Blog do Mauricio Stycer

“Fora de Controle” reafirma qualidade das séries policiais brasileiras

Enquanto as séries de comédia feitas no Brasil ainda parecem estar, de uma maneira geral, no nível elementar, os seriados policiais mostram um nível de desenvolvimento muito mais avançado.

Exemplo mais recente da qualidade deste tipo de produto é “Fora de Controle”, de Marcilio Moraes, que a Record realizou em parceria com duas produtoras conhecidas, Gullane e Grifa, e está exibido às terças-feiras, no final da noite.

A série se passa no Rio, em torno de uma delegacia na zona sul da cidade. O protagonista é o delegado Medeiros, assistido pela investigadora Clarice e pelo inspetor Gaspar.

Assisti aos dois primeiros episódios em sequência. Moraes criou tipos muito interessantes, complexos, que até reproduzem alguns clichês, mas vão além e surpreendem.

Vivido por Milhem Cortaz, Medeiros é perspicaz, inteligente, mas brutal e irônico. Clarice (Rafaela Mandelli) representa a nova geração de policiais, idealista e competente, enquanto Gaspar (Cláudio Gabriel) é o tipo chucro, cão de guarda do chefe.

Além dos bons tipos, Moraes (foto) tem o mérito de não levar totalmente a sério o seu trio de heróis. O drama policial está salpicado por pitadas de humor, que expõem os policiais ao riso do público.

Destaco, também, além da boa direção e da qualidade da fotografia, a trilha sonora sensacional da série.

Há, naturalmente, traços de alguns seriados policiais americanos em “Fora de Controle”, assim como também são nítidas as influências externas em “Força Tarefa”, a ótima série que a Globo exibiu entre 2009 e 2011.

Digo que é “natural” porque, embora haja no Brasil farta matéria-prima para histórias policiais, a TV americana tem muito mais “know-how” no gênero. As duas séries brasileiras mostram a possibilidade de desenvolver produtos de entretenimento de alta qualidade, densos, com identidade brasileira, mesmo que bebendo em fonte externa.

Em tempo: Seguindo uma tradição de desrespeito aos próprios horários, a Record levou ao ar o segundo episódio de “Fora de Controle” seis minutos antes do horário previsto em sua grade.

Fotos: Divulgação/Record

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“Desliga a internet”… Em que mundo vivia Carolina Dieckmann?

Confirmando-se as informações até o momento disponíveis, Carolina Dieckmann foi vítima de um golpe clássico na internet: cedeu seus dados pessoais em resposta a um e-mail mal intencionado.

Muita gente já perdeu dinheiro por conta de golpes deste tipo. Carolina perdeu outro bem de valor, a privacidade. Fotos suas caíram na rede e se espalharam como vírus, com a típica velocidade que o meio propicia.

Nesta segunda-feira, ela concedeu uma primeira entrevista sobre o caso, ao “Jornal Nacional”. “Encontrei uma Carolina mais tranqüila esta tarde no Rio, aliviada, depois de dias de exposição da intimidade, constrangimento e chantagens”, narrou Patrícia Poeta, enquanto a câmera ia direto aos olhos da atriz, que brilhavam, como se estivesse chorando.

Como se sabe, Carolina não é uma celebridade típica, daquelas que fazem qualquer negócio para aparecer na mídia. Não por acaso, ao se referir a esta entrevista, o “Jornal da Globo”, mais tarde, sublinhou a dificuldade de falar com a atriz: “Carolina Dieckmann aceitou conversar com Patrícia Poeta”.

É verdade que o fato de ser representada por um advogado criminalista muito famoso acabou dando uma dimensão ainda mais espalhafatosa ao episódio. Mas Carolina não parece ter conseguido avaliar exatamente o que ocorreu, nem a proporção que o caso tomou.

Veja, por exemplo, o que ela fez ao ficar sabendo do vazamento das fotos: “Liguei para a Ana, que trabalha na minha casa, e falei: ‘Desliga a internet’. Davi, meu filho de 13 anos, estava em casa. Tinha muito medo de ele ver aquelas fotos e não estar lá para explicar. Minha preocupação era só falar para desligar a internet, que eu não queria que ele tivesse acesso àquilo.”

Este pedido, “desliga a internet”, é de uma ingenuidade comovente. Confirma que Carolina não segue o modelo-padrão de conduta dos famosos, mas acrescenta um dado a mais ao episódio: até aquele momento a atriz não fazia ideia do mundo em que está vivendo. Como se desligar a conexão caseira fosse impedir o filho de ver ou saber do que estava acontecendo.

