Blog do Mauricio Stycer

A cena da semana: Qual é o seu nome mesmo?
Comentários 6

Mauricio Stycer

A série de erros durou apenas 30 segundos e ocorreu no telejornal “RedeTV News'', na última quarta-feira (25). O âncora Augusto Xavier tentou contato com o correspondente Mário Camera, que não respondeu devido a um erro técnico. Em seguida, o apresentador passou o “bastão'' para sua colega Amanda Klein, que entrevistaria George Sucupira, presidente da Associação Brasileira de Pilotos e Proprietários de Aeronaves. O entrevistado não só confundiu o sobrenome da jornalista, como também trocou o nome das emissoras durante a entrevista. Veja acima.

Não faltaram, é claro, piadas e memes a respeito. Abaixo, uma das melhores, divulgada por William Castro (@William_Castro) nas redes sociais:

memeRedeTVNews

Veja também
Convidado troca nome de emissora e apresentadora em jornal da RedeTV


Audiência cai quando falo de modo sério sobre gays, diz Aguinaldo Silva
Comentários 13

Mauricio Stycer

aguinaldosilvadialogos1

Em uma entrevista reveladora, dada ao programa “Diálogos”, apresentado por Mario Sérgio Conti, na GloboNews, nesta quinta-feira (26), Aguinaldo Silva explicou por que é contra a exibição de beijo entre dois homens em suas novelas.

“Eu assisto a novela com o aparelho que mede a audiência em tempo real. Sei que esse é um assunto que vai causar mal-estar, uma certa polêmica”, disse.

imperioclaudioleo2Falando de “Império”, que chegou a mostrar um romance entre dois personagens masculinos, Claudio (José Mayer) e Leo (Klebber Toledo), Aguinaldo acrescentou: “Eu percebia que nos momentos em que esse assunto era tratado de modo mais sério a audiência caia. Ou seja, a maioria não quer ver isso.”

Sua conclusão é a seguinte: “E o que a novela almeja? É a audiência. É assim que ela se vende. Então, você tem que ter muito cuidado com os temas sobre os quais fala na novela.”

Em outro momento, Aguinaldo disse ambicionar ser “o Balzac das novelas”, numa referência ao escritor francês Honoré de Balzac (1799-1850).

A observação veio em resposta a uma provocação de Conti, para quem o autor “poderia ser o Balzac brasileiro se ficasse no romance”. Ele respondeu: “Gosto de escrever novela, quero fazer isso da melhor maneira possível e quero ser o Balzac das novelas.”

Em outro momento interessante, questionado se não considerava a telenovela como um gênero menor, Aguinaldo disse: “Daqui a 50, 60, 80 anos, quando as pessoas quiserem saber como era o Brasil desses últimos 50 anos, elas vão ver as telenovelas. É lá que está o Brasil.”

Indo mais longe, disse ainda: “Não é na literatura, não é no teatro, não é nada disso. É na telenovela que está o Brasil. Esse Brasil que as pessoas desdenham, o Brasil das novelas, é o Brasil que as pessoas vão ver no futuro.”

Por fim, indagado se não gostaria de escrever uma novela com temática política, como o mensalão, por exemplo, disse. “Não daria uma boa novela, mas uma boa minissérie.”

O programa será reprisado nesta sexta-feira em três horários, às 7h30, 12h30 e 17h30, e no domingo às 13h30.

Cenas de “Império''

Cenas de “Império''


O blog está no Twitter, Facebook e Google+.


Em nome da audiência, Record reduz intervalos comerciais de Gugu e novela
Comentários 27

Mauricio Stycer

dezmandamentosrecord

Com média em torno de 12 pontos, “Os Dez Mandamentos” foi a melhor estreia de uma novela da Record em muito tempo. Para além das qualidades da superprodução bíblica, o resultado se deve, também, a uma estratégia ousada e pouco ortodoxa de programação – a exibição de um capítulo inteiro, de quase uma hora, sem nenhum intervalo comercial.

Na terça-feira (24) e na quarta (25), a emissora repetiu a dose. O segundo e terceiro capítulos da novela ficaram no ar sem interrupções entre 20h30 e 21h30.

