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UOL Vê TV: “Império” trata líder sem-teto como vigarista
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Mauricio Stycer

No UOL Vê TV desta semana falo sobre o personagem Cardoso, de “Império''. Vivido pelo ator Ravel Cabral, ele é o líder de uma ocupação de sem-tetos em Santa Teresa. Mas está sendo retratado como um vilão pelo autor da novela, Aguinaldo Silva. É uma pena. O tema da falta de moradia é importante e complexo, e não merecia ser mostrado de uma forma tão superficial e apenas pela ótica negativa, como faz a novela.

Cenas de “Império''

Cenas de “Império''

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“CQC” vai trocar até o diretor para manter o “espírito do programa”
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Mauricio Stycer

GonzaloMarcoOscarFilho
As mudanças no “CQC” para 2015 incluem não apenas a troca de apresentadores e repórteres. O diretor Gonzalo Marcó (ao lado de Oscar Filho na imagem acima), no programa desde a primeira temporada, não sobreviveu à onda de renovação e será substituído no ano que vem por dois diretores.

Um dos principais programas da Band, tanto em matéria de audiência quanto de faturamento, o “CQC” viu nesta sétima temporada a sua repercussão diminuir bastante assim como registrou uma nítida fuga de audiência.

DiegoGuebelDanStulbach“Renovação do conteúdo não só envolve apresentadores e repórteres, mas também parte da equipe de produção”, diz Diego Guebel (ao lado de Dan Stulbach). Criador da produtora Cuatro Cabezas, onde o “CQC” nasceu, o hoje diretor da Band explicou ao blog o que está motivando tantas mudanças:

“Acho necessário renovar. O ‘CQC’ é um formato de longa duração, mostram as experiências na Argentina, Itália e Espanha. As renovações têm a ver com manter o espírito do programa”, diz, comparando a atração ao humorístico “Saturday Night Live”. No ar desde 1975, o “SNL” já teve “diferentes line ups em diferentes períodos”, lembra o diretor.

Questionei Guebel se as mudanças obedecem a alguma pesquisa, que indicou a necessidade de renovação. “Não tem uma ‘bíblia’ que te fale que é, o que pode dar certo. Se quer melhorar, tem que arriscar. Acho que estamos em um caminho muito certo para o programa”, disse o diretor.

Produtora do “CQC” no Brasil, a argentina Cuatro Cabezas faz parte, há sete anos, da Eyeworks, agora um braço da Warner. Falando dos mercados argentino, brasileiro, espanhol e português, Guebel reconhece que a versão brasileira do “CQC” é um dos principais produtos da empresa.

“Há programas que, às vezes, são maiores que o ‘CQC’ do Brasil, como ‘MasterChef’, aqui e na Argentina, ou ‘Celebrity Splash’, no ano passado na Espanha. Mas o ‘CQC é um produto muito relevante porque é permanente”, diz.

As mudanças no “CQC” já anunciadas incluem a troca do apresentador Marcelo Tas pelo ator Dan Stulbach, a volta do repórter Rafael Cortez e as saídas dos repórteres Oscar Filho e Ronald Rios. Várias outras alterações são comentadas, mas ainda não foram confirmadas pela Band, como a volta de Rafinha Bastos à bancada, no lugar de Dani Calabresa, e a saída do repórter Guga Noblat.

Fotos do “CQC''
Fotos do “CQC''

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Carreira de Chacrinha é marcada por acusação de cobrar “jabá”, mostra livro
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Mauricio Stycer

Chacrinhanopalco
Do início ao fim de sua carreira, primeiro no rádio, depois na televisão, Abelardo Barbosa, o Chacrinha, conviveu com uma mesma acusação – a de que recebia dinheiro por fora para privilegiar artistas em seus programas.

ChacrinhaBiografiaCapaComo mostra o recém-lançado “Chacrinha – A Biografia”, de Denílson Monteiro, o apresentador enfrentou a situação de formas diferentes ao longo do tempo. Às vezes, a aceitou de bom grado, às vezes se sentiu incomodado e reagiu com fúria aos que o criticaram.

A prática, muito comum por décadas, tinha relação direta com as atividades em que Chacrinha se consagrou – a de discotecário e programador musical (ou “disc jockey”), no rádio, e de apresentador de programa de auditório, também no rádio e depois na TV.

