Blog do Mauricio Stycer

De formas distintas, Globo e Record exploram o mesmo drama de menino doente
Comentários 16

Mauricio Stycer

joaovitorfantastico

O caso já vinha sendo tratado há alguns meses pela mídia de Santa Catarina. Neste domingo, coincidentemente, ganhou dimensão nacional em duas das principais redes de TV aberta do país.

Cada uma à sua maneira, Record e Globo exploraram exaustivamente o drama do menino João Vitor, de 4 anos, que descobriu um tumor no fígado e contou com a ajuda de Tatiana, 34, uma mulher sem nenhum grau de parentesco com ele, para fazer um transplante.

No “Domingo Show”, pela manhã, o caso foi objeto de uma reportagem de 30 minutos centrada em dois pontos: o drama do menino e o seu encontro com o apresentador Geraldo Luis. Segundo o programa, João Vitor sonhava conhecer Geraldo – e o encontro dos dois acabou ocupando mais da metade do tempo da reportagem.

JoaoVitorGeraldoAo fazer o caso girar em torno do apresentador do programa, o “Domingo Show” deixou em segundo plano um dos aspectos mais comoventes da história – o esforço feito por Tatiana para doar parte do seu fígado ao garoto. Obesa, ela precisou perder quase 30 quilos para fazer a cirurgia, além de ter sido obrigada a se afastar do marido e do filho, de 5 anos, em vários momentos do processo.

A reportagem que abriu o “Fantástico” explorou justamente este ângulo. Por 15 minutos, o programa exibiu o drama de João Vitor em paralelo à história de Tatiana, tentando entender o desprendimento da mulher, que correu risco de vida para ajudar o menino que conheceu, por acaso, numa igreja.

Kiria Meurer, repórter da RBS, acompanhou Tatiana por quatro meses, mostrando o cotidiano na doadora, com a sua família e com João Vitor e sua avó. Embora mais curta, é uma reportagem com mais detalhes e informações sobre o drama que a do concorrente.

O transplante foi realizado no último dia 20, em um hospital em São Paulo. João Vitor segue internado, recuperando-se. Tatiana já voltou para casa. “Domingo Show” e “Fantático” encerraram suas reportagens com estas informações. Quem não viu – e chorou – com a primeira, certamente chorou com a segunda.


Valdívia errou o tom, mas Leifert não entendeu o que fez no “Globo Esporte”
Comentários 77

Mauricio Stycer

altashorastiagoleifert
Dez dias depois de ser xingado pelo meia Valdívia, do Palmeiras, o jornalista Tiago Leifert respondeu às ofensas no programa “Altas Horas”, que irá ao ar neste sábado (30). Dirá, segundo adiantou a Globo, que considerou a reação do jogador “desproporcional”.

Para quem não acompanhou o caso, uma rápida lembrança. Apresentador do “Globo Esporte”, Leifert se ausentou do programa alguns dias por problemas de saúde. Ao regressar, fez uma alusão a Valdívia, que deixou de jogar inúmeras partidas por seu clube por problemas físicos.

O perfil do GE no Twitter também brincou com a situação: “Hoje o Tiago Leifert, o mago Valdivia do ‘Globo Esporte’, apresenta o programa de novo!! Dois dias seguidos trabalhando!!!” O jogador não gostou da brincadeira e publicou em sua conta na rede social uma série de ofensas ao jornalista, desafiando-o a repetir os comentários na sua frente.

“Na hora que eu li, achei melhor encerrar tudo, porque achei extremamente baixo e totalmente desproporcional“, diz Leifert no “Altas Horas”. E acrescenta: “Naquele programa, estava tirando sarro de mim mesmo, porque tinha ficado um tempão sem trabalhar por ter ficado doente.”

O apresentador também fez a seguinte observação: “Acho que quem trabalha com esporte tem que ter espírito esportivo acima de tudo e quem perde esse espírito é porque está doente com esporte e precisa repensar.''