Não custa lembrar que a Record tem divulgado, como parte da estratégia de marketing do lançamento, que o custo por capítulo de “Os Dez Mandamentos” é de R$ 700 mil. Ou seja, trata-se de uma produção suntuosa e caríssima. Não exibir publicidade alguma, além de inflar os índices de audiência, subverte a lógica da TV comercial.

gugusuzane2Com o novo programa de Gugu Liberato, a emissora tem adotado estratégia semelhante – não tão radical, mas igualmente pouco convencional. Um estudo obtido pelo blog mostra que apenas 9% do tempo no ar é usado com publicidade, bem abaixo do padrão de mercado, que é de 20%.

Mais incomum ainda, a grande maioria dos intervalos comerciais vai ao ar na parte final do programa, sempre depois das 23h30, o que deve desagradar aos anunciantes. No dia da estreia, por exemplo, Gugu ficou no ar por uma hora e 50 minutos seguidos antes de chamar o primeiro “break”.

Esse padrão tem se repetido, quase sem variação, desde então. As primeiras duas horas correm sem intervalos e, na reta final, Gugu chama os “breaks” por volta da meia-noite.

O novo programa é uma parceria entre a produtora de Gugu e a Record, que dividem custos e lucros. A maneira como têm tratado os anunciantes está longe de ser a ideal para um empreendimento deste porte.

Procurada, a Record diz que, em relação ao programa do Gugu, segue “a mesma estratégia'' dos concorrentes no horário. De fato, como mostra o estudo obtido pelo blog, o SBT, no período, também exibiu apenas 9% de publicidade, enquanto a Globo ocupou sua grade com 15%, um percentual mais próximo do padrão de mercado. Já em relação a “Os Dez Mandamentos”, a emissora considera que a sua estratégia é “similar'' a dos concorrentes em estréias.

O blog está no Twitter, Facebook e Google+.


UOL Vê TV: “Ser ex-BBB é meu primeiro emprego”
Comentários 1

Mauricio Stycer

UOLVeTVCassio

Cássio Lannes tinha 22 anos quando entrou no “BBB14”. Inconsequente como todo adolescente, provocou as maiores confusões, dentro e fora da casa. Falou muita besteira, divertiu e incomodou em doses gigantes. Ao sair, respondeu a variadas interpelações judiciais. Um ano depois, continua com o mesmo espírito. Não vê problema algum em ser chamado de “ex-BBB”. Ao contrário. “Ser ex-BBB é meu primeiro emprego”, diz, rindo.

Outra história engraçada que Cássio conta na entrevista ao “UOL Vê TV'' diz respeito aos prêmios que ganhou durante o “BBB''. Na verdade, apenas um — um ano de shampoo gratuito, fornecido por um dos patrocinadores do programa.

Abaixo, a integra da entrevista que eu e Angélica Morango fizemos com ele e alguns trechos editados da conversa.


“Meu filho fracassou mais uma vez”, diz pai de Rafinha no “Agora É Tarde”
Comentários 20

Mauricio Stycer

Meus parabéns a Rafinha Bastos por tratar com bom humor o cancelamento do programa que comanda. Um dia depois de a Band anunciar o fim do “Agora É Tarde”, por contenção de despesas, o apresentador escalou o pai na abertura do talk show. Foi um número cômico, com muita auto-ironia, da melhor qualidade. Veja acima.

Veja também
Band acaba com “Agora É Tarde'' de Rafinha Bastos
Rafinha sobre saída da Band: “Tenho público e força para começar de novo''

O blog está no Twitter, Facebook e Google+.


Sem a Globo, faixa das 20h30 volta a ser horário nobre de novelas
Comentários 35

Mauricio Stycer

DezMandamentos1Ao anunciar a sua programação para 2015, no início de fevereiro, a Record informou que iria mudar a sua grade para lançar “Os Dez Mandamentos” em uma nova faixa, a das 20h30.

chiquititasA decisão de colocar a sua superprodução bíblica no horário do “Jornal Nacional”, e não no da novela das 21h15, pareceu inteligente. É uma oportunidade de oferecer realmente uma alternativa ao espectador. O SBT, com a novela infantil “Chiquititas”, atende a uma outra parcela da audiência.

mileumanoitesAntes de a Record estrear “Os Dez Mandamentos'' nesta segunda-feira (23), porém, a Band se antecipou com uma mesma ideia. No último dia 9, a emissora lançou “Mil e Uma Noites”, uma novela turca, em 180 capítulos, lançada originalmente em 2007 e já exportada para uma dezena de países.

