Blog do Mauricio Stycer

“Velho Chico” acelera com amor impossível entre irmãos e vilão mais forte
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Mauricio Stycer

velhochicosantooliviaAlvo de reclamações por seu ritmo lento, “Velho Chico” deve ganhar mais ação em breve. Esta semana começaram as gravações de um novo bloco de capítulos com histórias que devem dar mais cor à trama.

velhochicomiguel2A principal delas é o envolvimento entre Miguel (Gabriel Leone) e Olivia (Giullia Buscaccio). O neto do coronel Afrânio (Antonio Fagundes) vai se apaixonar pela filha de Santo (Domingos Montagner) sem saber que ela é sua meia-irmã. Este amor impossível vai levar, a certa altura, à revelação de quem é o seu verdadeiro pai.

velhochicocarloseduardoafranioCarlos Eduardo (Marcelo Serrado) vai começar a deixar mais claro o seu desejo de tomar o lugar do coronel Saruê, seu sogro. O personagem deve se tornar o grande vilão da trama.

A volta de Martin (Lee Taylor), já introduzida, ganhará desdobramentos com um novo embate entre ele e Afrânio. O personagem será novamente expulso da casa do pai. Já Iolanda (Christiane Torloni) vai brigar e se separar do marido.

Todos estes desdobramentos estavam previstos na sinopse, mas alguns foram antecipados, em resposta a observações e reclamações de espectadores. A avaliação da segunda fase da novela mostrou este descontentamento. O público pede mais drama e romance.

Mais sutil é a mudança que se processa com o protagonista de “Velho Chico”. Enquanto se fala da peruca que o personagem usa, Benedito Ruy Barbosa procura mostrar como, aos poucos, vai se enfraquecendo o coronel Saruê que existe dentro de Afrânio.

Esta é a grande virada da novela – o reencontro do personagem com a pessoa que ele foi no passado, antes de se tornar coronel. Neste processo, em algum momento, vai deixar de usar a peruca, um símbolo da sua vaidade e busca pela eterna juventude.

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Globo hesita na cobertura do caso Ana Hickmann e Record cresce no Ibope
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Mauricio Stycer

anahickmannentrevista
Um dos principais assuntos dos últimos dois dias, a tentativa de assassinato de Ana Hickmann por um fã tem merecido cobertura hesitante da Globo.

O caso ocorreu por volta das 13h de sábado (21). A própria Record, surpreendida, demorou para dar as primeiras informações e foi “furada”, como se diz no jargão jornalístico, pela Band. A Globo só deu a notícia em seu jornal local (MG TV), não abrindo espaço no “Jornal Nacional”.

No domingo (22), quando as informações já eram fartas, e mostravam se tratar de um caso dramático e muito incomum, a Globo se limitou a falar do assunto por 49 segundos no final do “Fantástico”.

A Record, evidentemente, nadou de braçada. Exibiu longa reportagem no “Domingo Espetacular”, além de entrevistas exclusivas com Ana e com seu cunhado. Até o SBT, com seu jornalismo contido, explorou o caso no “Domingo Legal”, de Celso Portiolli.

Os números prévios do Ibope mostram que o público queria informações sobre o caso. O “Domingo Espetacular” registrou média de 16 pontos em São Paulo, empatando em seu horário com o “Fantástico”. A entrevista com Ana teve média de 20 pontos, com pico de 22.

Nesta segunda-feira (23), quase 48 horas depois do ocorrido, a Globo tratou com um pouco mais de generosidade do caso. O “Bom Dia Brasil” exibiu uma reportagem ampla, por dois minutos e meio, sobre o andamento das investigações.

Por qualquer ângulo que se analise, do ponto de vista jornalístico, a tentativa de assassinato de Ana Hickmann é notícia relevante. Por isso, é difícil entender o comedimento da Globo no caso.