Valdívia errou o tom na resposta? Errou. Mas Tiago Leifert parece não ter noção do que representa fazer uma piada no “Globo Esporte”. Ele não está em uma mesa de bar ou, mesmo, em uma rede social comentando com amigos e fãs – está tripudiando de alguém na principal rede de TV do país.

Leifert entende que o esporte deve ser tratado com humor. Ele já disse isso várias vezes. Concorde-se ou não, o apresentador não pode exigir que todos recebam suas piadas da mesma forma. Soa até um pouco arrogante esperar que seja assim. A sua resposta a Valdívia mostra que não tirou nenhuma lição do episódio.


Vilão de “Império”, jornalista fofoqueiro assume lado criminoso
Comentários 17

Mauricio Stycer

imperioteorobertao
Se havia alguma dúvida de que Téo Pereira (Paulo Betti), o blogueiro fofoqueiro de “Império”, era um dos vilões da história, os dois últimos capítulos da novela não poderiam ter sido mais didáticos.

Aguinaldo Silva deixou explícito que o personagem não é apenas autor de notas maldosas em seu blog, mas capaz de cometer crimes.

Téo contratou Robertão (Rômulo Neto) para dopar Leonardo (Klebber Toledo) e roubar todos os documentos que comprovam o relacionamento do ator com Claudio (José Mayer). A sequência do golpe começou no capítulo de quarta-feira (27) e terminou no dia seguinte (28).

Está mais do que clara, agora, a questão central que interessa ao autor de “Império” discutir com o personagem de Téo Pereira. É um jornalista da pior espécie, inescrupuloso, sem limites em seu objetivo de faturar uma grana por meio de um blog que expõe a privacidade alheia.

Aguinaldo Silva, como se sabe, trabalhou como jornalista por muitos anos, entre as décadas de 60 e 70, antes de enveredar pelo caminho da ficção e da teledramaturgia. Deve ter conhecido alguns Teo Pereira ao longo de sua carreira – em jornais e revistas, entre outros veículos de comunicação. Faz sentido, em 2014, que seja blogueiro, mas é um personagem atemporal.

Cenas de “Império''

Cenas de “Império''


Reprise do “Programa do Jô” resgata Renato Aragão no papel de “João Suado”
Comentários 3

Mauricio Stycer

RenatoAragaoJoaoSuadoAs reprises do “Programa do Jô”, exibidas pela Globo enquanto o apresentador se recupera de problemas de saúde, estão tendo o mérito de resgatar alguns bons momentos do talk show. Nesta quarta-feira (27), por exemplo, foi exibida uma entrevista com Renato Aragão, de 2004.

JoSoaresRenatoAragao2A certa altura da conversa, o apresentador mostrou um esquete dos Trapalhões, de 1992, no qual Didi incorpora Jô. O mais curioso é o nome do personagem inventado por Renato Aragão: “João Suado”.

Duas décadas depois, Marvio Lucio, o Carioca, criou um personagem de muito sucesso no “Pânico”, chamado “Jô Suado”. Uma coincidência, claro. “Eu fiquei sabendo depois que já estava fazendo o quadro”, diz o humorista.

Na paródia dos Trapalhões, “João Suado” entrevista Pedro Collor (1952-1994), interpretado por Stepan Nercessian. Pedro foi responsável pelas denúncias que deram início ao processo de investigação do governo do irmão, o então presidente Fernando Collor.

Vale observar que a paródia dos Trapalhões, na Globo, é do talk show “Jô Soares Onze e Meia'', que o comediante apresentava então no SBT.

Preste atenção ao final do quadro, quando Aragão se dirige a Jô Soares. Ao ver a cena no “Programa do Jô”, o apresentador se emocionou.

A entrevista pode ser vista aqui.


Entrevistas do “Jornal Nacional” viraram duelos pouco esclarecedores
Comentários 17

Mauricio Stycer

JNeleicao2014
Ritual saudável em uma democracia, a rodada de entrevistas com candidatos à Presidência no “Jornal Nacional'', o principal telejornal do país, vem assumindo, a cada eleição, uma feição mais incômoda.