Assim, de uma hora para outra, a faixa das 20h30, que no passado era o horário da principal novela da Globo, é agora ocupada por três folhetins dos concorrentes. A faixa consagrada – e depois abandonada – pela líder de audiência voltou a ser “o” horário de novelas.

Somadas, nesta segunda-feira (23), as audiências de “Os Dez Mandamentos” (12,1), “Chiquititas”(12) e “Mil e Uma Noites” (3,2) superaram o “Jornal Nacional” (25,3) na Grande São Paulo, de acordo com dados consolidados do Ibope.

E, enquanto a Record evitou exibir sua novela no horário de “Babilônia”, o SBT decidiu apostar exatamente na faixa das 21h15, desde o último dia 16, para reapresentar um dos seus maiores sucessos recentes, a infantil “Carrossel”.

Sozinha, sem concorrência, mas com baixíssima audiência, a TV Brasil exibe, a partir das 23h, a novela angolana “Windeck”.

O ano de 2015 assiste, desta forma, a uma situação de variedade que não ocorria há muito tempo: cinco emissoras diferentes exibindo novelas. Para quem gosta, incluindo as reprises, são 13 por dia, de quatro nacionalidades – além das brasileiras, a oferta inclui mexicanas, uma turca e uma angolana.

15h15: Maria Esperança (SBT)
16h15: Coração Indomável (SBT)
16h30: O Rei do Gado (Globo)
17h: A Feia Mais Bela (SBT)
17h45: Malhação (Globo)
18h25: Sete Vidas (Globo)
19h35: Alto Astral (Globo)
20h25: Mil e Uma Noites (Band)
20h30: Os Dez Mandamentos (Record)
20h30: Chiquititas (SBT)
21h15: Babilônia (Globo)
21h15: Carrossel (SBT)
23h: Windeck – Todos os Tons de Angola (TV Brasil)

Veja também
Ibope do Jornal Nacional “derrete'' e marca 20 pontos
“Os Dez Mandamentos” é formal demais para uma novela, mesmo sendo bíblica


“Limite da criatividade do Silvio Santos chama-se Chaves”, critica Benedito
Comentários 69

Mauricio Stycer

beneditoruybarbosa

Exibida entre janeiro e dezembro de 1990, “Pantanal” foi um dos maiores sucessos da história da Rede Manchete. Dezoito anos depois, entre junho de 2008 e janeiro de 2009, a novela ganhou uma reprise no SBT, com bons resultados no Ibope.

A reprise, porém, foi marcada por uma polêmica – uma ação judicial movida por Benedito Ruy Barbosa, autor da novela, contra o SBT, pedindo o pagamento de direitos autorais.

A emissora já venceu a ação em duas instâncias – a mais recente decisão judicial, como revelou o colunista Flavio Ricco, em 2014, levou Benedito a desistir do caso.

O autor de “Pantanal” conserva, porém, grande mágoa de Silvio Santos, como revelou neste domingo (22) em uma entrevista ao “Pânico”, na Band. “Roubaram ‘Pantanal’, não me pagaram até hoje”, disse Benedito aos humoristas do programa (Repórter Vesgo e Inconveniente) que o abordaram à saída do Prêmio Quem, no Rio.

“O limite da criatividade do Silvio Santos chama-se Chaves”, disse o autor de “O Rei do Gado”, “Terra Nostra'', “Meu Pedacinho de Chão”, entre tantas outras novelas.

Como já contou em outras ocasiões, Benedito lembrou que ofereceu o projeto de “Pantanal” primeiro para o SBT: “Levei para o Silvio Santos porque eu queria fazer no SBT. Ele não quis porque achou que podia ficar caro. Eu fiz na Manchete.” Falando da reprise, concluiu: “Pra ele (Silvio) saiu de graça”.

