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Divertido e bem produzido, Porchat estreia com convidados inexpressivos
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Mauricio Stycer

porchatsasha2Fábio Porchat é inteligente, simpático, engraçado, sabe rir de si mesmo, tem raciocínio rápido e se comunica bem com o público. Reúne todas as qualidades para ser um ótimo apresentador de talk show.

A estreia do “Programa do Porchat”, já na madrugada desta quinta-feira (25), mostrou para quem ainda não conhecia todas estas qualidades do ator e humorista. O único problema foi a escolha dos entrevistados. Sasha Meneghel e Wesley Safadão não tinham muito o que dizer nem fazer no talk show. Não trouxeram nem informação nem maior diversão ao programa.

Sasha Meneghel, “a anônima mais famosa do Brasil”, nas palavras de Porchat, foi uma escolha ousada para a estreia. A filha de Xuxa, cujo nascimento foi notícia no “Jornal Nacional”, nunca havia dado uma entrevista em seus 18 anos.

Esse ineditismo justificou a opção para a estreia. Mas e daí? Sasha tinha algo a dizer? Será que não teria sido melhor continuar com zero entrevistas no currículo? Descobrimos que Sasha tem tatuagem e piercing, sente vergonha da mãe, não caça Pokemon e vai morar em Nova York.

Outro problema: estrear com a jovem passou uma imagem excessivamente “chapa branca” do “Programa do Porchat”. Sasha não trabalha na Record, mas sua mãe faz um programa semanal na casa, onde não se cansa de falar de si mesma, da filha e da mãe.

porchathypolito2Xuxa, aliás, padece desde a estreia, há um ano, da falta de audiência. Seu programa frequentemente fica em terceiro lugar – uma posição que Porchat já manifestou temer. Ficar em segundo lugar não é tão ruim, sugeriu, ao receber a visita de Diego Hypolito com a sua medalha de prata olímpica. “O problema é ser o terceiro”, disse o apresentador.

No número de abertura, Porchat citou a Globo e os nomes de vários artistas da emissora concorrente (Jô Soares, Marcelo Adnet, Pedro Bial, Tiago Leifert), como que querendo deixar claro que terá liberdade de falar sobre o que quiser. Também entrevistou Tatá Werneck por telefone, supostamente sem ela saber que a conversa teria o destino que teve.

Com muitos recursos, como seria de se esperar em uma estreia, Porchat reuniu vlogueiros famosos para uma rápida piada – uma aula do apresentador sobre o que é televisão.

Depois de Sasha, o apresentador entrevistou Wesley Safadão, o cantor-sensação de 2015. Ou seja, uma das figurinhas mais presentes na televisão há mais de um ano. Ele revelou que nunca falhou na cama, mas já mandou nudes para namoradas e mentiu para a mãe.

Na melhor tradição dos atuais talk shows americanos, que tratam as entrevistas quase como elemento acessório dos programas, os convidados de Porchat protagonizaram atividades inesperadas. Sasha tentou dirigir um Fusca e Safadão jogou futebol com pessoas da plateia. Ninguém lembrará disso daqui a 15 minutos.

Sem restrições por parte da Record, o “Programa do Porchat” tem tudo para ser uma alternativa divertida na faixa do fim de noite. Talento não falta ao apresentador. O seu desafio será, de fato, levar gente interessante para o programa.

Em tempo: Dados prévios do Ibope indicam que o “Programa do Porchat'' teve uma estreia excelente, deixando a Record em primeiro lugar no horário de exibição, com 8,8 pontos de média, seguida pela Globo (6,7) e SBT (4,9). Estes números podem sofrer alteração na manhã de sexta-feira quando o Ibope divulgar os dados consolidados.

Abaixo, uma entrevista que fiz com Porchat em junho:

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Em seu programa, Jô Soares deseja boa sorte e “merda” a Porchat na Record
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Mauricio Stycer

josoaresporchat
Jô Soares abriu o programa de terça-feira (23) com uma mensagem para Fábio Porchat, que estreia nesta quarta (24) um talk show na Record. Sem citar o nome da emissora concorrente, o Gordo saudou:

“Antes de começar qualquer coisa, eu quero desejar toda sorte do mundo ao Fabio Porchat, que está estreando amanhã o seu programa. ‘Fabio, minha benção para você, meu beijo do Gordo e, como se diz no teatro, no cinema, enfim, na classe artística: merda!’.”