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O melhor do Troféu Imprensa em 15 frases de Silvio Santos
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Mauricio Stycer

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Premiação sem maior relevância, mas sempre muito divertida de assistir, o Troféu Imprensa serviu de palco, mais uma vez, para um show particular de Silvio Santos. Por mais de três horas, ele divertiu público, jurados e artistas premiados com suas observações ora muito pontuais, ora totalmente surreais. Abaixo um resumo da atuação do dono do SBT:

. “Em que ano nós estamos?” (começando a cerimônia)

. “Marisa Monte não é de se jogar fora”.

. “MSN, esse portal que eu nunca ouvi falar. Parece nome de partido.”

. “A Eliana me deu um Rolex. Claro que não usei. Não quero perder o braço.”

. “Por que (o Jornal Nacional) está mais informal? Só por que agora levanta lá o moço… Como é o nome dele? O Bonner. Levanta o magrela e vai falar com a moça do tempo. Perdeu as características.”

. “Nem as novelas da casa eu assisto.”

. “Não acho a Patricia (Abravanel) boa nesse programa (Máquina da Fama). O que ela faz qualquer um faz. Ela é boa na rua.”

. “O Pânico na Band tá horrível. Não vale nada.”

. “Até o Temer vai lá no Jassa pintar o cabelo. Sabe também quem vai? O ministro… esse que vai cuidar da economia, o Meirelles também vai”.

. “Quando a gente é homenageado neste idade, o agente funerário começa a preparar o salão.” (para Carlos Alberto de Nóbrega)

. “Não me lembro de você no meu programa. Você é cantora há quanto tempo? Primeira vez que vem no Troféu Imprensa?” (para Paula Fernandes, que já foi várias vezes ao programa)

. “Não vai fazer que nem a Patrícia e ter neném antes de casar.” (para Eliana)

. “Isso tudo pra fazer o seu programa? Lamento muito, mas não sabia que tinha tanta gente pra fazer um programa de entrevistas. Você é perdulário.” (Para Danilo Gentilli, que levou oito pessoas da equipe ao palco)

. “Michel Tamer (sic) pode escolher também um bom time e jogar o Brasil pra dianteira”

. “Anderson Freire, nunca ouvi falar. Luan Santana conheço. Lucas Lucco, sei quem é''. (sobre os candidatos a melhor cantor)

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Atrás de Ibope e anunciantes, TV se rende a jovens talentos do You Tube
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Mauricio Stycer

christianfigueiredoO “Fantástico” anuncia para este domingo (22) a estreia do quadro “Me conta lá no quarto”, protagonizado por Christian Figueiredo, dono do canal Eu Fico Loko, no You Tube. Famoso entre os adolescentes, o you tuber vai ser, no programa da Globo, o fio condutor das histórias de jovens, entre 13 e 18 anos, do Rio e de São Paulo.

portadosfundosgrupoA sua estreia realça um movimento curioso – o da busca de fenômenos de audiência da internet para a televisão. Na última quarta-feira (18), a Fox estreou a segunda temporada do “Porta dos Fundos”, um programa no qual agrupa os vídeos mais populares do canal da trupe de humor no You Tube.

No início do ano, a principal novidade do “Pânico” em sua volta ao ar na Band foi a aquisição de Julio Cocielo, dono do Canal Canalha na internet. O jovem passou a integrar o quadro “Bate ou Regaça”.

juliococielo2panicoO que Cocielo, Figueiredo e o Porta dos Fundos têm em comum? Em primeiro lugar, os milhões de assinantes de seus canais no You Tube. E, em segundo lugar, o fato de seus seguidores fieis serem, em sua maioria, adolescentes.

Eis assim, em resumo, o que explica este movimento da televisão. É, de certa forma, uma rendição, um reconhecimento de que perdeu parte do público jovem e precisa trazê-lo de volta.

Mais do que uma busca pela audiência que estes canais no You Tube registram, a TV busca se manter relevante para os seus anunciantes. Os jovens, afinal, estão entre os principais públicos-alvo da publicidade.

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Ainda mais azedos, jurados se estranham na volta do “Bake Off Brasil”
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Mauricio Stycer

BakeOffCarolinaFabrizio
Emendando um reality de gastronomia no outro, o SBT estreou na noite deste sábado (21) a segunda temporada do “Bake Off Brasil”, competição especializada em doces. Como em 2015, o maior destaque da estreia foi o mau humor dos jurados, o empresário Fabrizio Fasano Jr. e a confeiteira Carolina Fiorentino.

