” e “Babilônia”, estavam com média de 26 pontos.

Em São Paulo, principal centro do país, a média de “Velho Chico” é de 28 pontos, três a mais que as duas novelas que a antecederam (cada ponto equivale a 69 mil residências). No Rio, o folhetim de Benedito Ruy Barbosa acumula média de 30 pontos, dois a mais que “A Regra do Jogo” e um acima de “Babilônia” (cada ponto equivale a 43 mil residências).

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