Fábio Porchat e Jô Soares têm uma relação de longa data. Em 2002, ainda estudante de administração, Porchat estava na plateia do programa de Jô e pediu para fazer uma imitação dos personagens Rui e Vani de “Os Normais. Foi o passo inicial de sua carreira artística.

Ao fechar com a Record, em 2015, para fazer o seu talk show, Porchat disse que “Jô Soares é tão forte que precisa de três para substituir”, referindo-se também a Danilo Gentili e Marcelo Adnet.

Recentemente, Porchat revelou que recebeu um telefonema de Jô, desejando-lhe boa sorte na nova empreitada.

Adnet
Na manhã desta quarta, Marcelo Adnet, que estreia amanhã um programa de entrevistas na Globo, também desejou sucesso ao concorrente. Em sua conta no Twitter, ele escreveu: “Desejo ao querido amigo Fabio Porchat sucesso e felicidade em mais essa jornada que se inicia hoje''.

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Criticados por atletas, jogos noturnos elevaram audiência da TV em 22%
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brunoalisonuol

“Vôlei de praia combina com sol”, protestou Bruno Schmidt depois de receber a medalha de ouro, já na madrugada da última sexta-feira (19). O atleta não foi o único a reclamar. Por interesse da Globo, que manteve todas as suas novelas na grade, as disputas do voleibol masculino e feminino também ocorreram em horário tardio, gerando reclamações de atletas.

Os dados de audiência, porém, mostram que a “Olimpíada da madrugada” agradou parte do público. Segundo o instituto GFK, na comparação com o período anterior aos Jogos (15 de julho a 2 de agosto), houve um crescimento de 22% na faixa de 0h às 6h da manhã no volume total de pessoas assistindo. Nos 15 centros urbanos medidos pela empresa, isso significa que 14,3 milhões de pessoas diferentes estavam ligadas nas transmissões depois de meia-noite.

Já na faixa da manhã (6h às 12h), o alcance subiu 10%, correspondendo a um total de 19,2 milhões de pessoas diferentes. Os períodos da tarde (12h às 18h) e da noite (18h à 00h) também alcançaram mais pessoas durante as Olimpíadas, com crescimento de cerca de 5%. O horário noturno foi o que mais obteve alcance entre o público – 32,7 milhões de pessoas diferentes. Os conteúdos transmitidos à tarde foram vistos por 26,6 milhões de indivíduos diferentes.

A análise da GfK considerou todas as emissoras abertas e pagas que transmitiram as disputas Olímpicas ao vivo e reprise nas 15 praças mensuradas pelo instituto.

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“Video Show” erra e trata sonho de Tereza em “Velho Chico” como cena real
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videoshowsantotereza
Joaquim Lopes e Otaviano Costa comentaram nesta terça-feira (23) uma cena de “Velho Chico” exibida na noite de segunda (22) que eles, aparentemente, não viram ou não entenderam. A cena foi um sonho de Tereza (Camila Pitanga), no qual ela encontrava Santo (Domingos Montagner) à beira da morte, sendo cuidado por índios.

Joaquim Lopes: Galera, foram dias e dias de procura pelas margens do velho Chico. Ninguém mais acreditava que Santo pudesse estar vivo. Mas o amor de Tereza foi mais forte.

Otaviano: Joca, ontem ela e Santo se reencontraram, numa das cenas mais emocionantes da novela até agora.

“Coisa linda”, elogiaram os dois depois da exibição da cena. O sonho de Tereza antecedeu o real encontro, ocorrido de fato somente no capítulo desta terça.

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Ação por “Justiça” deixa a Globo duas horas sem intervalo no horário nobre
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JusticaAdrianaEstevesA estreia de “Justiça” na noite de segunda-feira (22) rendeu à Globo um excelente resultado no Ibope, em São Paulo. A nova série marcou 29,6 pontos, um crescimento de 30% em relação à média do horário.

O resultado se deve, em parte, à estratégia de programação da emissora, que ficou duas horas no ar sem exibir qualquer intervalo comercial.

Às 22h07, depois de um break, a Globo mostrou o último bloco de “Velho Chico”, emendando, então, com a estreia de “Justiça” e, na sequência, com o primeiro bloco do filme “Loucas pra Casar”, voltando a fazer um intervalo à 0h08.

