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Carreira de Bruno de Luca como repórter do Faustão dura apenas dois meses
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Mauricio Stycer

brunodelucaefaustoApresentado em março como reforço do “Domingão do Faustão”, Bruno de Luca já encerrou a sua participação no programa. Segundo a Globo, o contrato do ator era de dois meses, mas ele ainda poderá fazer participações esporádicas na atração.

brunodelucafaustaoDe Luca voltou ao “Domingão” no dia 13 de março, entrevistando Luan Santana. Mas foi no domingo seguinte que a sua presença causou enorme alvoroço. O repórter visitou uma fábrica de desodorantes em Recife para mostrar todo o processo de fabricação do produto e apareceu cheirando a axila de um funcionário.

Neste curto período, De Luca também atuou como assistente de palco de Faustão e comentou junto com o apresentador as tradicionais videocassetadas.

Em momento algum, a emissora, o apresentador ou o ator informaram que a participação seria tão curta. Faustão chegou a dizer que estava com “saudade'' de ver De Luca na TV e perguntou como estava a situação do ator. “Sou econômico, não sou pão duro! Agora estou ganhando melhorzinho, graças a você!'', respondeu.

Segundo o ator, em entrevista ao site da emissora logo depois da estreia, o convite para voltar ao programa partiu do próprio Faustão, após um encontro casual no fim do ano passado. “Eu sempre achei ele um gênio'', elogiou. “Ele é o nosso apresentador referência, está há tanto tempo no ar… Eu adorei e topei. Estou aí para fazer de tudo!''.

O programa deste domingo (01) foi gravado.

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Em 15 dias, Paulo Cintura faz as mesmas críticas à Escolinha em três canais
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Mauricio Stycer

paulocinturasuperpopPauloCinturaRecordpaulocinturaraulgilEntre novembro de 2015 e janeiro de 2016, os canais Viva e Globo exibiram um especial com sete novos episódios da “Escolinha do Professor Raimundo''. Com Bruno Mazzeo no lugar do pai, Chico Anysio, e atores talentosos da nova geração no lugar dos veteranos, o programa foi um sucesso de audiência e teve ótima repercussão.

Houve, é claro, quem não tenha gostado. Paulo Cesar Rocha, o Paulo Cintura, foi um deles. O ator odiou o programa. Na sua visão, o especial foi um “desrespeito” com os atores da primeira Escolinha. Ele acha que o elenco original deveria ter sido chamado para participar. Só os já mortos deveriam ter sido substituídos. Na sua opinião, os personagens pertencem aos atores que os criaram.

Não concordo com as críticas de Cintura, mas ele tem todo o direito de expressá-las. O que acho estranho é, de uma hora para outra, três programas convidarem o ator num intervalo de duas semanas para dizer estas mesmas coisas.

No dia 14, Cintura esteve no “Superpop”, apresentado por Luciana Gimenez na RedeTV!. No dia 24, ele deu entrevista ao “Domingo Show”, comandado por Luiz Bacci, na Record. E neste sábado (30), ele foi sabatinado no programa de Raul Gil, no SBT.

Cintura repetiu as mesmas reclamações nos três. O mais curioso ocorreu durante o “Domingo Show”. João Elias, o ator que fazia o Salim Muchiba na Escolinha, disse que não concordava com o amigo. Para ele, a nova Escolinha foi uma “homenagem” aos veteranos.

Cintura não fez nenhuma acusação grave à Globo ou aos produtores do programa. Apenas reclamou, manifestou mágoa e tristeza.

Não consigo entender a razão de três programas, de três emissoras diferentes, convocarem o ator para dar estas mesmas opiniões. Falta de imaginação? Preguiça? A impressão é que alguns programas estão sendo dirigidos no piloto-automático.

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Não está entendendo “Velho Chico”? Leitor noveleiro ‘desenha’ pra você
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Mauricio Stycer

velhochicobentosanto

O advogado pernambucano Marcelino Quirino, de 42 anos, publicou o texto abaixo no meu perfil no Facebook. Grande noveleiro (“costumo dizer que fui criado vendo novela nos anos 80”, diz), ele me autorizou a republicar o seu comentário no blog. Com muita lucidez, Quirino explica algumas questões que têm levantado dúvidas em espectadores de “Velho Chico”.