Destinadas, em tese, a esclarecer o espectador/eleitor sobre “temas polêmicos das candidaturas'' bem como sobre “realizações dos candidatos em cargos públicos'', estas entrevistas se transformaram em duelos que oferecem muito pouco a quem precisa de alguma informação para votar.

Cada vez mais treinados, como se viu no ciclo de 2014, os candidatos enrolam, dão voltas ou tergiversam sobre temas que consideram polêmicos. Diante de questões longas, usam a técnica de responder somente a fragmentos que os interessam. Por fim, quando necessário, recorrem ao mais irritante dos expedientes, que é ignorar a pergunta e falar de outro assunto na resposta.

Contra este arsenal fornecido pelo “media training'', e dispostos a perder apenas 15 minutos do telejornal com cada entrevista, William Bonner e Patrícia Poeta adotaram a única técnica possível em situações como esta –o confronto.

Como as perguntas não são suficientes para trazer à tona o que os entrevistadores consideram “a verdade'', é preciso interromper o entrevistado quando ele usa uma de suas técnicas de fuga. Esse é um embate normal em entrevistas, mas na televisão, ao vivo, com o relógio correndo, sempre termina passando uma imagem antipática.

Se é o seu candidato que está sendo pressionado, você tende a se irritar com o entrevistador. Se é o candidato rival, você imediatamente reclama que ele está fugindo da raia.

Tendo participado de todos os ciclos, Bonner se vê responsável por limitar as possibilidades de fuga dos candidatos. É quase sempre ele que aperta a corda, digamos assim –o que aumenta a impressão de que foi antipático.

Este jogo de “gato e rato'' tem se repetido desde 2002. Em 2010, depois das entrevistas com Serra, Dilma e Marina, observei que talvez por falta de cacoete, talvez por nervosismo ou, ainda, por pressão externa, o editor-chefe do “JN'' endureceu e perdeu a ternura nas três entrevistas, dando aos encontros, em algumas passagens, a aparência de interrogatório.

Houve um certo padrão de insistência nas entrevistas este ano. Ao menos um assunto mereceu três réplicas dos entrevistadores. Graças a esta pressão, Aécio foi levado a dizer que não sentia constrangimento ético em usar o aeroporto de Claudio; Eduardo Campos assentiu que não enxergava nepotismo na indicação da mãe ao Tribunal de Contas da União; Dilma se recusou a comentar sobre o comportamento de petistas durante o mensalão; pastor Everaldo disse não ver contradição em abraçar o liberalismo há seis meses depois de anos alinhado a partidos social-democratas.

Com Marina, Bonner insistiu quatro vezes sobre o avião usado na campanha sem conseguir que a candidata admitisse que deveria ter se informado melhor sobre a situação legal da aeronave. “Quero que as investigações aconteçam'', disse.

Alguém acredita que estas “revelações'' ajudam a esclarecer, como promete Bonner, “temas polêmicos das candidaturas'' ou “realizações dos candidatos em cargos públicos''?

Para piorar, o apresentador e editor-chefe do “Jornal Nacional'' deu mostras, em comentários que publicou nas redes sociais, de ter adotado um papel quase messiânico nestas entrevistas. “Fiz e farei as perguntas que os candidatos prefeririam não ter que ouvir'', prometeu depois da segunda entrevista. “Assuntos que lhes são desconfortáveis, incômodos. Assuntos que eles não abordam na propaganda eleitoral, obviamente''.

Não deixa de ser irônico que, a despeito de todo o esforço dos entrevistadores, a principal lembrança deste ciclo de entrevistas não tenha sido nenhuma resposta, mas justamente uma última frase dita por Eduardo Campos em tom de propaganda eleitoral. O “Não vamos desistir do Brasil'' acabou transformado em slogan eleitoral do PSB imediatamente depois da morte do candidato.

Mesmo que resulte incômodo também aos olhos do espectador, o ciclo de entrevistas mais uma vez foi ótimo para o “Jornal Nacional''. As entrevistas acabam se revelando um bom pretexto para tratar de temas ignorados ou relevados no noticiário do próprio telejornal, bem como ajudam a reforçar a aparência de independência e apartidarismo do programa.