A entrevista pode ser vista abaixo (entre os minutos 5:30 e 7:15):

Benedito Ruy Barbosa faz revelação bombástica

O blog está no Twitter, Facebook e Google+.


SBT: do beijo entre mulheres de “Amor e Revolução” à “novela para família”
Comentários 31

Mauricio Stycer

sbtnovelafamiliaNo momento em que “Babilônia”, da Globo, enfrenta rejeição e protestos por causa de um beijo protagonizado por um casal de mulheres, as personagens de Fernanda Montenegro (Teresa) e Nathalia Timberg (Estela), o SBT resolveu promover “Chiquititas” com um slogan provocativo: “Novela pra família é aqui”.

Em sua defesa, a emissora pode dizer que já usou um mote parecido em outras ocasiões. Em fevereiro, por exemplo, bem antes da estreia da novela da Globo, o SBT promoveu a reprise de “Carrossel” como “a novela que uniu a família brasileira”.

babiloniabeijofernandanatalia1O problema é o “timing” da nova promoção da emissora de Silvio Santos. “Babilônia” estreou esta semana com a disposição, justamente, de discutir o conceito de “família”, um tema que desperta paixões e preconceitos. Teresa e Estela vivem juntas há décadas, criam o neto de uma delas como filho e se preparam para oficializar a união.

sbtbeijoPara complicar ainda mais, não faz muito tempo que o SBT exibiu um beijo entre duas mulheres – o primeiro numa novela brasileira. Foi em maio de 2011, em cena de “Amor e Revolução”, de Tiago Santiago.

A cena – um beijaço, intenso e longo, entre as personagens Marcela (Luciana Vendramini) e Mariana (Gisele Tigre) – provocou tanta polêmica que a emissora, pouco depois, determinou ao autor que não mostrasse mais nada semelhante na novela. Um segundo beijo entre as duas personagens, já gravado, deixou de ser exibido.

“O SBT realizou uma pesquisa para avaliar o desempenho de ‘Amor e Revolução’. A pesquisa apontou a insatisfação do público em geral em relação às cenas de violência demasiada e beijo gay explícito”, divulgou em julho de 2011.

Tudo bem a emissora ter decidido mudar o seu público-alvo, mas não dá para ignorar o passado recente.

Veja também
SBT aproveita rejeição a beijo gay e anuncia 'novela pra família'
Boicote à novela “Babilônia'' é coerção e lembra prática da ditadura militar

O blog está no Twitter, Facebook e Google+.


“Esqueceram de mim”: operador de câmera aparece em cena de “Babilônia”
Comentários 25

Mauricio Stycer

Babiloniacinegrafistaemcena2

O ritmo intenso de “Babilônia” nesta sua primeira semana fez uma vítima no capítulo de quinta-feira (19): um operador de câmera que gravava uma cena da novela foi ao ar, junto com Inês (Adriana Esteves) e sua filha Alice (Sophie Charlotte). O erro ocorreu no penúltimo bloco da novela e foi notado pelo “detetive” Cristiano Dalcin (@cristianodalcin).

A aparição foi bem rápida, mas é fácil de notá-lo, à direita da tela (acima), enquanto as duas personagens fazem uma faxina no apartamento em que voltaram a morar no Leme.

Para mais notícias sobre televisão, curta a página do blog no Facebook AQUI

Cenas de “Babilônia''

Cenas de “Babilônia''

O blog está no Twitter, Facebook e Google+.


Entrevistas de Gugu com condenados abusam dos efeitos “pirotécnicos”
Comentários 54

Mauricio Stycer

GuguenvelopeNo ar há menos de um mês, o novo programa de Gugu Liberato na Record alcançou os seus melhores resultados, não apenas de audiência, mas de repercussão, ao exibir entrevistas com dois condenados pela Justiça: Suzane von Richthofen e o ex-goleiro Bruno.

Não há nada de errado com a proposta – muito pelo contrário. Há evidente interesse jornalístico em entrevistas com protagonistas de crimes notórios. O problema é a maneira como Gugu tem tratado tanto os seus entrevistados como o seu público.