Monteiro descreve inúmeras situações em que Chacrinha se viu obrigado a discutir publicamente este mau hábito. Em 1961, questionado a respeito por Oswaldo Sargentelli, na TV Rio, ele respondeu: “Eu fiz divulgação, mas você também já levou algum”.

O jornalista e pesquisador musical Sergio Cabral escreveu no “Jornal do Brasil” que Chacrinha fazia parte de um grupo de DJs que se reunia para decidir quanto cada um receberia de jabá das gravadoras. A resposta do apresentador, transcrita no livro, é reveladora:

“Eu sou tão desonesto quanto o senhor Sergio Cabral. Eu disse na televisão para todo mundo ouvir que já levei dinheiro de algumas fábricas de disco em troca de divulgação que fiz para as mesmas. Hoje sou divulgador da Chantecler, mas toco os discos de todas as fábricas. O senhor Sérgio Cabral, porém, recebe discos para criticar e depois vende-os aos sebos. E só comenta os discos das fábricas que o acarinham”.

Em sua primeira passagem pela Globo, entre 1967 e 1972, certa vez foi questionado pelo poderoso Boni a respeito do assunto: “Você está me chamando de ladrão? Eu nunca recebi nada de ninguém! Não sou ladrão! Não sou ladrão!”

Na década de 80, em sua segunda passagem pela emissora, a acusação reapareceu: para cantar no palco do “Cassino do Chacrinha” era preciso pagar. Leleco Barbosa, filho do apresentador, respondia, segundo o livro, que “a única coisa que havia era uma permuta entre a produção e os artistas, que participavam dos shows que Chacrinha fazia pelo subúrbio carioca e outros Estados”.

chacrinharadio2Como muitos outros apresentadores da era de ouro do rádio, entre as décadas de 30 e 50, Chacrinha sempre foi responsável pela própria captação de anúncios para os seus programas. O hábito foi levado para a TV e aceito de bom grado pelos executivos das principais emissoras pelas quais passou – TV Rio, Tupi (duas vezes), Band e Record (em São Paulo). Só na Globo, segundo Monteiro, ele recebeu salário.

A proximidade com os anunciantes está na origem de duas assinaturas de Chacrinha. Um dos patrocinadores de seu programa no rádio, nos anos 50, era uma marca de água sanitária, chamada Clarinha. Para promovê-la, o apresentador inventou de gritar o nome no meio de suas transmissões. Quando o fabricante faliu, Chacrinha inventou um nome qualquer, com sonoridade semelhante, para continuar gritando. Assim nasceu o célebre grito de “Terezinha, u-uuuuu!!!!”

Chacrinhachacretes2Já a ideia de atirar postas de bacalhau para o auditório surgiu depois que um de seus mais fieis patrocinadores, o dono dos supermercados Casas da Banha, se viu com um estoque encalhado do produto. Venâncio Veloso pediu uma ajuda ao Velho Guerreiro que, num estalo, teve a ideia: “Vocês querem bacalhau???” Reza a lenda que o estoque do supermercado acabou em poucos dias.

“Chacrinha – A Biografia” passa rapidamente pelo nascimento, em 1917, em Surubim (PE), pela infância em Caruaru e depois Campina Grande (PB), e pela juventude em Recife, onde chegou a estudar medicina. Denilson Monteiro descreve Abelardo Barbosa como um rapaz inquieto, que largou os estudos para se aventurar pela carreira artística no Rio, mas não consegue explicar claramente o que o levou para este mundo do rádio.

Da mesma forma, a biografia falha ao não conseguir mostrar como Chacrinha desenvolveu o seu gênio, a sua incrível capacidade de comunicação, o seu talento para a improvisação, o seu gosto por extravagâncias e a sua facilidade em pegar ideias alheias e adaptá-las em seus programas.

chacrinhagesto“Chacrinha – A Biografia” é eficiente ao mostrar que, como poucos, ele entendeu que a comunicação de massa deve ser extremamente popular. É este talvez o seu maior legado. Por outro lado, o livro não deixa de lembrar de muitos episódios em que, para alcançar os seus objetivos de audiência, meteu os pés pelas mãos, explorando a miséria alheia, humilhando convidados e constrangendo o seu público.

O livro descreve Chacrinha como um tipo inseguro, altamente competitivo por audiência e grosseiro com os seus comandados. Mas falta apuração do autor para explicar uma série de incidentes ocorridos em sua trajetória, que são tratados como fofocas.