Personagens vivem em 2016, mas têm a cabeça no século 19
velhochicoencarnacaocentenaria2Muito tem se falado da discrepância do modo de vida, inclusas as roupas e objetos de cena, da fazenda do Coronel Saruê com o tempo em que a estória se passa. Para mim está tudo tão claro e lógico. A narrativa se passa nos dias de hoje, mas o estilo de vida da fazenda quer nos mostrar que para aquelas pessoas da casa grande o tempo não passou, a mentalidade deles é da época dos escravos.

São pessoas com o pensamento arcaico, já fora da realidade, apesar de contar com alguns elementos da modernidade, como por exemplo computador. A matriarca Encarnação (Selma Egrei) é o melhor exemplo disso, da maneira como se veste ao trato com os seus empregados. É um povo parado no tempo.

velhochicofagundessantoroOutro caso a parte é a caracterização do Coronel Saruê (Antonio Fagundes), que para mim também está em total sintonia com a proposta da novela. A diferença é gritante entre a caracterização inicial para a atualidade justamente para mostrar que aquele rapaz do começo da estória mudou tanto, a ponto de ficar irreconhecível.

Não existe mais qualquer indício daquele jovem boêmio do primeiro capitulo, tão bem interpretado por Rodrigo Santoro. O que existe agora é um senhor feudal, debochado, enorme de gordo, de uma vaidade em nível tão elevado ao ponto de se tornar ridículo. Eu pelos menos vi vários deles na votação do impeachment.

velhochicopiedadecolherdepauNão resta dúvida que essa novela tem um diferencial. Tudo que é colocado na tela tem uma razão para estar ali. Querem ver um exemplo: por que Dona Piedade (Zezita Matos), a mãe de Santo dos Anjos (Domingos Montagner), foi enfrentar o Coronel com uma colher de pau?

Porque a única arma que ela tem é o poder de ser mãe e dona de casa, cuidadora da sua prole, e não existe representação melhor para isto que a colher de pau que ela estava usando para fazer o jantar na hora do tiroteio na fazenda Piatã. Prova que ela conseguiu convencer Dona Encarnação quando falou do filho que ela perdeu.

Na verdade as pessoas deviam assistir a novela com muita atenção, e se perguntando o que esta cena quer dizer, o que este ambiente fala sobre essas pessoas, o que esses objetos e roupas significam para os personagem que os usam.

Em nenhum momento vejo as pessoas comentarem o por quê de tal personagem agir assim, a personalidade de cada um. Não vejo resenhas na internet destacar a beleza de uma cena, ou o enredo político sempre presente nos diálogos, ou ainda como veio à tona uma série de emoções ao ouvir uma das maravilhosas músicas da trilha sonora.

Tudo que está ali, quem conhece o interior do Nordeste, está perfeitamente caracterizado, e o que é “exagero'' serve para chamar nossas atenções, não por ser erro ou falta de conhecimento de nossa realidade, mas para criticarmos o modo de vida atrasado pelo qual inúmeras pessoas ainda vivem, exploradas pelo poder dos Coronéis Saruês espalhados por aí.

Torço muito para que a novela não seja descaracterizada, e que o telespectador deixe de preguiça e interprete o que está sendo apresentado. Temos que nos acostumar a assistir a novela e não apenas ver.

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“Você na TV” vai acabar e os fãs vão sentir saudade dos seus casos surreais
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Mauricio Stycer


Falta apenas uma semana para a RedeTV! tirar o “Você na TV” da grade. O derradeiro programa vai ao ar na próxima sexta-feira, 6 de maio. Nove dias depois, no domingo, 15, estreia o “João Kleber Show”.

O fã-clube do “Você na TV”, no qual me incluo, vai sentir saudade dos casos surreais, sem pé nem cabeça, que João Kleber apresentava com toda a empolgação. Como este acima, exibido na tarde desta sexta-feira (29).

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Totalmente Demais iguala recorde de 2012 e abre 8 pontos sobre Velho Chico
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Mauricio Stycer

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O desfecho da trama de Sofia (Priscila Steiman), a filha psicopata de Germano (Humberto Martins) e Lili (Vivianne Pasmanter), proporcionou a “Totalmente Demais”, de Rosane Svartman e Paulo Halm, novo recorde de audiência nesta quinta-feira (28).

A novela das 19h30 da Globo registrou média de 35 pontos (com 51% de todos aparelhos ligados) em São Paulo e 39 (com 59% de share) no Rio. Desde julho de 2012, com “Cheias de Charme”, uma novela não registrava esses números em São Paulo. “Dá um trabalhão insano, mas vale a pena'', festejou Halm no Twitter.