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Assistir TV ao vivo é hábito em queda nos EUA

Jornalista especializado em mídia, David Carr escreveu nesta segunda-feira, no “New York Times”, que assistiu a apenas dois minutos e um segundo de televisão no mês de maio – o tempo de duração do famoso Kentucky Derby, transmitido pela NBC no último dia 5.

Como assim? Um crítico de mídia que não vê TV? Calma. Carr explica no texto que, em sua casa, todos continuam assistindo televisão. O que morreu foi o hábito de assistir ao vivo.  “Eu continuo sendo fã de alguns produtos das grandes redes de TV; eu só não os consumo mais quando eles são exibidos”, escreve.

Carr e sua família fazem parte de uma nova realidade – a dos consumidores que gravam as atrações que planejam assistir ou, quando é o caso, compram por diferentes sistemas “pay per view”, conectados diretamente à TV.

Segundo o crítico, 50% dos lares americanos terão algum sistema de gravação de TV até 2013. Hoje, metade das casas nos EUA já dispõe da possibilidade de ver programas em sistema “pay per view” (ou “on demand”).

O instituto Nielsen, que mede a audiência das TVs nos EUA, estima que até 2015 terão sido comercializados em todo o mundo cerca de 350 milhões de aparelhos que permitem conexão direta entre televisão e internet – tipo Apple TV.

Neste novo mundo, explica Carr, a medição da audiência não registra mais a realidade do que está sendo visto. Tanto o Nielsen quanto o Ibope, no Brasil, apontam o que o espectador está vendo ao vivo em determinado momento.

A queda crescente no número de aparelhos ligados não significa que menos gente esteja consumindo programas de TV – significa, com certeza, que há menos espectadores assistindo ao vivo.

Ainda assim, as grandes redes de TV seguem atraindo o grosso da publicidade. As quatro maiores redes americanas tiveram um faturamento de US$ 9 bilhões em 2011, um crescimento entre 2% e 4% no ano. As emissoras a cabo, que superaram as grandes redes pela primeira vez, faturaram US$ 9,6 bilhões.

Em tempo: David Carr é o personagem principal do documentário “Page One”, que retrata a luta do “New York Times” para sobreviver nestes tempos de jornalismo digital. Ele virá ao Brasil em julho, para participar do congresso da Abraji (Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo). O texto que comento neste post pode ser lido aqui  (em inglês).

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Prada no museu

Realizada em escala industrial para atender o consumo, a produção têxtil pode eventualmente alcançar status de arte. Diferentes museus no mundo têm se dedicado a colecionar peças e a exibir exemplos da produção de estilistas que, com ousadia, criatividade excepcional ou, mais simplesmente, sensibilidade e sorte, fizeram a moda ocupar um lugar na cultura contemporânea.

O mais recente evento a unir moda e arte num mesmo ambiente é a exposição “Schiaparelli e Prada – Diálogos Impossíveis”, recém-aberta num dos mais tradicionais museus do mundo, o Metropolitan, de Nova York.

O evento coloca lado a lado as roupas criadas na década de 30 por Elsa Schiaparelli, um dos nomes mais importantes da moda no século 20, e as coleções contemporâneas de Miuccia Prada, uma das muitas estilistas que se consagraram nas últimas duas décadas no mercado de luxo.

As salas do museu se transformaram em grandes vitrines, permitindo ao público contemplar as ousadas criações das duas mulheres e ao mesmo tempo ouvi-las falar sobre suas visões de moda.

Um filme dá vida a este “diálogo impossível”. Uma atriz, Judy Davis, vive Schiaparelli e conversa com Prada em torno de uma mesa. Falam do desafio de criar, de suas idéias sobre luxo, das exigências do mercado…

Schiaparelli desenvolveu uma parceria com Salvador Dali, que resultou em obras espantosas, como um chapéu em forma de sapato, entre outras ousadias e loucuras com a marca do surrealismo. Prada diz que não tem a pretensão de fazer arte.

As fronteiras ente arte e comércio estão indistinguíveis já faz tempo. Mesmo assim, há motivo para surpresas na exposição. Uma das peças exibidas no museu é da mais recente coleção da Prada, provavelmente à venda em uma de suas lojas espalhadas pelo mundo.