Gugu não inspira medo, o que é um elemento a seu favor em entrevistas que envolvem algum grau de tensão. O seu olhar compungido, quase de pena, ajuda a relaxar o entrevistado e leva parte do público a crer que ele está, de fato, emocionado com o que ouve.

O estilo do apresentador, porém, não tem revertido em boas entrevistas, do ponto de vista jornalístico. Mais treinados que Gugu, nem Suzane nem Bruno fizeram revelações de maior importância, apesar de boas perguntas do entrevistador.

gugusuzane2Os dois encontros, se editados honestamente, renderiam reportagens de 10 a 15 minutos, no máximo. Ao serem tratadas como novelas, em longos capítulos, resultaram em verdadeiros presentes para os entrevistados. Não à toa, parentes e amigos das vítimas dos dois crimes se incomodaram tanto com os programas.

Outro problema diz respeito ao péssimo hábito de explorar a curiosidade humana até o limite com anúncios de iminentes segredos e surpresas. Gugu não está sozinho nessa – há hoje uma verdadeira epidemia de falsas promessas em programas de auditório.

No caso de Suzane, Gugu alimentou a expectativa dos espectadores quanto à aparição da namorada da presa, que só foi ao ar no segundo dia, sem ter nada de relevante para dizer.

Na entrevista com Bruno foi ainda pior, com a exibição, ao longo de dois dias, de um envelope onde se lia a palavra “confidencial”. O apresentador deu a entender que ali poderia estar o resultado de um teste de DNA destinado a comprovar se o filho de Eliza Samudio seria mesmo do ex-goleiro. “Hoje vamos abrir, definitivamente, este envelope. O envelope que pode mudar o rumo do caso Bruno”, disse Gugu nesta quinta-feira (19).

gugubrunoO apresentador sabia muito bem a resposta quando, em outro momento, perguntou: “O conteúdo deste envelope poderá mudar o rumo do caso Bruno?”

O envelope, evidentemente, não revelou nenhum segredo, não mudou nada no caso, nem continha resultado de exame algum. Puro sensacionalismo e tentativa mal-disfarçada de segurar a audiência.

Não por coincidência, neste momento, nos Estados Unidos, dois programas têm causado bastante barulho com a proposta de revisitar crimes polêmicos antigos e mal esclarecidos.

Um deles chama-se “Serial” e é uma série apenas em áudio (podcast), no qual a jornalista americana Sarah Koenig investiga a possibilidade de o julgamento real de um assassinato ter levado a um resultado injusto.

Robert DurstJá “The Jinx”, exibido em seis episódios pela HBO, reconstituiu a trajetória de Robert Durst, um milionário americano. No último capítulo, ele é ouvido, sem que soubesse que estava sendo gravado, confessando ter sido o responsável por uma série de assassinatos.

Gugu merece todos os créditos por ter conseguido falar com Suzane e Bruno – um desejo de muitos jornalistas. Mas, se os encontros tivessem resultado em entrevistas relevantes, como nos dois programas americanos citados, os efeitos “pirotécnicos'' utilizados pela Record não teriam sido necessários. Além de despertaram muita curiosidade e elevarem o Ibope de seu programa, elas resultaram muito mais em show do que em jornalismo.

Em tempo: O “mistério'' em torno do envelope funcionou. O programa de Gugu ficou em primeiro lugar por 24 minutos em seu horário de exibição das 22h38 à 00h24. No cômputo geral, ficou em segundo lugar com média de 9 pontos e pico de 12.


Veja também
“Serial'' reconstitui investigação falha de assassinato
Sem querer, milionário Robert Durst admite que matou e vai para prisão especial
Filme sobre Durst é atração de TV irresistível, mas também teste de ética
'Meu maior erro foi a omissão', diz goleiro Bruno no programa 'Gugu'
Suzane von Richthofen assume ter planejado a morte dos pais com o namorado
Livro derruba versão contada por Bruno a Gugu sobre morte de Eliza Samudio

O blog está no Twitter, Facebook e Google+.