O sucesso de “Totalmente Demais”, em sua reta final, torna mais visível a dificuldade de “Velho Chico”, o principal produto da Globo. A novela das 21h30 marcou nesta quinta apenas 27 pontos – oito a menos que a das 19h30 – em São Paulo e 30 no Rio. Já “Êta Mundo Bom” registrou 29 pontos.

Em função do sucesso, “Totalmente Demais'' foi prolongada em duas semanas e só terminará em 27 de maio.

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Cenas de “Totalmente Demais''

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“Em novela longa, ator samba de acordo com a música”, diz Mateus Solano
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Mauricio Stycer

LiberdadeLiberdadeMateusSolanoNão é todo dia que se vê um ator em cartaz, ao mesmo tempo, na TV, nos cinemas e em um teatro. No caso de Mateus Solano, não apenas as opções que ele oferece são de boa qualidade como mostram o seu prestígio.

Ele é um dos protagonistas de “Liberdade, Liberdade”, o principal personagem do filme “Em Nome da Lei” e um dos dois intérpretes (ao lado de Miguel Thiré) da comédia “Selfie”, no Rio.

Nesta entrevista ao UOL, feita por telefone, Solano fala sobre estes três trabalhos e mais um pouco. Ele entende que “Liberdade, Liberdade” traz uma mensagem forte sobre a permanência da corrupção no Brasil. “Está no berço da nossa civilização”, diz.

O ator compara a dificuldade envolvida em uma novela de curta duração, como “Liberdade, Liberdade”, e uma que dura oito meses, como “Amor à Vida”, na qual se consagrou com o personagem Felix: “Em uma obra aberta, você vai sambando de acordo com a música que vai tocando”, diz.

Na entrevista, Solano também fala sobre uma carta que seu advogado escreveu, destinada a veículos de comunicação que publicarem fotos de seus filhos. “Não me importo que a indústria bilionária da fofoca ganhe dinheiro às custas do meu trabalho, mas não às custas de menores de idade”, afirma. Veja abaixo:

MateusEmNomedleiÉ possível fazer uma associação entre os dois personagens que você está interpretando no momento, o juiz Vitor no filme “Em Nome da Lei” e o intendente Rubião na novela “Liberdade, Liberdade”? Ambos são personagens ambíguos..
Mateus Solano: Os dois orbitam em torno da lei e da justiça. Mas não concordo que eles sejam igualmente ambíguos. O Vitor quer a justiça a qualquer preço, com muito ímpeto, e isso vem junto com uma vaidade. É o herói da história. Já o Rubião é o típico político corrupto, oportunista, que se aproveita do cargo para benefício próprio. Ele vai criar impostos para encher os cofres da intendência, sempre botando a culpa em Portugal.

Bem atual…
Os maus políticos fazem muito isso: empurrar o problema para o outro. Estamos vendo isso agora, no Rio, com o caso da ciclovia. Não aparece uma pessoa para dizer “fui eu” o culpado. É sempre uma coisa encoberta.

Você acha que o objetivo de “Liberdade, Liberdade” é mostrar que algumas questões seguem sem solução no Brasil?
Não acho que seja o objetivo, mas quando a gente vê o contexto histórico é exatamente isso. A corrupção está no berço da nossa civilização. No berço mesmo, na troca de espelhinho. Isso é retratado pela novela e suscita estas questões, mas o objetivo final, mesmo, é entreter. A novela começou muito histórica, no primeiro capítulo, mas agora é uma obra de ficção.

Você já fez algumas novelas tradicionais, com longa duração, e está fazendo pela primeira vez uma mais curta, com cerca de 60 capítulos. Para o ator, o que é melhor?
É muito diferente. O Mario Teixeira (autor de “Liberdade, Liberdade”) já escreveu metade da novela. São quatro capítulos por semana, muito curtos, na minha opinião. Numa novela das 21h, além de muito mais longa, a duração de cada capítulo também é maior. É muito tempo. Não é nada monótono. Mas acho que estamos caminhando para novelas mais curtas, mais qualidade em detrimento de quantidade, e novas formas de fazer.

amoravidafelixO que é melhor para o ator? Lembro que em “Amor à Vida”, o Felix começou de um jeito e acabou de outro, totalmente diferente.
Em uma novela fechada, você compõe com início, meio e fim. Em uma obra aberta, você vai sambando de acordo com a música que vai tocando. É uma grande diferença.