“Justiça” contou também com ajuda dos bons números da novela das 21h, que ontem marcou 34,6 pontos. O filme registrou média de 20,3.

A estratégia de divulgação da série de Manuela Dias inclui, ainda, a antecipação, para assinantes da Globo Play, dos quatro primeiros episódios.

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Após mau resultado “previsto” na Rio-2016, Record revê planos olímpicos
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Os Jogos Olímpicos do Rio provocaram efeito em cascata sobre a grade da Record – perdeu audiência em todos os horários, inclusive nas faixas em que não exibiu competições esportivas. Até mesmo a novela biblica “A Terra Prometida”, responsável pelos maiores números da emissora, registrou perdas.

A Record diz que o mau resultado estava previsto antes mesmo do início dos Jogos. É difícil estimar o quanto atrapalhou, mas é evidente que a perda de dois profissionais importantes, Mauricio Torres (morto em 2014, aos 43 anos) e Álvaro José (foi para a Band), foi sentida.

Mas o fator principal diz respeito aos direitos de transmissão, divididos na TV aberta com a Globo e a Band. Temendo, por antecipação, esta concorrência, a Record colocou um pé no freio nos seus investimentos. Isso foi visível já na cobertura modesta dos Jogos Pan-Americanos de Toronto, em 2015.

Ao não preparar o espectador para 2016, a Record sentiu ainda mais claramente o impacto da concorrência com a Globo. A emissora entende que não tem condições de concorrer exibindo um mesmo evento – a desistência da Band de exibir o Brasileirão seria exemplar desta mesma dificuldade.

Os direitos exclusivos que adquiriu para os Jogos de Londres, em 2012, motivaram coberturas caprichadas não apenas do evento, em si, mas também dos Jogos Pan-Americanos, em Guadalajara, em 2011, e dos Jogos de Inverno, em Vancouver, em 2010.

A Record é dona dos direitos de transmissão dos Jogos Pan-Americanos de 2019, em Lima (Peru). Para a TV fechada, a emissora já repassou os direitos, como fez em 2015 (Toronto), para o SporTV, do Grupo Globo.

O planejamento para os Jogos de 2020, em Tóquio, ainda não foi feito, o que significa dizer que a emissora deverá fazer uma cobertura bem modesta da próxima Olimpíada. Já sobre o Pan de Lima, a Record informa não ter planos de repassar os seus direitos para outra emissora de TV aberta.

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Onze momentos inesquecíveis, para o bem e o mal, da Rio-2016 na televisão

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Onze momentos inesquecíveis, para o bem e o mal, da Rio-2016 na televisão
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Mauricio Stycer

O balanço a seguir foi escrito a quatro mãos com o colega Rogerio Jovaneli e publicado originalmente no UOL Esporte.

clebermachado1- Quem tem pressa come cru: A vontade de narrar uma medalha de ouro para Isaquias Queiroz era tanta que Cleber Machado acabou cometendo o maior erro de narração nesta Rio-2016. Descrevendo a prova C2-1000 m da canoagem, que tinha a dupla brasileira formada por Isaquias e Erlon de Souza como favorita, ele decretou a medalha de ouro depois de 250 metros. “Os brasileiros tentam uma última arrancada. Os brasileiros vão ganhar medalha de ouro!'' Após se dar conta que ainda faltavam 750 metros, Cleber prosseguiu, sem graça. A dupla ficou em segundo.

galvaoneymar22- A “DR” do narrador com o craque: Na condição de narrador, âncora, comentarista e conselheiro da seleção brasileira, Galvão Bueno usou a Globo como plataforma para fazer críticas ao desempenho da equipe nos primeiros jogos. Neymar foi mais atacado por, na condição de capitão, não ter dado entrevistas depois dos jogos. Na sua primeira declaração após a conquista do ouro, o atacante devolveu: “Agora, vão ter que me engolir”. O narrador replicou: “Façam o desabafo que quiserem, mas foi muito bom terem dado o ouro olímpico para o Brasil.''

gugaglobo23- Somos todos Guga: O slogan da Globo na Rio-2016, “Somos todos olímpicos” poderia ter sido outro, tamanho o impacto da presença de Gustavo Kuerten nas transmissões da emissora. Guga deu show de simpatia e carisma, foi adotado pelos espectadores e tietado por Galvão Bueno. Sua presença cresceu na mesma medida em que o narrador entrou em conflito com Neymar.