Este texto foi publicado originalmente no UOL Notícias.


UOL Vê TV: ‘Coringa’ da Globo, Oscar Magrini faz três papéis em seis meses
Comentários Comente

Mauricio Stycer


Destaco no programa desta semana a versatilidade do ator Oscar Magrini, que encarou três diferentes papéis na Globo em um curtíssimo espaço de tempo para os padrões da TV — ele está em “Geração Brasil'' e já atuou em 2014 também na série “O Caçador'' e na novela “Em Família''.


Rafinha Bastos festeja centésimo Agora É Tarde mas ainda deve bom talk show
Comentários 17

Mauricio Stycer


No comando do “Agora É Tarde” desde o início de março, Rafinha Bastos promoveu uma edição comemorativa nesta terça-feira (26) que diz muito sobre os caminhos que o talk show da Band seguiu.

“Sim, eu sobrevivi a 100 programas”, disse o comediante logo na abertura, brincando com o tema que o persegue desde o início – o medo de dizer alguma coisa considerada inaceitável, como foi a piada que fez com Wanessa Camargo nos tempos do “CQC”.

Além da contenção, outra dificuldade que acompanha Bastos no “Agora É Tarde” é o rol de convidados com algo relevante a dizer. Ao exibir um clipe com os “melhores momentos” do programa, o apresentador optou por mostrar trechos das participações cômicas de Eduardo Sterblich (tirando as calças), Sergio Mallandro (calado), Alexandre Frota (dançando) e Boris Casoy (cantando).

É sintomático que a principal atração do programa número 100 tenha sido a jornalista Ticiana Villas Boas, apresentadora da própria Band, famosa pelas gafes no ar e pelo casamento com um empresário poderoso.

Um dos quadros da atração, o “Brasileiros que nunca se encontraram para tomar um café”, teve como protagonistas Andre Vasco, também da Band, e a modelo Jaque Khury.

Vasco, por sinal, apresenta o programa “Sabe ou Não Sabe”, que é muito parecido, como bem lembrou no ar o humorista Gustavo Mendes, com outra atração do “Agora É Tarde”, o quadro “Vai ou Racha”.

Ao final, Rafinha Bastos cantou “parabéns pra você”, festejando o centésimo programa. A sua alegria é compreensível. O público, porém, tem motivos para esperar mais de um talk show.

Abaixo o clipe apresentado para lembrar os “melhores momentos''


Estreia do SBT mostra como os formatos estrangeiros se repetem
Comentários 12

Mauricio Stycer

esseartistasoueu
Em setembro de 2013, o SBT lançou “Famoso Quem”, um show de talentos no qual candidatos anônimos tinham aulas de canto e expressão corporal para imitar músicos famosos. A edição mostrava a preparação e transformação de cada candidato, além de contar um pouco da história de cada um.

Só durou dois meses. Com audiência considerada insuficiente, o SBT dispensou toda a equipe que apareciano palco e colocou Patrícia Abravanel no lugar. Dona do formato (“My Name Is”), a Fremantle aparentemente não concordou com as alterações, o que levou a emissora a alterar o nome do programa. Nasceu o “Máquina da Fama” e o Ibope, depois de algumas poucas semanas, melhorou.

A licença-maternidade de Patrícia levou o SBT a estrear nesta segunda-feira (25) “Esse Artista Sou Eu”. O programa lembra muito o “Famoso Quem”, com uma diferença fundamental: quem interpreta os números musicais, imitando cantores famosos, são outros músicos conhecidos. O formato (“Your Face Sounds Familiar”) foi desenvolvido pela Endemol.

Os músicos que disputam o prêmio de R$ 50 mil são as cantoras Rosemary, Li Martins (Rouge), Syang (“Casa dos Artistas”) e Vanessa Jackson (“Fama”), e os cantores Christian Chavez (RBD), Marcelo Augusto e Léo Maia. Marcio Ballas apresenta o programa, que conta com Thomas Roth, Cyz Zamorano e Carlos Miranda como jurados.