A novidade é que além de irritarem e humilharem os candidatos, Carolina e Fasano também trocaram farpas entre si, com indiretas e diretas ao longo da noite.

No momento mais curioso, Fasano reclamou da insistência de Carolina em avaliar se os bolos de churros, que os 14 candidatos foram obrigados a fazer, tinham canela. Ao que ela respondeu: “Mas é um churros”.

Mais do que a confeiteira, o empresário abusou das grosserias. Mal começou o programa, já avisou que se não gostasse da aparência dos doces nem iria experimentá-los.

Diante de um bolo que desandou, ele foi cruel com o autor da façanha, Murilo: “A impressão que eu tenho é que esse bolo, de alguma forma, passou pelo seu sistema digestivo!''

Depois de experimentar o bolinho de chuva de Tatiane, Fasano não resistiu à piada para detonar: “Bolinho de tempestade”.

A nova temporada tem uma novidade curiosa entre os participantes – Juliana e Paula, uma mãe e uma filha na disputa. Como em 2015, a apresentadora Ticiana Villas Boas se saiu bem, mostrando-se simpática e prestativa com os participantes.

Uma falha notada na primeira temporada se repete. A edição esconde do público os bastidores das avaliações e decisões dos jurados. É difícil entender como eles chegaram à conclusão que determinado confeiteiro foi bem ou mal em uma prova. Mesmo assim, Matheus, o eliminado da primeira noite, concordou com a avaliação: “Realmente aconteceram coisas que eu não me deixaria no programa”.

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Record mantém reprise e deixa Band noticiar sozinha crime contra Hickmann
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Mauricio Stycer

Orgulhosa de manter horas de programação ao vivo no ar, a Record mostrou excesso de hesitação e lentidão na tarde deste sábado (21). O crime contra Ana Hickmann, uma das principais apresentadoras da emissora, foi noticiado primeiro pela Band.

O caso ocorreu no início da tarde. Por volta das 16h, a Band deu um fhash com as primeiras informações. Por quase duas horas, o “Brasil Urgente”, apresentado por Joel Datena, ficou sozinho dando informações – muitas vezes desencontradas, diga-se. A Record não interrompeu a sua programação normal e ficou exibindo a reprise do último episódio de “Power Couple”.

Somente às 18h30, no horário marcado para o “Cidade Alerta”, o caso passou a ser noticiado pela Record. Segundo a emissora, a lentidão em levar o assunto ao ar se deveu à movimentação para socorrer a apresentadora e os demais envolvidos no caso.

Globo
Apesar da enorme repercussão ao longo da tarde e da noite, bem como do ineditismo da situação no Brasil, a tentativa de assassinato de Ana Hickmann por um fã não foi noticiada pelo “Jornal Nacional'' neste sábado.

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Após errar com “Escrava Mãe”, Record prega “pés no chão” e elogia a Globo
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Mauricio Stycer

A trajetória atribulada de “Escrava Mãe”, adiada quatro vezes nos últimos meses, serviu de pretexto para algo inédito na história recente da Record: um discurso humilde do seu principal executivo, Marcelo Silva, com palavras de elogio à Globo e “pés no chão” em relação à própria emissora.

O vice-presidente artístico da Record falou a um grupo de jornalistas na tarde desta sexta-feira (20), antes de exibir trechos do primeiro capítulo da novela, cuja estreia está marcada para o próximo dia 31.

“Escrava Mãe”, inicialmente, iria suceder “Os Dez Mandamentos”, em novembro de 2015. Chamadas chegaram a ser exibidas. Mas o sucesso da história de Moisés levou a emissora a decidir pelo estabelecimento do horário das 20h30 como exclusivo de novelas bíblicas.

Em março deste ano, a emissora decidiu que a novela iria inaugurar um novo horário, às 19h30, a partir do dia 26 de abril. Depois a data mudou para 16 de maio. Mas como a Globo decidiu esticar “Totalmente Demais” até 27 de maio, a Record alterou a estreia da sua para 30 de maio.