Monteiro é também autor das biografias de Carlos Imperial (“Dez, Nota Dez!”) e de Ronaldo Bôscoli (“A Bossa do Lobo”). O livro sobre Chacrinha, em algumas passagens, não tem o mesmo cuidado visto nos trabalhos anteriores.

O lançamento de “Chacrinha – A Biografia” (Casa da Palavra, 368 págs., R$ 49,90) coincide com a estreia, no Rio, do musical “Chacrinha”, de Pedro Bial e Rodrigo Nogueira, com direção de Andrucha Waddington.

Esta é a terceira biografia de Chacrinha. As duas anteriores, “Chacrinha É o Desafio” (1969), de Péricles Amaral, e “Quem Não se Comunica se Trumbica” (1995), de Florinda Barbosa e Lúcia Rito, estão esgotadas, mas são encontradas em sebos. Há um bom documentário sobre Chacrinha, chamado “Alô Alô Terezinha” (2009), de Nelson Hoineff. Chacrinha morreu em 1988.

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Depois de suspeita de fraude, “Teste de Fidelidade” exibe “bastidores”
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Mauricio Stycer

TesteFidelidadediretor2
Uma semana depois de um erro grave, que colocou em dúvida a veracidade do programa, o “Teste de Fidelidade” tentou diminuir o estrago exibindo ao público parte dos seus “bastidores”.

“Vamos mostrar como é feito o teste”, anunciou a RedeTV! no Twitter do programa. “Hoje nós vamos mostrar os bastidores do #testedefidelidade!”, prometeu.

No programa do dia 16, por falha da edição, espectadores notaram a presença de um operador de câmera durante a realização do teste, o que poderia caracterizar uma farsa. A emissora disse que, na verdade, o funcionário estava arrumando uma microcâmera e garantiu que a vítima do teste não o viu.

TesteFidelidadeBastidoresNo programa deste domingo (23), o público teve direito de ver uma imagem do diretor da gravação conversando com a sedutora antes da chegada da vítima do teste (imagem no alto). Em seguida, foi exibido brevemente o “switcher”, de onde é possível acompanhar todas as câmeras colocadas para a gravação do quadro (ao lado).

“Olha, para quem tem dúvidas, o nosso diretor tá orientando a sedutora. Olha quantas câmeras têm. Ele está monitorando todas as câmeras”, explicou João Kleber, enquanto se via a chegada do rapaz que seria submetido ao teste.

A cena não chega a esclarecer muita coisa, mas revela a preocupação do programa com a sua reputação.

Bem melhor, foi a cena final do “Teste de Fidelidade” neste domingo. Ignorando totalmente a mulher que foi enganada pelo marido, João Kleber se juntou ao infiel para dançar no palco uma música da cantora mexicana Thalia. Pela imagem abaixo, dá para ver como estavam preocupados com a traição.
TesteFidelidadeJK

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Crachá faz mágica e volta ao pescoço de personagem de “Alto Astral”
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Mauricio Stycer

AltoAstralSuelicrachaAltoAstralMarcoscrachaAltoAstralSuelicracha3Um erro de continuidade no capítulo de sábado (22) chamou a atenção de alguns espectadores de “Alto Astral”, a novela das 19h30 da Globo.

A personagem Sueli (Débora Nascimento) descobriu, ao chegar ao trabalho, que perdeu o cargo de secretária do vilão Marcos (Thiago Lacerda), cirurgião e sócio do Hospital Bittencourt.

Sueli não se conforma e invade o consultório do médico, de quem também é amante. Na discussão, ele explica que perdeu a confiança que tinha nela. Irritada, a secretária anuncia a sua demissão, tira o crachá e, num gesto dramático, o atira em direção a Marcos. Na sequência sai da sala.

Com o crachá da secretária em mãos, Marcos diz: “Sueli, Sueli… A gente até se divertiu, Sueli. Por que você teve que se meter no meu caminho?”

Na cena seguinte, Sueli aparece na recepção do hospital e pega as suas coisas, guardadas em duas caixas. Magicamente, o crachá continua pendurado em torno de seu pescoço.

Quem notou o erro de continuidade foi a “detetive” Tatiana Chagas, a quem agradeço pela colaboração.

Cenas de “Alto Astral''

Cenas de “Alto Astral''


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“The Newsroom” volta com críticas à cobertura do atentado de Boston
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Mauricio Stycer

thenewsroombostonA terceira e última temporada de “The Newsroom” começa a ser exibida neste domingo (23), às 21h, pela HBO. Serão apenas seis episódios de despedida. É uma espécie de prêmio de consolação para a série, que teve bastante repercussão ao estrear, em 2012, mas cujas críticas sempre foram mais negativas do que positivas.