Ao final da mostra, o espectador cai dentro de uma sala onde são vendidos, na mesma estante, replicas em miniatura de um dos sapatos mais originais de Schiaparelli por US$ 30 e um lenço da Prada por US$ 420.

Pelo menos, não é a própria Miuccia Prada quem financia o evento. Evita, assim, o escândalo ocorrido quando outro museu tradicional, o Guggenhein de Nova York, exibiu uma mostra dedicada a Giorgio Armani, dez anos atrás, depois que o próprio estilista fez uma doação milionária à instituição.

Sinal dos tempos, no lugar de grandes bancos ou poderosas multinacionais, “Schiaparelli e Prada – Diálogos Impossíveis” tem patrocínio da Amazon, a maior empresa de comércio online em atividade, e conta com apoio da Condé Nast, grupo editorial responsável por revistas como “Vogue”, “Vanity Fair” e “New Yorker”.

Mais informações sobre a exposição podem ser lidas nesta reportagem do UOL.

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Pausa

O blogueiro pretende descansar nos próximos sete dias e promete se manter afastado da televisão e do computador no período. Estarei de volta no próximo dia 14.

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A cena da semana: Silvio Santos faz questão de mostrar que perdeu as calças

Em relação aos programas ao vivo, os gravados apresentam uma vantagem significativa: podem ser editados, de maneira a impedir que o público assista aos erros cometidos. Não à toa, Faustão gosta de dizer que “quem sabe faz ao vivo”. É muito mais difícil e arriscado.

Silvio Santos, ninguém duvida, sabe fazer ao vivo, mas há muito tempo prefere gravar o seu programa com antecedência. Além de ser mais cômodo, é uma forma de exibi-lo mais “certinho”, sem arestas.

Duas semanas atrás, durante uma gravação, Silvio Santos sofreu um curioso acidente. Os suspensórios que usava se romperam quando anunciava os convidados do quadro “Não Erre a Letra”, Ele próprio gritou: “Caiu as calças do animador”.

Como foi gravado com antecedência, o programa não tinha obrigação alguma de exibir a cena. Mestre na arte do entretenimento na TV, porém, Silvio Santos entendeu que melhor do que esconder valia faturar com o momento em que passou ridículo. E assim foi feito. A cena foi ar no domingo, para alegria dos seus fãs e felicidade de quem mede a audiência do SBT. Veja abaixo:

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Quando “guerra de audiência” é mais do que força de expressão


Alan Rapp não aparece tanto quanto as estrelas do “Pânico”, mas é peça essencial na engrenagem do programa. Na foto acima, por exemplo, ele está agachado, com os polegares para cima, no evento realizado num restaurante, em São Paulo, no final de março, para apresentação das novidades do humorístico na Band.

Rapp fala do seu trabalho com entusiasmo e, curiosamente, utiliza linguagem militar ao se referir à disputa pela audiência com seus concorrentes nas noites de domingo.

“Cada domingo, a estratégia pode mudar, dependendo do que os concorrentes fazem em suas respectivas grades. Eu costumo decorar todas as possibilidades de manobras deles e vamos nos adaptando em busca da vitória”, conta.

Esta entrevista com o diretor do “Pânico” foi publicada nesta sexta-feira no UOL Televisão. Republico-a abaixo, para quem não viu:

“O pânico do ‘Fantástico’ voltou”, diz diretor do “Pânico”

No mês de sua estreia na Band, em abril, o “Pânico” foi o programa mais visto da emissora, com 10,1 pontos, em média. Bem distante, em segundo lugar, aparecem as transmissões do Campeonato Paulista, com média de 6,5 pontos. O “CQC”, em seu quinto ano na grade, ocupou o quinto lugar neste ranking, com média de 5,6.

Sucesso sem precedentes na história recente da Band, o “Pânico” já faz planos de expansão, revela o diretor Alan Rapp em entrevista ao blog. “A intenção é aumentar as equipes de produção, edição e redação”, diz.

Como contou o apresentador Emilio Surita em entrevista ao “UOL Vê TV”, Rapp vive o “Pânico” intensamente, “24 horas por dia”. O diretor encara os seus concorrentes como “adversários” e usa linguagem militar para se referir a eles: “Nós trabalhamos nas manobras dos nossos adversários, se eles mudam, nos também mudamos…”, diz.