Exatamente como no “Famoso Quem”, antes de cada apresentação é exibido um “making of”, no qual os candidatos aparecem treinando – neste caso, com preparadora vocal Blacy Gulfier, o coreógrafo Netto Soares e o preparador de elenco Marcelo Boffat.

esseartisaballasMuito bem produzido, como os dois shows de talentos anteriores, “Esse Artista Sou Eu” é um bom entretenimento, mas reforça a impressão de que as emissoras brasileiras estão se tornando dependentes de formatos estrangeiros, quando poderiam, muito bem, estar desenvolvendo os próprios programas.

Um momento curioso da estreia foi o anúncio testemunhal feito pelo apresentador Marcio Ballas – de ração para cachorro. Um animal entrou no palco e, depois de ser apresentado ao público como “artista'', experimentou o produto.


Detetive Vê TV: HBO mostra o mesmo programa em quatro canais
Comentários 25

Mauricio Stycer

HBONegocio1

A segunda temporada da série “O Negócio'' estreou neste domingo (24) na HBO. Para promover o lançamento, o canal, considerado “premium'' (paga-se um adicional para receber o seu sinal), ficou aberto para qualquer assinante da NET ao longo de todo o final de semana.

A estratégia de lançamento incluiu uma “maratona'' da primeira temporada, além de muita publicidade. Às 21h de domingo, hora da estreia, quatro canais do grupo exibiram o mesmo programa, como mostra a imagem capturada por um espectador. “É de chorar'', lamentou Fred Jorge.

O blog questionou na segunda-feira (25) a HBO sobre a curiosa estratégia, mas não obteve até o momento uma resposta.


Previsível e conservador, Emmy não deu conta da variedade da produção da TV
Comentários 8

Mauricio Stycer


Ao final de três longas horas de Emmy, “Breaking Bad” e “Modern Family” faturaram os mais importantes prêmios da noite. Foi a segunda vez seguida que a série dramática ganha o troféu e a quinta vitória consecutiva da comédia.

A sensação de mais do mesmo não ficou por aí. Bryan Cranston ganhou pela quinta vez como melhor ator em “Breaking Bad”, enquanto Aaron Paul, seu parceiro em cena, faturou pela terceira vez.

Não bastasse, Jim Parsons recebeu seu quarto Emmy de melhor ator de série de comédia, pelo papel de Sheldon em “The Big Bang Theory'' e Julia Louis-Dreyfus ganhou pela terceira vez seguida por sua personagem em “Veep.

Não que os premiados sejam fracos ou ruins. Muito pelo contrário. Mas diante da diversidade da produção da televisão americana nos últimos tempos, essa insistência em premiar os mesmos títulos e atores passa uma má impressão.

Concorrendo como ator em comédia por “Derek”, Rick Gervais até fez piada com tanta repetição ao apresentar um outro prêmio. “Quatro anos seguidos não é justo”, disse a Parsons. Cranston também foi irônico ao agradecer ao prêmio que ganhou: “Até eu pensei em votar em Matthew (McConaughey)” – o ator que concorria por sua performance em “True Detective”.

Mais que previsível, a noite terminou por mostrar, mais uma vez, que os eleitores do Emmy preferem apostar no conhecido a arriscar em novidades. “True Detective”, “House os Cards” e “Orange is the New Black”, para citar apenas três séries, mereciam sorte melhor na noite.


Leia também
. Emmy 2014 coroa última temporada de “Breaking Bad'' com cinco prêmios
. Bryan Cranston vence Emmy de melhor ator por “Breaking Bad''
. “Modern Family'' vence Emmy de melhor comédia pelo quinto ano consecutivo
. Aaron Paul e Anna Gunn recebem terceiro Emmy por papéis em “Breaking Bad''
. Jim Parsons recebe quarto Emmy por “The Big Bang Theory''
Bryan Cranston arranca beijo de Julia Louis-Dreyfus