Criada por Aaron Sorkin, o mesmo de “The West Wing”, “The Newsroom” descreve o cotidiano em um canal de TV pago especializado em notícias 24 horas. O drama gira em torno do principal âncora da emissora, Will McAvoy (Jeff Daniels), e do grupo de jornalistas e produtores que o cercam.

Como em todo episódio, o da estreia da terceira temporada discute, inspirado em fatos reais, questões éticas relacionadas ao exercício do jornalismo – no caso, a cobertura do atentado ocorrido na maratona de Boston, em 15 de abril de 2013, que causou a morte de três pessoas e deixou mais de 200 feridos.

thenewsroomredacaoOs muitos erros cometidos pela mídia, incluindo agências de notícias, sites, jornais e TVs, são lembrados, bem como os equívocos que nasceram nas redes sociais. O episódio discute o dilema entre dar a notícia antes de todo mundo, sem uma confirmação oficial, ou correr o risco que o concorrente noticie primeiro. No segundo caso, perde-se o furo, mas ao menos a imagem da emissora não ficará arranhada por conta da divulgação de boatos ou informações imprecisas.

Sempre didática, “The Newsroom” procura convencer o espectador que o chamado “jornalismo cidadão”, feito de forma colaborativa, não é confiável, como mostram as acusações falsas que nasceram nas redes sociais sobre supostos suspeitos de terem participado do atentado.

Paralelamente, acompanhamos o esforço do autor em “humanizar'' os personagens, contrapondo os problemas profissionais aos seus dramas amorosos. No início da terceira temporada seguem avançados os preparativos para o casamento de McAvoy com a produtora MacKenzie McHale (Emily Mortimer).

Com diálogos inteligentes – e rápidos – o programa exige muita atenção do espectador. Como nos 19 episódios das duas primeiras temporadas, o novo capítulo de “The Newsroom” exibe um retrato, às vezes, emocionante e, até, glorificante do jornalismo.

Para quem é do ramo, porém, a série reflete o idealismo de Sorkin, mostrando de forma pouco sutil e até ingênua o que o jornalismo deveria ser, mas não é. Como escrevi logo depois de ver alguns episódios da primeira temporada, é um telejornal dos sonhos.

Abaixo um trailer da terceira temporada (sem legendas)

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“The Bachelor” estreia com promessa de boa diversão e baixaria
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Mauricio Stycer

thebachelorgianlucafabioFamoso nos Estados Unidos, onde já teve 18 temporadas, e exibido com mais ou menos sucesso em três dezenas de países, o reality “The Bachelor” finalmente estreou no Brasil nesta sexta-feira (21).

Trata-se de um concurso no qual um homem solteiro procura uma mulher entre 25 candidatas, confinadas em uma mansão.

O reality encontrou espaço na grade da RedeTV!, uma escolha das mais acertadas, considerando que um dos campeões de audiência da emissora é o “Teste de Fidelidade”, uma espécie de “programa-irmão”.

O primeiro solteiro do “The Bachelor” é Gianluca Perino, um italiano radicado no Brasil há dez anos, sócio de restaurantes em São Paulo e amigo de Rico Mansur e Álvaro Garnero, dois famosos “playboys” da cidade.

Simpático, descontraído, sem nenhum constrangimento diante do assédio das candidatas, Perino parece uma ótima escolha para o papel. “Só posso me considerar um homem de sorte”, disse, antes de dar as boas vindas às mulheres – um mix de modelos, estudantes e profissionais liberais.

As primeiras 13 chegaram de helicóptero – ainda que a RedeTV! não tenha mostrado nenhuma imagem delas dentro do aparelho, que só foi visto pousado. As outras 12, compareceram de carro. Só este tratamento diferenciado já mostrou que o público pode esperar boas surpresas do padrão de produção do programa.

Há todo um esforço de sugerir romantismo na tarefa de Perino. O subtítulo do programa, por exemplo, é “Em Busca do Grande Amor”. O apresentador, Fábio Arruda, disse que o italiano é um “príncipe encantado”. Também o chamou de “sedutor dos tempos modernos”. Uma das candidatas apareceu vestida de noiva.