Como foi a primeira semana do filme?
Não foi o arrebatamento de uma comédia escrachada, mas foi uma ótima bilheteria. Esse início é fundamental. É quando os filmes brasileiros lutam para permanecer em cartaz. É crucial.

Essa predileção do público pela comédia escrachada é um problema?
Não chamaria de problema. É uma característica da educação que a gente tem, do mercado. É um desafio educar o nosso povo a apreciar coisas um pouco mais complexas. Ele vai no fácil porque sabe que aquilo vai dar certo, com as figuras que já fazem sucesso na televisão. E isso dá dinheiro, dá retorno. A gente vive num mundo capitalista. As pessoas querem dinheiro antes de qualquer outra coisa. Isso não é só no Brasil.

mateusselfieAlém do filme e da novela, o que mais você está fazendo?
Estou com a peça “Selfie”. É um grande sucesso no Rio e vai para São Paulo em setembro. Tenho o maior carinho. É o meu maior sucesso no teatro e olha que já fiz muito teatro.

A que você atribuiu esse sucesso?
Além de divertir, ela apresenta um espelho da nossa relação esquizofrênica com o celular, que invade nossas relações. A gente não critica através da palavra, mas mostra situações. Dois atores e um palco nu. É um trabalho preciso, ao mesmo tempo sério e divertido.

Você mandou uma carta a alguns veículos de mídia pedindo respeito à privacidade dos seus filhos. Você pode explicar isso?
Esse é um direito de qualquer pai que se vê participando, passivamente, no caso, desta indústria bilionária da fofoca. Não pretendo lutar contra ela. Muito pelo contrário. Tenho uma relação muito tranquila com a imprensa – seja qual for a imprensa: marrom, verde, roxa, amarela. Meu advogado escreveu. Eu tenho a escolha de privar meus filhos da exposição.

Você mandou esta carta para quem?
Ela está com meu empresário e é enviada sempre que alguém tira fotos para expor os meus filhos e ganhar dinheiro. Não me importo que esta indústria ganhe dinheiro às custas do meu trabalho, mas não às custas de menores de idade. Vou sempre falar da minha família, mas a exposição física de menores de idade é errada.

É protegida pela lei.
Isso. Muitos dos meus colegas não têm nenhum problema quanto a expor seus filhos. Eu respeito. Mas acho que é um direito meu, como pai, preservar. Minha intenção não foi, em momento algum, ameaçar, mas explicitar minha opinião sobre esse assunto. Pode falar do meu cabelo, de mim todo, mas que preservem a privacidade dos meus filhos.

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Gravado e com novo diretor, Xuxa perdeu audiência e não venceu mais o SBT
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Mauricio Stycer

xuxaeduardocosta

Na guerra pela vice-liderança, algumas das disputas mais interessantes se dão entre os programas de auditório de Record e SBT.

A emissora de Edir Macedo tem levado boa vantagem aos domingos (com “Domingo Show” e “Hora do Faro”) e às quartas (com Gugu). Já o canal de Silvio Santos encontra consolo às segundas, com Ratinho e “Máquina da Fama”.

Maior contratação da história recente da Record, Xuxa tem sido derrotada com grande freqüência pelos dois programas do SBT. Desde a estreia, em 17 de agosto de 2015, foram 36 programas – em 29 deles, a ex-rainha dos baixinhos deixou sua emissora em terceiro lugar e em sete ficou na vice-liderança.

A ansiedade com o desempenho do programa, tanto por parte da apresentadora quanto da Record, já produziu duas mudanças drásticas. Desde o final de janeiro, a atração deixou de ser ao vivo e trocou de diretor. Mariozinho Vaz, que havia deixado a Globo para comandar Xuxa, foi substituído por Ignácio Coqueiro, então diretor de “A Hora do Faro”.

Os números de audiência mostram que as alterações não surtiram efeito. Ao contrário. A audiência caiu. Com Vaz, Xuxa registrou 6,9 pontos de média enquanto o SBT, na mesma faixa horária, alcançou 7,8. As sete vitórias da apresentadora ocorreram neste período. De 24 confrontos, o SBT venceu 17 vezes.