glendadaiane24- Muito choro: Uma das apostas da Globo, a apresentadora Glenda Koslowski estreou como narradora da ginástica. Depois de alguns dias, teve que pedir desculpas pelo excesso de gritos e choro nas suas transmissões: “Eu também gritei aqui, peço desculpas ao pessoal de casa se ficou agudo demais. É porque é um momento inesquecível''. Outro que não parou de chorar foi Tadeu Schmidt, cujo sobrinho, Bruno, ganhou medalha de ouro no vôlei de praia. No “Fantástico”, o choro do tio foi mais importante que a medalha do sobrinho.

5- Audiência despencou: Competindo com Globo e Band, emissoras com mais tradição em cobertura esportiva, a Record foi a grande perdedora dos Jogos. Quando apostou em transmitir os mesmos jogos que os concorrentes, phelpschegou a amargar até quarto lugar no Ibope. E, depois de investir vários dias em ginástica, voltou à programação normal em um domingo e só deu flashes das medalhas de Diego Hypolito e Arthur Nory.

6- Bate-papo com Phelps: Sem estúdio nos Jogos, a Record teve a boa ideia de escalar alguns de seus comentaristas, como Luiza Parente (ginástica) e Ricardinho (vôlei), para acompanharem a passagem de atletas pela chamada “zona mista”. Foi lá que Michael Phelps parou para bater um papo com Fernando Scherer, o Xuxa. A entrevista durou apenas dois minutos, mas foi muito festejada pela emissora, especialmente porque o nadador recusou vários pedidos de entrevista da Globo.

neto7- Corneta acesa: Apesar da contratação do experiente Álvaro José, a Band fez uma cobertura sem maiores destaques. Em alguns momentos, como na estreia do futebol feminino, conseguiu superar a Record. O apresentador Milton Neves e o comentarista Neto acabaram atraindo a atenção pelo volume das críticas à seleção brasileira masculina. Depois do ouro, Neto foi “homenageado” pelos principais jogadores da equipe com mensagens “carinhosas” em seu instagram.

8- Voz de especialista: Fato incomum na TV aberta, a Record News apostou em um jornalista analista de futebol na cobertura da Rio-2016. Alexandre Praetzel recheou a transmissão de informações, de história até, além de análise técnica e tática, com um linguajar que fugiu do perfil boleiro de comentar adotado por Globo e Band.

miltonleite9- Proibido para menores: Fazendo a maior cobertura de sua história, com 16 canais, além de um mosaico, o Sportv mostrou tudo, mesmo, da Olimpíada do Rio. Algumas vezes, até o que não desejaria mostrar, como Milton Leite, um dos seus principais narradores, aos palavrões, nas transmissões. O programa “É Campeão'', apresentado por André Rizek, com a participação de ex-atletas olímpicos estrangeiros, foi o ponto alto.

romulomendonca210- Mensageiro do caos: Conhecido pela irreverência em suas narrações, mas até então restrito a esportes de nicho (beisebol, futebol americano), Rômulo Mendonça, da ESPN Brasil brilhou na Rio-2016, fazendo jogos de voleibol, com locuções intensas e recheadas de bordões engraçados. Auto-intitulado “Mensageiro do caos”, o narrador soltou pérolas como esta, após uma atacante japonesa ser bloqueada pelo time brasileiro: “Aqui não neném, vai caçar Pokémon em Osasco!''.

11- Rio virou piada na Fox: Com a proposta de levar humor às suas transmissões, o Fox Sports fez uso dos serviços do popular grupo Porta dos Fundos. “Não vamos chamar de 'assalto'. Nos Jogos do Rio parece que está proibido dizer que o round do boxe é assalto porque pode configurar outro tipo de coisa e confundir as autoridades presentes'', arriscou-se Antônio Tabet, líder da trupe, durante narração de uma luta de boxe, uma das poucas vezes que se viu ali o humor ácido do canal de vídeos da internet.

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Em Olimpíada sem exclusividade, só a Globo cresceu com transmissão
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Mauricio Stycer

Em um arranjo pouco comum, o COI (Comitê Olímpico Internacional) negociou os direitos de transmissão da Rio-2016 com três emissoras de TV aberta brasileiras. O negócio não foi dos mais positivos, porém, para Record e Band. Só a Globo viu a sua audiência crescer no período.