Mas, de um modo geral, o propósito do “The Bachelor” é outro, bem distante deste. O programa, que vai ao ar às 23h05, promete tudo o que você está imaginando – inclusive sexo, que está liberado.

Ao final do primeiro episódio, Perino dispensou logo dez mulheres. A partir de agora, vai avaliar mais detidamente as 15 “sobreviventes” – um elenco, de fato, diversificado, diferente do padrão de outros realites. Tem toda cara de que vai proporcionar, mesmo que involuntariamente, boas risadas para o público.

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Briga de mulheres em “Império” lembra famosa cena de “Celebridade”
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Mauricio Stycer

BrigaImperioJujuCarmenAguinaldo Silva escreveu uma cena caprichada de briga entre mulheres em “Império''. Foi ao ar nesta quarta-feira (19), tendo como protagonistas Juju Popular (Cris Vianna) e Carmen (Ana Carolina Dias), na noite de inauguração do restaurante Vicente.

BrigaCelebridadeMariaClaraLaura2A coreografia da briga, com uma personagem sentada sobre a outra, a estapeando em um banheiro, é muito parecida com a surra que Maria Clara (Malu Mader) deu em Laura (Claudia Abreu), em uma cena sempre lembrada de “Celebridade'' (2003), de Gilberto Braga.

No momento em que a cena foi ao ar, fãs saudosos de “Celebridade'', no Twitter, consideraram que houve uma “cópia''. Não acredito. Aguinaldo Silva pode até ter se inspirado ou homenageado Gilberto Braga, que já escreveu inúmeras cenas de brigas de mulheres em novela.

BrigaTietePerpetuaCarecaMas o autor de “Império'' é ele próprio um grande admirador deste clichê, que desagrada muito as feministas. No currículo de Aguinaldo Silva, há várias outras cenas de brigas entre mulheres.

Em “Tieta'' (1989), uma das personagens mais famosas do autor, Perpétua (Joana Fomm), protagonizou algumas cenas de brigas do gênero. Na mais lembrada, no último capítulo, parte para cima da protagonista (Betty Faria), mas é surpreendida quando Tieta arranca a sua peruca e revela que a beata é careca.

BrigaSenhoraDestinoNazareMariadoCarmoPara quem não se lembra, uma das cenas mais célebres de “Senhora do Destino'' (2004) é a surra que Maria do Carmo (Susana Vieira) dá em Nazaré Tedesco (Renata Sorrah) por ela ter roubado sua filha Lindalva (Carolina Dieckmann), recém-nascida.

Em “Duas Caras'' (2007), o autor colocou as mesmas atrizes em situação de antagonismo e escreveu uma cena de briga com tintas cômicas para Célia Mara (Renata Sorrah) e Branca (Susana Vieira). Na mesma novela, Maria Paula (Marjorie Estiano) se cansou das maldades Silvia (Aline Moraes) e a encheu de sopapos.

BrigaFinaEstampaGriseldaTeresaJá em “Fina Estampa'' (2011), a rivalidade entre Griselda (Lilia Cabral) e Tereza Cristina (Christiane Torloni) acaba, naturalmente, em tapa. Numa cena também com pitadas de humor, a heroína chama a vilã de “dondoca de bosta'' e acaba acertando, por acidente, o marido dela, Rene (Dalton Vigh).

Agora em “Império'', antes mesmo da surra que Juju Popular aplicou em Carmen, mulheres já haviam saído no tapa. O pugilato tem sido rotina desde a entrada em cena de Amanda (Adriana Birolli), que odeia Danielle (Maria Ribeiro) e cobiça o seu marido, José Pedro (Caio Blat). Além de se ofenderem em todas as refeições, as duas frequentemente se enfrentam na mão mesmo.

Outros autores
Briga de mulher é um dos clichês mais recorrentes da telenovela. Gilberto Braga, Gloria Perez e João Emanuel Carneiro, para ficar apenas em três autores do horário nobre, também adoram mostrar duas personagens se estapeando.

BrigaAguaVivaBraga já escreveu ao menos cinco cenas marcantes. Em “Dancin Days'' (1978), a briga foi entre as irmãs Júlia (Sônia Braga) e Yolanda (Joana Fomm). Na sua novela seguinte, “Água Viva'' (1980), como bem lembraram alguns leitores, ele escreveu a primeira briga dentro de um banheiro, protagonizada por Ligia (Betty Faria) e Selma (Tamara Taxmann). Em “Vale Tudo'' (1988), o público festejou quando Raquel (Regina Duarte) rasgou o vestido de casamento de Maria de Fátima (Glória Pires) e ainda deu uns tapas na filha.