Fazendo piada com o nome do programa que dirige, Rapp diz: “A verdade é uma só: o pânico do “Domingo Espetacular”, o pânico do Silvio Santos e o pânico do “Fantástico” voltou…”

Em um mês o “Pânico” já é o programa mais visto da Band. Qual é a próxima meta?
Alan Rapp: A próxima meta é manter a “aeronave” voando acima das nuvens e turbulências que sofremos durante a nossa “rota” dominical. Esse é um dos nossos grandes desafios. Sabemos que é muito difícil, mas também sabemos que sempre foi assim. Ninguém do “Pânico” se acomoda na zona de conforto. Aprendemos que temos que manter o “olho do tigre”, sempre atentos a tudo que acontece no Brasil e no mundo para que nada passe despercebido.

Vocês pretendem reforçar a equipe do programa?  
Sim. O ritmo é intenso, as externas fora de São Paulo são constantes e a intenção é aumentar as equipes de produção, edição e redação, mas isso ainda seria um “próximo passo”.

O “Pânico” tem alcançado a liderança depois que o “Fantástico” termina. Nas últimas semanas, o programa apostou nas panicats neste horário. Vai continuar com essa estratégia?
Na verdade, mordemos o primeiro lugar duas vezes durante o “Fantástico” agora na Band; (na RedeTv isso ocorreu inúmeras vezes), mas realmente conseguimos nos consolidar no primeiro lugar quando o “Show Da Vida” acaba. Cada semana é “um jogo diferente”. A concorrência já mudou, o “Domingo Espetacular” (Record) está começando mais cedo e pagando dois breaks no seu início, diferente do que estavam fazendo antes, só faziam os breaks apos as 22h10. Nós trabalhamos nas manobras dos nossos adversários, se eles mudam, nos também mudamos… Cada domingo, a estratégia pode mudar, dependendo do que os concorrentes fazem em suas respectivas grades. Eu costumo decorar todas as possibilidades de manobras deles e vamos nos adaptando em busca da vitória.

Como você enxerga esta disputa pela audiência nas noites de domingo? É uma guerra mesmo?
Domingo a noite é o dia mais caro da TV. A tradição brasileira coloca a família na frente da televisão, sendo assim ninguém quer perder! Todos querem ganhar. O Pânico tem concorrentes tradicionais e fortes, como Silvio Santos e “Fantástico”. O “Domingo Espetacular” também rema bastante, mas a verdade é uma só: o pânico do “Domingo Espetacular”, o pânico do Silvio Santos e o pânico do “Fantástico” voltaram… Estamos na briga, cada minuto é importante, sabemos que damos trabalho aos concorrentes e também sabemos que enquanto o povo brasileiro estiver com o “Pânico”, seremos um osso duríssimo de roer. Sabemos que nosso sucesso esta diretamente atrelado a todo esse carinho maravilhoso e apoio do nosso público. Isso pra nos é o mais importante de tudo!

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Danilo Gentili repete problemas do programa do Jô

Lançado no final de junho de 2011, o “Agora É Tarde” rapidamente foi visto como um concorrente viável ao “Programa do Jô”. Exibido inicialmente às quartas e quintas, dois meses depois da estreia o programa passou a ir ao ar também às terças. Danilo Gentili largou o “CQC” no final do ano para se dedicar com exclusividade ao projeto e, agora, em abril de 2012, o talk show ganhou um quarto dia de exibição, às sextas.

Com a mesma rapidez com que se estabeleceu, o talk show da Band já repete problemas e cacoetes bem conhecidos do público de Jô Soares. O mais irritante deles talvez seja o que chamei de “brodagem corporativa”, ou seja, a insistência em convidar estrelas da própria emissora para falar.

Normalmente, estas entrevistas têm o propósito de divulgar algum novo programa ou atividade do convidado. No início do ano, o elenco de “Mulheres Ricas” pintou e bordou no talk show, sem que nada de interessante ou relevante tenha sido falado. Quando Sabrina Sato esteve com Gentili, no final de março, o apresentador até tentou tratar de assuntos diferentes, mas a estrela do “Pânico” o lembrou: “Vamos falar mais do ‘Pânico’ porque eu vim aqui pra isso”.

Eventualmente a participação de uma estrela “da casa” no “Agora É Tarde” pode servir também para tapar algum buraco na programação. Foi o que transpareceu na entrevista com o ex-jogador Denilson, hoje comentarista da Band, que não tinha assunto nenhum a tratar com Gentili.