Ao longo de todo o período da Olimpíada, a Record ficou em terceiro lugar no Ibope, atrás do SBT, que manteve a sua programação normal.

Segundo dados do Ibope, entre 3 e 21 de agosto, a Globo registrou crescimento de audiência em todas as faixas horárias, na comparação com seus números de junho e julho. Em São Paulo, entre 7h e 0h, a emissora teve média de 17 pontos (com 37% de participação), um crescimento de 2 pontos (13%) em relação à média. Na mesma faixa, a Record registrou perda de 2 pontos, enquanto SBT e Band se mantiveram com a mesma média.

No Rio, a média das 7h à 0h da Globo foi de 21 pontos (44% de share), um aumento de 3 pontos em relação à média. A Record perdeu, na média, 1 ponto, enquanto SBT e Band não tiveram alteração na média.

Detalhando os dados em duas das faixas principais, a Globo também festeja bons números. Em São Paulo, das 12h às 18h, alcançou 15 pontos (33% de share), um crescimento de 3 pontos (25%) em relação à média. E das 18h às 24h, o chamado horário nobre, marcou 27 (42 % de participação), um crescimento de 3 pontos (13%).

No Rio, das 12h às 18h, a emissora teve durante os Jogos média de 20 pontos (41% de participação), quatro a mais que o normal. E das 18h às 24h, registrou 30 pontos (48% de share), um crescimento de 3 pontos.

A transmissão da cerimônia de encerramento rendeu à Globo, em São Paulo, média de 27 pontos (39% de participação), um crescimento de 8 pontos em relação à média no horário. E, no Rio, 30 (com 49% de share), também um crescimento 8 pontos (36%) sobre a média. A audiência da cerimônia, nas duas cidades, superou o encerramento das cinco Olimpíadas anteriores.

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“Fora Temer” aparece no vôlei e Globo responsabiliza transmissão oficial
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Mauricio Stycer

foratemervoleiA transmissão da partida final do vôlei masculino, que acabou com a vitória do Brasil sobre a Itália, neste domingo (21), no Maracanazinho, foi marcada pela exibição de um cartaz de protesto contra o presidente em exercício do Brasil. Por duas vezes, a mensagem de “fora Temer” apareceu na tela de todas as emissoras que exibiam a partida.

Na Globo, o narrador Luis Roberto se apressou em explicar, depois da segunda aparição, que a responsabilidade pela captação de imagens é da OBS (Olympic Broadcasting Services), que gera para todos os detentores de direitos.

A Globo enfrentou dificuldades técnicas no início da transmissão. Com problemas de áudio, o jogo começou sendo narrado do estúdio. Luis Roberto só assumiu a narração quando o jogo estava 4 a 2 para a Itália. O problema reapareceu no final do primeiro set, levando o narrador Rembrandt Júnior a assumir do estúdio, ajudado pelo repórter Carlos Gil.

O Sportv, do grupo Globo, também registrou problemas de áudio nesta transmissão.

Audiência
A final do vôlei masculino rendeu excelente audiência à Globo, em São Paulo, segundo dados prévios do Ibope. Exibida entre 13h16 e 14h57, a partida registrou 24 pontos (com 42% de participação), um aumento de 13 pontos (118%) em relação à média da faixa horária em junho e julho. A Record marcou 5 pontos (uma queda de 5 pontos em relação à sua média) e Band manteve a sua média com 2 pontos. Cada ponto no Ibope, em São Paulo, equivale a 69 mil residências.

Em 2012, em Londres, exibindo a final de vôlei masculino entre Brasil e Rússia, a Record registrou média de 11 pontos (com 33% de participação).

No Rio, Brasil e Itália rendeu à Globo 28 pontos (com 49% de participação), um crescimento de 13 pontos (87%) em relação à faixa horária nos últimos dois meses. A Record marcou 4 pontos (queda de 4 em relação à média) e a Band, com 1 ponto, manteve a média.

Há quatro anos, em Londres, a Record conseguiu 10 pontos no Rio com a exibição da final do vôlei masculino.

Estes dados estão sujeitos à alteração na manhã desta segunda-feira (22), quando o Ibope divulgar os números de audiência consolidados do final de semana.

Este texto foi publicado originalmente no UOL Esporte.

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