Blog do Mauricio Stycer

Aberturas de “Amor à Vida” e “Dona Xepa” sofrem com dúvida sobre plágio e imitação
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Mauricio Stycer

Nesta edição do “UOL Vê TV”, falo sobre dois fatos curiosos nas aberturas de “Amor à Vida” e “Dona Xepa”. A primeira chegou a ser acusada de plágio pelo público, por se parecer com uma animação quase idêntica do artista Ryan Woodward. Mas logo o engano foi desfeito: a arte da novela da Globo tinha sido criada pelo mesmo animador. Ou seja, no máximo, um autoplágio. Já em “Dona Xepa”, da Record, a abertura não diz muito sobre a trama e ainda por cima mostra uma cena muito mais ligada ao Carnaval do Rio de Janeiro – um gari dançando com uma vassoura (imitando o famoso Renato Sorriso) – do que ao cotidiano de São Paulo, onde se passa a novela.


Sem explicar, Jô faz homenagem póstuma a professor de literatura
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Mauricio Stycer

Jô Soares exibiu nesta terça-feira (21) uma entrevista inédita com o professor de literatura grega Antonio Medina Rodrigues. O espectador não foi avisado, porém, que o entrevistado morreu no último dia 12, aos 72 anos. Ao longo dos 19 minutos da conversa, uma legenda informava apenas: “entrevista gravada em 25.03.2013″.

A certa altura, Jô questionou Medina sobre fatalidade, tema de seus estudos. “Nós nascemos por uma fatalidade e vamos morrer por outra fatalidade. Não gostaríamos de morrer quando fosse necessário. Gostaríamos de morrer quando nós quiséssemos, mas isso não acontece. É uma fatalidade”.

Medina também falou sobre sua tradução de “O Cântico dos Cânticos de Salomão”, trabalho que demorou dois anos e meio para concluir. Discorreu ainda sobre virtude e sobre tragédia, entre outros temas elevados, que interessaram Jô.

Foi uma entrevista muito legal (veja aqui), acrescida deste caráter honorífico, tocante para quem sabia da morte de Medina. Para a homenagem ser completa, creio, faltou a inserção de um comentário do apresentador, atualizado, que explicasse, para quem ficou intrigado, porque a legenda informava a data da entrevista.


Diretor de “Amor à Vida” volta a levantar discussão sobre plágio em suas novelas
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Mauricio Stycer

Assim como fez na cena da morte de Salomão Hayala em “O Astro”, inteiramente calcada em uma passagem do filme “Watchmen”, Mauro Mendonça Filho não teve pudor algum em refazer uma passagem inteira de “O Expresso da Meia-Noite” no primeiro capítulo de “Amor à Vida”.

A cópia foi notada por muitos espectadores no Twitter. A prisão do personagem Ninho (Juliano Cazarré) na pista do aeroporto na Bolívia é idêntica à que ocorre no célebre filme de Allan Parker, de 1978, que descreve o calvário do americano Bill Hayes, preso na Turquia com drogas. Há semelhanças em toda a cena, desde a ida ao banheiro até a prisão na pista, passando pela sequência no detector de metais e no pedido para que a namorada entrasse no avião.

Quando a cópia a “Watchmen” foi observada, em 2011, questionei Mendonça, que assim justificou o seu ato:

Existe uma enorme cadeia de referências, que vão se repetindo, às vezes invisíveis, às vezes não, em todo o audiovisual. É lógico, que sim. Não tenho o menor problema em dizer isso. Acho uma baita hipocrisia essa patrulha da originalidade. E na escrita, o mesmo. Você percebe o estilo de Moliére em Ariano Suassuna. Qual jornalista pop não bebeu em Hunter Thompson? O aclamado “Kill Bill” (de Quentin Tarantino), que é um baita filme. É todo igual ao origianl do Bruce Lee. Até o macacão amarelo é igual.

A discussão é boa. Plágio ou referência? É necessário dar crédito? O espectador que não conhece a “referência” deve ser advertido de que não está vendo algo original? Veja abaixo o trecho do filme em versão dublada e aqui a cena da novela (é o 14º trecho).