Há uma semana, a Globo deu mais dois capítulos para “Totalmente Demais” e anunciou a estreia de “Haja Coração” para uma terça-feira, 31 de maio. A Record mudou, então, pela quarta vez a data da estreia de “Escrava Mãe”.

“Ninguém podia imaginar que a novela da outra emissora ia fazer esse sucesso extraordinário. É uma história simples, muito bem construída. Parabéns”, disse Marcelo Silva. “A emissora lá, inteligente, decidiu adiar a novela. Decidimos adiar a nossa também”, continuou.

Bem-humorado, Silva comentou sobre os rumores de que a Globo exibirá o primeiro capítulo de “Haja Coração” sem intervalos comerciais. “Não podemos imitar. Nós já fazemos isso”.

Ainda justificando as muitas mudanças na data de estreia, acrescentou: “As empresas têm que ser inteligentes. As emoções têm que dar lugar ao raciocínio. Esse foi o motivo de todos os adiamentos”.

Marcelo Silva também comentou as reclamações de atores sobre o adiamento. Jussara Freire, por exemplo, disse que perdeu um papel em “Velho Chico” por que a Record manteve “Escrava Mãe” na gaveta.

“Não sei quem reclamou”, disse o executivo. Sentada na primeira fila, a atriz Milena Toscano se apressou em gritar: “Pode ter certeza que não fui eu que reclamei”. Informado que foi Jussara Freire, Silva fez piada: “Ainda bem que perdeu ‘Velho Chico’.”

Finalmente, ao falar da audiência que espera alcançar com “Escrava Mãe”, Silva repetiu várias vezes que a emissora não tem meta. Disse que a média no horário, no PNT (Painel Nacional de Televisão), é de 8,7 pontos. “Nunca falei em meta de 15 pontos. Se der 15 vou soltar rojões”.

O executivo disse ainda que “errar faz parte” e pregou: “Vamos colocar os pés no chão”.

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Silvio de Abreu eleva o tom e ameaça afastar o diretor de “Velho Chico”
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Mauricio Stycer

velhochicoluizfernandosantoro1A esta altura, já é pública a existência de um conflito entre Silvio de Abreu, diretor de Teledramaturgia diária da Globo, e Luiz Fernando Carvalho, diretor de “Velho Chico”. O primeiro exige mudanças na novela das 21h30, enquanto o segundo resiste.

Na última terça-feira (17), Abreu esteve no SBT para receber um Troféu Imprensa e conversou com vários jornalistas. O executivo tem transmitido a Carvalho pedidos para mudar a novela. Quer alterações no figurino e na cenografia, bem como na história.

silviodeabreu2015Nesta quarta-feira (18), José Armando Vannucci publicou no site Parabólica nota com o seguinte título: Luiz Fernando Carvalho terá que mudar concepção artística ou deixar a direção de “Velho Chico”.

Segundo o colunista, “o alto comando da Globo” vai dizer ao diretor de “Velho Chico”: “Ou Luiz Fernando Carvalho aceita as mudanças artísticas ou está fora do projeto”. Ainda segundo Vannucci, a orientação é “para se investir mais em romances, nos conflitos de gerações e menos no discurso ecológico”.

Outro colunista, Leo Dias, no jornal “O Dia”, publicou na terça-feira (17) que o clima nos bastidores de “Velho Chico” está ruim. “E o grande vilão do fracasso da novela, segundo a produção, tem nome e sobrenome: Luiz Fernando Carvalho”, escreveu.

Há duas semanas, Daniel Castro informou no site Noticias da TV que Abreu fez uma série de observações críticas sobre a trama: “falta de romance, narrativa lenta, figurino incompatível com a região (Nordeste) e época (contemporânea) e erro na caracterização dos personagens de Antonio Fagundes (Afrânio) e Iolanda (Christine Torloni)”.

Segundo Leo Dias, Carvalho tem recusado os pedidos de Silvio de Abreu. “Nada foi feito. Hoje, o diálogo entre eles praticamente não existe”, escreveu.