Com Coqueiro, desde 8 de fevereiro, Xuxa permanece na terceira colocação por 12 semanas seguidas, com 6,13 de média – uma queda de 11% em relação ao período dirigido por Vaz. Já o SBT segue na vice-liderança, sem alterar a sua média, de 7,8.

A troca de diretor implicou em algumas poucas mudanças no programa – alguns quadros novos e o esforço de exibir convidados com forte apelo popular, como Eduardo Costa e Wesley Safadão. O culto à própria apresentadora permanece como uma marca da atração.

Estamos falando de pouco mais de oito meses de programa, o que não é muito tempo em televisão. Xuxa ainda tem muita coisa para experimentar e testar na busca para ampliar o seu público. O que pesa, justamente, é a ansiedade por audiência, justificada pelo peso de seu nome e dos valores envolvidos na sua contratação.

Resta à Record saber administrar estas derrotas e tentar encontrar um caminho para a apresentadora.

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Essencial em “Velho Chico”, padre Romão mostrou o enorme talento de Magnani
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Mauricio Stycer

No retorno ao universo rural, depois de anos de novelas entre o Rio e São Paulo, “Velho Chico” recolocou em cena, em lugar de destaque, um personagem que andava em baixa na teledramaturgia: o padre.

Seguidor de São Francisco de Assis, Romão (Umberto Magnani) buscava ser o moderador em uma região onde coronéis sempre fizeram o papel do Estado. Ele
não era um “padre de passeata'', para usar um termo irônico cunhado por Nelson Rodrigues (1912-1980), mas não era servil aos poderosos.

Magnani deu cara a este homem calmo e bom, que buscava permanecer íntegro e respeitado diante da paróquia submetida ao poder do coronel Afrânio (Rodrigo Santoro/AntônioFagundes).

Como escrevi na Folha, no início de abril, uma cena simbólica, na primeira fase de “Velho Chico”, mostrou a importância do padre e o enorme talento de Magnani.

Romão ofereceu a Eulália (Fabíula Nascimento), uma rara proprietária de terras não obediente ao coronel, a honra de indicar duas crianças para viverem São José e Nossa Senhora numa procissão.

Em seguida, Encarnação (Selma Egrei), mãe do coronel, apareceu em cena para entregar sua contribuição ao evento. Ela tirou da bolsa três maços de notas e disse: “Uma quantia bem gorda dessa vez, que é para o padre cuidar bem dos seus pobres''. Romão respondeu: “Não sei como agradecer''. E ela: “Agradeça dando o lugar de Nossa Senhora na procissão para minha neta''.

Chocado, o padre pegou o dinheiro e o deixou perto da mulher. “Ela é muito nova ainda'', tentou. “Ou minha neta sai de Nossa Senhora ou não ponho mais os pés na sua igreja'', concluiu Encarnação.

Eulália reapareceu e encontrou o padre transtornado. Apontando o dinheiro, ele disse: “Veio negociar o lugar de Nossa Senhora na minha procissão''. E ela, segurando o dinheiro, respondeu: “Pelo bem de nossos pobres, não me importo''. Em nome da conciliação – e do dinheiro – o padre se deixou convencer.

Não à toa, a Globo anunciou, assim que soube da gravidade do estado de saúde de Magnani, que o personagem seria substituído por outro padre, Benício (Carlos Vereza), seguidor da mesma filosofia religiosa. Como disse Vereza ao UOL, o espetáculo não pode parar.

Este Brasil católico, mostrado em “Velho Chico”, é um dos elementos essenciais da trama. Ator talentoso, com uma longa carreira, morto nesta quarta-feira (27), Magnani deixou como última imagem este padre sensível e emotivo.

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“Todos os programas do Multishow são de humor antigo”, diz Carlos Alberto
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Mauricio Stycer

Pouco antes de completar 80 anos, em março, Carlos Alberto de Nóbrega foi surpreendido pelo convite do SBT para antecipar a renovação de seu contrato anual, estendendo-o até 2019. Foi a primeira vez que isso ocorreu na carreira do comediante.

“Minha ida à Globo mexeu com o SBT”, contou Nóbrega em uma ótima entrevista ao UOL Vê TV, citando a sua participação no “Ta no Ar”. Com enorme franqueza, ele tratou de todos os assuntos propostos.

Contou que veta piadas em “A Praça É Nossa” para não ofender as crianças que assistem o programa. Classificou os programas de humor do Multishow (Tom Cavalcanti, Ceará etc) como “antigos”. Explicou a polêmica com o humorista Batoré (“quem pediu a demissão dele foi o Silvio”). Falou da participação da mulher no “Mulheres Ricas'' (“fiquei com vergonha alheia'').