 

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Com “Amor à Vida”, principais novelas da Globo agora se passam fora do Rio
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Mauricio Stycer

Apesar do sotaque carioca da maioria dos atores, as principais novelas da Globo neste momento se passam fora do Rio. Sabendo que a cidade onde a Globo tem tido mais dificuldades com o Ibope é justamente São Paulo, esse movimento pode não ser acidental.

“Amor à Vida”, que estreou nesta segunda-feira (20), será ambientada em São Paulo, assim como “Sangue Bom”, cuja ação divide-se entre alguns bairros da cidade, com especial destaque para a Casa Verde. Já “Flor do Caribe” se passa no paradisíaco litoral do Rio Grande do Norte. Apenas “Malhação” tem o Rio como cenário.

Desde 2010, isso não ocorria. Neste ano, foi exibida “Passione”, a última novela das 21h a se passar em São Paulo. Todas as que vieram depois foram ambientadas no Rio: “Insensato Coração” (com um núcleo em Florianópolis), “Fina Estampa”, “Avenida Brasil” e “Salve Jorge”.

São Paulo, por outro lado, tem dividido com o Rio a escolha para cenário das novelas das 19h. “Tempos Modernos” e “Ti-Ti-Ti” se passaram na cidade. Depois vieram “Morde & Assopra”, ambientada na fictícia Preciosa, no interior de São Paulo, “Aquele Beijo” (Rio), “Cheias de Charme” (Rio) e “Guerra dos Sexos” (São Paulo).

No caso das novelas das 18h, a escolha do local tem sido mais variada. “Escrito nas Estrelas” se passou no Rio, sendo seguida por “Araguaia” (região centro-oeste), depois “Cordel Encantado” (Nordeste), “A Vida da Gente” (Porto Alegre e Gramado), “Amor Eterno Amor” (Rio) e “Lado a Lado” (Rio).

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Quinze anos após o fim, criadores lucram US$ 3 bilhões com reprises de “Seinfeld”
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Mauricio Stycer

Há 15 anos, exatamente no dia 14 de maio de 1998, foi exibido pelo canal NBC, nos Estados Unidos, o último episódio de “Seinfeld”, uma das melhores séries já feitas. Fãs podem ter ficado tristes com o fim, mas Jerry Seinfeld e Larry David, criadores do programa, nunca riram tanto. Segundo o diário britânico “The Independent”, desde então os donos dos direitos da série já arrecadaram mais de US$ 3,1 bilhões (algo como RS$ 6 bilhões) em contratos para reexibição dos 180 episódios na televisão.

Seinfeld e David ficaram, cada um, com US$ 400 milhões deste total. Os três outros protagonistas da série (Jason Alexander, Michael Richards e Julia Louis-Dreyfus) não têm direitos sobre as reprises, mas faturam um percentual das vendas em DVDs.

O enorme sucesso, ainda hoje, das reprises de “Seinfeld” mostra, em primeiro lugar, a incrível atualidade da série. E explica, também, porque o programa não está disponível para streaming em serviços como Netflix ou Apple TV. Enquanto houver demanda forte de emissoras, especulam os analistas deste mercado, não haverá interesse em disponibilizar a série online.

No Brasil, “Seinfeld” sempre foi exibido pelo canal pago Sony. Atualmente, a série é apresentada de segunda a sexta, em três horários bem esquisitos, às 5h30, 7h e 8h30 da manhã.

Ao lembrar os 15 anos sem o seriado, o repórter Diogo Guedes, do “Jornal do Commercio”, de Pernambuco, entrevistou alguns fãs brasileiros para a produção de uma reportagem publicada neste sábado (18) com o título Mesmo 15 aos depois do fim, Seinfeld segue como influência. Reproduzo abaixo o meu depoimento:

Acho “Seinfeld” uma das melhores séries já feitas. Não concordo que seja uma série sobre o nada, como ficou conhecida. O seu texto, absolutamente genial, discute questões aparentemente banais do cotidiano de quatro tipos relativamente comuns, mas que dizem respeito ou são compreendidas por pessoas de diferentes idades, situações e culturas. Isso é captar o espírito do tempo. Não é pouca coisa para uma comédia. Até hoje lembro e cito situações que vi em “Seinfeld”. Fora isso, há algumas inovações formais importantes. Tentei uma vez fazer o meu Top 5 e não consegui. Selecionei 35. (Veja aqui a minha lista)

Em tempo: “Seinfeld” teve enormes dificuldades antes de emplacar como um dos maiores sucessos da TV americana. No texto “Televisão não é ciência” conto algumas histórias sobre os primórdios do programa.