Isso explicaria, na minha opinião, por que as notícias negativas sobre “Velho Chico” estão aparecendo na mídia. Ao pressionar Carvalho de forma pública, Abreu dá um sinal de impaciência e fraqueza.

Outro lado
Em contato com o blog, a Comunicação da Globo afirma que não há conflito entre Silvio de Abreu e Luiz Fernando Carvalho, bem como não houve nenhuma ameaça ao diretor de “Velho Chico''.

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Pouco curioso, Rafinha Bastos aposta no clichê em nova atração do Multishow
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Mauricio Stycer

O Multishow estreou nesta segunda-feira (16) “Tá Rindo do Quê?'', programa protagonizado por Rafinha Bastos e Marcelo Marrom. Trata-se de uma ótima ideia, mal explorada pelos dois comediantes. Comentei o primeiro episódio no UOL Vê TV desta semana.

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Sete razões que explicam por que “Liberdade, Liberdade” não pegou
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Mauricio Stycer

liberdadeliberdademateusandreia
Como diz Silvio de Abreu, diretor de Teledramaturgia diária da Globo, “novela deve ser como catapora, precisa pegar''. O que há de errado com “Liberdade, Liberdade”? Apesar da audiência razoável, por que ninguém comenta a novela das 23h da Globo? O que falta à história? Tenho me perguntado isso desde a estreia, em 11 de abril. Exibidos os primeiros 21 capítulos, um terço da história, aproximadamente, ainda não encontrei a reposta. Mas tenho algumas pistas.

O pano de fundo é pobre
. A novela se passa em Vila Rica (atual Ouro Preto), no início do século 19 – uma cidade que os historiadores descrevem como de muita efervescência e importância. Em “Liberdade, Liberdade”, a cidade não tem relevância alguma. Há ali um bordel e nada mais. Não existe nenhum tipo de vida cultural, intelectual ou boemia na cidade.

Crítica à escravidão. É um tema importante de “Liberdade, Liberdade”. Mas tratado de forma repetitiva, sem maior criatividade. Todo capítulos vemos as terríveis condições de vida dos escravos – a maioria da população de Vila Rica. Mas não há quase nenhuma história envolvendo os escravos. O sofrimento é tratado como se fosse uma espécie de cenário, uma tela – sem vida.

A heroína é chata. Criada em Portugal, Joaquina (Andreia Horta) é arrogante, superior, incapaz de compreender a realidade da colônia. Não tem humor algum. A intenção é mostrar uma personagem moderna, com ideias liberais, mas o resultado, não sei se por influência do texto, da direção ou da atriz, tem sido uma mulher difícil de engolir.

Capítulos curtos demais. Como outras novelas no horário, “Liberdade, Liberdade” é exibida quatro dias por semana (quarta-feira não tem). Os capítulos têm duração entre 25 e 35 minutos, em média – a metade do tempo de exibição dos capítulos das novelas das 19h30 e 21h30.

Edição picotada. Talvez por conta da duração dos capítulos, as cenas são excessivamente curtas. A novela tem ritmo de videoclipe. Mal você se interessa por um diálogo, ele é cortado e a trama passa para outra história. Pense, ao final de um capítulo, sobre o que mais te marcou. É difícil lembrar.

liberdadeliberdadeliliaandreiaAtores presos. “Liberdade, Liberdade” conta com ótimos atores, mas os papéis, em sua maioria, não dão espaço para maiores voos. Mateus Solano e Lilia Cabral, por exemplo, me parecem desperdiçados na história. Nathalia Dihl, vivendo uma rara personagem com veia cômica, está se saindo muito bem. Marco Ricca também conseguiu criar um tipo interessante, apesar das aparições esporádicas.

Entretenimento limitado. Havia a preocupação de fazer uma novela de época sem resvalar no didatismo, priorizando a diversão. De fato, não é chata, mas enfrenta dificuldades para divertir. A grande questão, o envolvimento da heroína, Joaquina, com o vilão, Rubião, não está tendo apelo maior. As histórias paralelas, tão picotadas, não prendem a atenção.

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