O texto que escrevi sobre a “brodagem corporativa” nos talk shows foi publicado no dia 1º de abril e pode ser lido aqui por assinantes do UOL e da Folha de S. Paulo. A entrevista que fiz com Gentili para o “UOL Vê TV” pode ser vista aqui. E meu comentário sobre a estreia do “Agora É Tarde” está aqui.

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Marco Luque: “Tenho alma de palhaço; se for rir, ria de mim”

Apresentador do “CQC” desde a estreia, em 2008, Marco Luque é essencialmente um humorista. Foi selecionado para o programa da Band por conta de sua atuação no célebre “Terça Insana”, espetáculo de humor encenado por diferentes artistas, desde 2001, em São Paulo. Desde então, já montou e apresentou dois shows de humor – “Tamo Junto”, no formato stand up, e “Labutaria”, no qual interpreta cinco diferentes personagens.

Por este motivo, o conflito que teve com Rafinha Bastos, em 2011, chamou tanto a atenção. No auge da crise provocada pela piada com a cantora Wanessa Camargo, Luque disse: “Se fizessem uma piada com este contexto sobre a minha família, certamente ficaria ofendido”.

Em entrevista ao “UOL Vê TV”, Luque volta a expressar o seu arrependimento por causa daquela manifestação crítica em relação a Rafinha. “Eu poderia ter ficado quieto”. Mais interessante, falou sobre como enxerga o humor. “Sou contra um tipo de piada ofensiva. Tenho uma alma de palhaço: se for rir, ria de mim. Se alguém fica constrangido, pra mim já não vale tanto”. Veja aqui o vídeo:

 

Em outro texto, Luque comentou a confusão envolvendo o repórter Mauricio Meirelles durante uma entrevista de Hilary Clinton em Brasília. O apresentador vê “uma perseguição besta” contra o “CQC” por parte de jornalistas. Aqui:

 

A íntegra da conversa está disponível aqui:

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Sequestro em “Avenida Brasil” termina sem cuidado e de forma inverossímil

Em ritmo de seriado policial, “Avenida Brasil” manteve o público ligado por uma semana em torno da trama do falso sequestro da vilã Carminha. Repleto de reviravoltas, cenas bem filmadas, ótimos coadjuvantes, o caso deixou mais uma vez em evidência dois grandes trunfos da novela – o texto afiado de João Emanuel Carneiro e a direção caprichada de José Luiz Villamarim e Amora Mautner, do núcleo de Ricardo Waddington.

Exibido na noite de terça-feira, o desfecho, no entanto, pareceu muito apressado. Contratado por Tufão, um grupo de ex-policiais à paisana invadiu a favela onde Carminha era mantida sob cativeiro. O local parecia deserto. Ao longo de toda a cena, não apareceu um único morador da comunidade.

Dias antes, os seqüestradores haviam contado com a ajuda de traficantes locais para fechar todas as saídas do local. Nem sinal deles na cena final. Os policiais ainda deram de cara com os seqüestradores, todos armados, mas não os revistaram e os liberaram. Como bem notou o noveleiro Celso Paiva, o líder do sequestro, Moreira, usava a mesma camisa lilás com que havia aparecido, minutos antes, no telhado da casa, encapuzado.

“Avenida Brasil”, a propósito, sugeriu que o ex-policial Zenon e seus capangas seriam, na verdade, “milicianos”, mas perdeu uma boa chance de retratá-los melhor.

Max escondeu parte do dinheiro do resgate atrás de uma caçamba, uma cena exageradamente inverossímil. Chamado de Morro dos Prazeres, nome de uma favela pacificada no bairro de Santa Tereza, o cenário onde ocorreu o desfecho do seqüestro parecia mais com uma comunidade localizada em uma área plana.

Uma explicação para os descuidos na gravação do final do seqüestro pode ser encontrada na coluna de Flavio Ricco desta terça-feira.  O colunista do UOL relata que a novela está com atraso nas gravações e dispõe de pouca frente de capítulos. Mais informações sobre os atores que participaram das cenas do seqüestro, entre os quais o excelente Rodrigo Rangel, que vive o agiota/sequestrador Moreira, podem ser lidas no blog de Nilson Xavier.

Em tempo: “Avenida Brasil” é uma obra de ficção, sem compromisso com a realidade. Não é isso que está em discussão. Minhas observações dizem respeito a uma queda no padrão de qualidade que vinha sendo adotado. Até a véspera do desfecho, a novela vinha buscando ser realista, cuidadosa ao recriar as situações do cativeiro. No último dia, porém, esse apuro foi deixado de lado.

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