O que levou Gloria Perez a perder o rumo de “Salve Jorge”
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Mauricio Stycer

Muitos são os sinais de que Gloria Perez errou a mão em “Salve Jorge”, a novela das 21h da Globo com mais baixa audiência na história. Mas o que a levou a perder o rumo de forma tão gritante? Tenho algumas hipóteses. A principal é que o método que fez a fama da autora não tem como funcionar numa trama essencialmente policial.

Em suas novelas, Gloria sempre apostou na ideia de que o espectador aceita os maiores absurdos em troca do prazer de curtir uma boa história. “Todos nós precisamos sonhar. Sonhar faz parte das necessidades humanas. Se a novela cumpre essa função, já faz o seu papel”, ela disse uma vez.

Com enorme despudor (“Só os imbecis têm medo do ridículo”, dizia Nelson Rodrigues, um dos ídolos de Gloria), a autora tentou reeditar em “Salve Jorge” absurdos que caíram no gosto do público em “O Clone” e “Caminho das Índias”. E, de fato, ninguém mais se incomoda de ver o português como língua oficial na Turquia, nem a facilidade como as pessoas se locomovem entre Istambul e o Rio de Janeiro.

O problema é que a trama central de “Salve Jorge” era um enredo policial. E não há leitor ou espectador que aceite “sonhar” ou “voar” quando está acompanhando uma história do gênero. Pistas falsas, lançadas intencionalmente pelo autor, tudo bem. Mas erros, furos, incoerências, falta de nexo são inaceitáveis. Num sinal de que não entendeu o problema que criou, Gloria Perez enxergou “patrulhamento da criatividade” onde havia cobrança por lógica.

Inexperiente, talvez, no gênero, a autora acreditou que teria a cumplicidade do espectador em seus “voos”. Lógico que não teve. Ao contrário, virou motivo de chacota. Não vou repetir aqui lista de equívocos cometidos, seja pelos vilões, seja pelos policiais da trama. Mas tenho certeza que nenhum espectador com mais de 12 anos aceitou, sem se irritar, o desenrolar desta comédia de erros.

Para piorar, a autora errou na mão na caracterização de seus vilões. O texto que escreveu para a líder da gangue, Livia, tinha um tom involuntariamente cômico, que remetia ao “TV Pirata”. Russo, segurando um gatinho, parecia personagem de “Austin Powers”, uma paródia de James Bond. Irina, sempre sentada, foi a vilã mais bizarra da temporada. Só Wanda se salvou da comédia, talvez por mérito da atriz Totia Meirelles, que conseguiu transmitir humanidade ao personagem. Ainda assim, a personagem falou uma das frases mais cômicas da novela, ao se confrontar com a chefona no penúltimo capítulo: “Meu revólver é mais rápido que a sua seringa”.

Chama a atenção, também, o fato de Gloria Perez ser uma das poucas autoras da Globo a escrever suas novelas sem ajuda de colaboradores. Numa trama com mais de 90 personagens e capítulos de 50 minutos, seria inevitável que ocorressem os acidentes vistos em “Salve Jorge”.

Nunca uma novela teve tantos personagens “orelha”, escalados exclusivamente para contracenar como coadjuvantes de outros coadjuvantes. A lista é enorme: Cacilda (Rosi Campos) só contracenava com Aurea (Suzana Faini), Maitê (Ciça Guimarães) com Bianca (Cleo Pires), Julia (Cris Vianna) com Erica (Flavia Alessandra), sem falar no núcleo da Capadócia, com um sem número de personagens sem razão de existir.