BrigaInsensatoCoracaoMarinaUrsulaA melhor cena do gênero que escreveu talvez tenha sido a exibida em “Celebridade'' (2003), quando Maria Clara (Malu Mader) acertou suas contas com Laura (Claudia Abreu) em um banheiro, esbofeteando a megera até sangrar. Em “Insensato Coração''' (2011), a pancadaria se deu entre a golpista Úrsula (Lavínia Vlasak) e a mocinha Marina (Paolla Oliveira).

BrigaCaminhoIndiasMelissaYvone2As brigas femininas nas novelas de Gloria Perez não são menos célebres. Sempre lembrada é a surra, em “Caminho das Índias'' (2009), que Melissa (Christiane Torloni), aplica em Yvone (Letícia Sabatella), após descobrir que seu marido, Ramiro (Humberto Martins), tem um caso com a ela.

Mais recentemente, em “Salve Jorge'' (2013), a autora presenteou o público com uma dezena de cenas de brigas entre personagens femininas. Só Morena (Nanda Costa) teve seis cenas no total, a mais esperada a surra que deu em Livia Marini (Claudia Raia).

BrigaAvenidaBrasilCarminhaMonalisaMais jovem neste time, João Emanuel Carneiro incluiu briga entre mulheres nas duas novelas que escreveu para o horário nobre. Na primeira, “A Favorita'' (2008), a troca de tapas é entre as protagonistas Flora (Patrícia Pilar) e Donatela (Claudia Raia). Já em “Avenida Brasil'', rola uma briga feia entre Carminha (Adriana Esteves) e Monalisa (Heloisa Perissé) por causa de Tufão (Murilo Benício).

Este texto foi publicado originalmente no UOL Televisão.


The Voice: Decote da jurada chama mais a atenção que a voz dos candidatos
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Mauricio Stycer

TheVoiceClaudiaLeitteComo acontece quase sempre, os jurados do “The Voice Brasil” chamaram mais a atenção do que os candidatos do concurso de talentos da Globo. E como ocorre com frequência, também, Claudia Leitte brilhou mais que os demais, com um decote espetacular, diante do qual não era possível prestar atenção em mais nada.

Tirando o decote da cantora, o primeiro programa ao vivo da temporada correu dentro da normalidade. Daniel fez uma comparação sem propósito entre o Dia da Consciência Negra, celebrado na quinta-feira (20), e a necessidade de o público votar de forma consciente no “The Voice”. “Não somos o dono da verdade, vamos votar com consciência'', disse.

Lulu Santos apostou na redundância: “Vou continuar na minha técnica de destacar quem eu acho que de fato se destacou''. Carlinhos Brown filosofou: “Hoje é o Dia da Consciência Negra. Que esse dia nos revele outras consciências: que esse é um país miscigenado.”

E Tiago Leifert, com toda a pompa possível, deu uma importante notícia ao público: pela primeira vez na história do “The Voice Brasil”, um casal foi formado por participantes. O apresentador também não economizou nos elogios a Claudia Leitte: “Você está muito bonita hoje. Você está demais. Claudia Leitte está excelente hoje''.

Quatro cantores (Kim Lirio, Lui Medeiros, Romero Ribeiro e a dupla Danilo Reis e Rafael) foram escolhidos por voto do público e outros quatro (Jésus Henrique, Leandro Bueno, Rose Oliver e Edu Camargo) foram salvos pelos jurados.

Atualizado às 16h: Na primeira noite ao vivo, “The Voice Brasil'' registrou a pior audiência desta temporada, 21 pontos. Leia mais aqui.

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UOL Vê TV: Pânico e CQC se “renovam” para 2015 reciclando velhos rostos
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Mauricio Stycer

Comento no programa desta semana o anúncio da volta de Rafael Cortez ao “CQC'', assim como os possíveis retornos de Rafinha Bastos à bancada do mesmo programa, e de Carlinhos, o “Mendigo'', ao Pânico. Os dois programas tiveram um ano fraco de audiência e vão passar por várias reformulações para a temporada de 2015.

A boa audiência alcançada pelo “CQC'' esta semana, a melhor do ano, é um sinal de que o público espera por novidades. Como havia sido anunciado, Marcelo Tas não participou do programa e foi substituído por Ana Paula Padrão.