Sobre Silvio Santos, contou várias histórias. Lembrou da “ciumeira” entre o dono do SBT e Boni, o ex-executivo da Globo. Falou do carro do Patrão, o mais feio no estacionamento da emissora. E disse não imaginar a emissora sem ele. “Silvio Santos vai ter que viver até os 100 anos, que nem Roberto Marinho”.

Veja abaixo trechos selecionados. E, no fim, a íntegra da conversa.

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Susana Vieira no “Vídeo Show” mostra desespero para dar sobrevida à atração
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Mauricio Stycer

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Na relação dos 50 programas mais vistos na TV em São Paulo, em março, o “Vídeo Show” aparece em 45º lugar, com média de 9,63 pontos (cada ponto equivale a 69,4 mil domicílios). Excluindo as atrações da Record e do SBT na lista, o “Vídeo Show” foi apenas o 36º melhor programa da Globo em matéria de audiência no mês.

No ar desde 1983, o “Vídeo Show” nasceu como um produto único na TV brasileira. Líder de audiência desde o final dos anos 60, a Globo encontrou na fórmula desta atração um meio eficaz de reforçar a própria marca e a de seus produtos.

O objetivo, como se sabe, é promover a programação da casa – as jóias do passado, as atrações no ar e as futuras. Sempre de um jeito agradável, atenuando o tom publicitário por meio de entretenimento e jornalismo.

Mas quem hoje ainda liga a televisão para ver os bastidores do sua novela preferida? Artistas postam fotos no Instagram, revelam detalhes no Facebook e contam a respeito do que estão fazendo no Twitter.

Com a perda progressiva de audiência da TV aberta, de uma maneira geral, e da Globo, em particular, não dá para evitar esta pergunta incômoda: qual é o sentido de manter na grade um programa autorreferente, que raramente gera conteúdo original, além de não proporcionar faturamento expressivo?

videoshowzeca2Por motivos não explicitados, a emissora vem tentando dar sobrevida ao “Vídeo Show” nos últimos anos.

As duas últimas reformas – ambas radicais – produziram um mesmo efeito interessante: o programa voltou a ser assunto, repercutiu, provocou polêmica, mesmo que os números de audiência não tenham sido os melhores.

Em fins de 2013, sob o comando de Ricardo Waddington, o “Video Show” virou um programa de auditório apresentado por Zeca Camargo. E, em abril de 2015, de volta às mãos de Boninho, ele passou a ser ao vivo, apresentado por Otaviano videoshowmonicaeotafim2Costa e Monica Iozzi. Com a saída desta última, o programa voltou a ser assunto – agora, mais uma vez, por conta de números de audiência decepcionantes e uma apresentadora (Maíra Charken) que não tem agradado tanto.

Na última sexta-feira (22), em um gesto que pareceu de desespero, a Globo anunciou que a atriz Susana Vieira passa a integrar o time do programa. Na véspera, ela havia substituído Maíra na bancada, ajudando o Ibope a alcançar níveis que não registarava havia seis meses.

videoshowmairaotaviano2A presença de Susana vai atrair interesse e render alguns pontinhos no Ibope. Mas por quanto tempo? Qual o sentido de gastar a sua imagem na bancada do programa? Não imagino a atriz por muito tempo na função.

Pensando na trajetória da atração, acho que cabe questionar: por que o “Video Show” ainda está no ar? Esta é uma pergunta de um milhão de dólares.

Reza a lenda que o programa sempre foi a menina dos olhos de José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, o Boni. Segundo os defensores desta tese, Boninho teria uma razão emocional para lutar pela sobrevivência da atração.

Outra hipótese citada para explicar a permanência do “Vídeo Show'' na grade é mais prosaica: o que colocar no lugar? Alguém tem alguma ideia nova para sugerir? Os fóruns criados para discutir a programação da Globo e sugerir caminhos ainda não deram grande frutos.

Por tudo isso, e mais um pouco, a emissora parece entender que o “Vídeo Show'' ainda é útil e cumpre uma função positiva. Mais que isso, é um símbolo daquela época em que a Globo podia ter um programa para falar, sem corar, de si própria. No fundo, reconhecer que não precisa mais do “Video Show” será aceitar que a era de ouro acabou.

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