Também foi motivo de piada, e ajudou no descrédito da novela, o sumiço sem explicação de uma série de personagens, a começar por Beto, o marido de Morena (foi morto, alguém disse), passando por Miro (Andre Gonçalves), Yolanda (Cristiane Oliveira) e Dalia (Eva Tudor), entre outros.

Diante das reclamações e protestos, Gloria Perez tentou manter a altivez, o que é elogiável. Sempre repetia que o pior que pode acontecer a uma novela é “a indiferença”. Demorou, porém, a se dar conta que sua novela havia se transformado em motivo de pilhéria. Foi quando começou a bater na tecla conspiratória de que havia gente recebendo para falar mal de “Salve Jorge”. Foi triste.

Para agravar ainda mais a situação, “Salve Jorge” padeceu de sérios problemas de produção e acabamento, inimagináveis em novelas deste horário. Erros de continuidade e cenas mal dirigidas chamaram a atenção do mais desatento dos espectadores, criando uma legião de “detetives”, que se divertiam vendo falhas na novela.

O último capítulo da novela repetiu todos os problemas mencionados aqui. A lista é enorme e merece até um outro texto. Mas cito alguns. A policial Jô algema Russo na cama e chama as prostitutas para se vingarem dele com a anuência da delegada Helô? O que aconteceu com Russo? E com Irina? Por que somente “tempos depois”, Theo e Morena voltaram da Turquia? O que ficaram fazendo lá?

Se o “Video Show” quiser, tem assunto para o quadro “Falha Nossa” até o final dos tempos.

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GNT reconhece problemas em séries brasileiras, mas vai continuar investindo
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Mauricio Stycer

O GNT surpreendeu o público com o lançamento quase simultâneo de quatro séries brasileiras no intervalo de três semanas – “Copa Hotel”, “Canalhas”, “Surtadas na Yoga” e “3 Teresas”. Os planos do canal pago da Globosat seguem ambiciosos. No segundo semestre, mais duas novas séries serão lançadas e vai estrear a segunda temporada de “Sessão de Terapia”.

Em entrevista ao UOL, por telefone, a diretora-geral do canal, Daniela Mignani, reconhece que os programas que acabam de estrear têm diferentes padrões de qualidade. “A gente colocou no ar uma série que não é a ideal, mas tem que fazer”, diz.

“É uma tentativa hercúlea e árdua. É natural que se tenha uma carência de projetos de ficção. Porque não havia esse mercado. Quando você decide exibir seis séries, você esbarra numa série de dificuldades”, diz Daniela.

A diretora considera “3 Teresas” (imagem no alto), dirigido por Luiz Villaça, com Denise Fraga, como o produto mais bem acabado do pacote recém-lançado. “Por que a gente acha que é a melhor? Porque tem um cara que faz isso há muito tempo (Villaça). Tem gancho, todos os personagens têm arco dramático definido… Está tudo lá.”

Na visão do canal, é preciso colocar a indústria em movimento: “É a compreensão de que se a gente não estartar (começar), a gente não vai chegar a lugar algum. Quantas séries foram feitas antes de ‘The Walking Dead’ ou de ‘Game of Thrones’? Vamos dar a cara a tapa”, diz Daniela (foto à dir.).

A diretora do GNT acrescenta, com elogiável sinceridade: “Fizemos apostas em diferentes gêneros. Para saber o que dá certo. Estamos aprendendo. Estamos num momento de aprendizado. A TV americana está na sua época de ouro. Há quanto tempo eles estão fazendo? Estamos no papel de desenvolver esta indústria. É preciso compreender que a gente está no inicio.”

A ideia de lançar tantas séries ao mesmo tempo obedece a uma estratégia de programação. Conseguir visibilidade. “Isso ajuda a criar uma percepção imediata. Uma série semanal, só ela, isolada, se perde na grade.”

Esta estratégia foi testada, com sucesso, em 2012, com “Sessão de Terapia”. A série, dirigida por Selton Mello, era exibida de segunda a sexta, com episódios inéditos, como em sua versão original. A segunda temporada está programada para estrear em 30 de setembro.

Exibida em dezenas de países, a adaptação feita pelo GNT é motivo de orgulho para Daniela: “Todas as mudanças que fizemos foram aprovadas. Entregamos uma série com padrão gringo. Entregamos uma versão com alto nível de qualidade. Isso mostra que dá para chegar lá.”

A diretora do GNT enxerga um nó na produção de séries brasileiras: os roteiros. “Sem querer crucificar os roteiristas, é a dificuldade maior”, diz. Em março, a Globosat promoveu uma oficina de roteiros, com a presença de Marta Kauffman, co-autora de “Friends”, entre outros roteiristas estrangeiros, destinada a orientar autores brasileiros. “Ideias não faltam”, diz Daniela. “Todo dia chega uma ideia mirabolante de série. Não é simples. Muitas ideias e um monte de roteiristas sem experiência”.

Segundo a diretora do GNT, a chamada Lei da TV Paga, que obriga as emissoras a exibirem conteúdo nacional em suas grades, não influiu na decisão de investir em séries. “A Globosat sempre investiu em conteúdo brasileiro. O mercado de TV por assinatura está maior. Temos que ser mais ambiciosos.”

Em tempo: Episódios inéditos das novas séries do GNT são exibidos uma vez por semana. “Copa Hotel”, segunda-feira, às 22h30; “As Canalhas”, segundas, às 23h, “3 Teresas”, quartas, às 22h30; “Surtadas na Yoga”, quartas, às 23h. Este texto foi publicado originalmente aqui, no UOL Televisão. Fotos das quatro séries podem ser vistas aqui.

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UOL Vê TV: furos acompanham “Salve Jorge” até o fim
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Mauricio Stycer

 
Comentei alguns furos de “Salve Jorge” vistos nas últimas duas semanas, como o rapto da menina Jessica, o sequestro de Thompson, a fuga de Wanda do presídio e o ataque de Maria Vanúbia na Turquia. É o último “UOL Vê TV” sobre “Salve Jorge”, prometo.


“Hermes e Renato” rindo de quem “faz uma socialzinha na Web”
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Mauricio Stycer

 

Enquanto a situação da MTV segue indefinida, os humoristas do programa “Hermes e Renato”, que acabam de retornar à emissora, fazem o trabalho deles. Neste quadro, excelente, que foi ao ar no programa da última semana, tripudiam da mania que muita gente tem de expor a vida pessoal em redes sociais. Veja no vídeo acima.


É preciso elogiar a coragem de Gloria Perez no Twitter
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Mauricio Stycer

“Salve Jorge” foi um desastre, mas seria injusto não reconhecer que Gloria Perez, ao longo de toda novela, teve uma atuação pública corajosa, especialmente no Twitter. A autora não fugiu de quase nenhuma discussão, defendeu sua novela com unhas e dentes, se expôs aos mais variados constrangimentos e, não menos importante, esclareceu vários erros e furos da trama.

Silvio de Abreu, Gilberto Braga e João Emanuel Carneiro, simplesmente, não dialogam com o público via redes sociais. Walcyr Carrasco vê o Twitter como ferramenta para reproduzir elogios e bajulações. Aguinaldo Silva, durante a exibição de “Fina Estampa”, recorria à sua conta para se vangloriar da audiência da novela e para promovê-la.

Pensando na postura destes autores da Globo, Gloria Perez teve um comportamento admirável. Discutiu com espectadores anônimos, corrigiu informações, acusou blogueiros de ganharem dinheiro para falar mal da novela (“troll pago”, disse) e enxergou um “bonde do recalque”, formado por gente supostamente orientada a criticar “Salve Jorge”.

Tanta exposição, é verdade, tem um preço. A autora de “Salve Jorge”, muitas vezes, flertou com o ridículo. Gloria apostou em confronto quando uma boa conversa talvez fosse suficiente. Viu conspiração onde só havia decepção. E não se deu conta de que, se expondo tanto, acabou colaborando para a diversão de quem entendeu, nos últimos meses, que a melhor maneira de acompanhar a novela era rindo dela.